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Os 10 Piores Games das Franquias Mais Famosas

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Muitas vezes as empresas tentam acertar em um projeto, mudar os rumos de uma franquia ou experimentar coisas novas. Nem sempre dá certo.

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revisado por Romeu

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Franquias como Sonic, Mario, Street Fighter ou Mortal Kombat são lembradas por jogos incríveis e momentos emocionantes que compartilhamos na tela com nossos personagens preferidos, e é fácil dizer qual é o melhor game de muitas delas. Talvez não haja um consenso, mas se você perguntar entre os jogadores, muitos citarão sempre os mesmos dois ou três títulos que consideram, muitas vezes, os melhores.

Agora, quando você pergunta qual é o pior, é ainda mais fácil chegar a um consenso entre os vários títulos disponíveis, seja porque o jogo é reconhecidamente problemático e mal desenvolvido ou simplesmente porque você não gostou dele. E aqui vamos listar os dez piores games de franquias mundialmente famosas. Você pode até não concordar com alguma posição, mas eles são apresentados com base em notas do Metacritic e da crítica especializada. Alguns até se redimiram depois, mas, acredite: você vai concordar com a maioria. E, se discordar, deixe seu comentário.

The Legend of Zelda para CD-i

Essa trilogia é, de longe, a pior já feita sob a licença de The Legend of Zeldalink outside website. Os dois primeiros games lançados para o Philips CD-i, Link: The Faces of Evil e Zelda: The Wand of Gamelon, têm péssima jogabilidade e animações bastante bizarras entre as fases, que tentam explicar as histórias.

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Não por acaso, as falas foram gravadas primeiro, do jeito que os dubladores imaginaram que seriam os personagens, e os animadores criaram as animações baseando-se apenas no que imaginavam a partir das vozes. O título era uma plataforma 2D, mas com jogabilidade ruim e feito sobre cenários pintados previamente, sem planejamento ou estudos de onde o personagem andaria, pularia ou passaria, tornando o produto bastante confuso. Parece que o jogo foi feito às pressas, sem qualquer cuidado.

O terceiro jogo, Zelda’s Adventure, resolveu esse problema das animações com cenas em live action gravadas dentro do estúdio de desenvolvimento. Foram utilizadas fotos e vídeos, que foram reaproveitados, e a recepcionista foi escalada para interpretar Zelda (e ela provavelmente recebeu apenas um salário). A visão era top-down, tradicional dos games de The Legend of Zelda no NES. Porém, esses jogos inovaram ao serem os primeiros a permitir que jogássemos com Zelda em vez do Link.

Mortal Kombat: Special Forces

Na tentativa de criar jogos paralelos da franquia Mortal Kombatlink outside website, coisas boas, regulares, ruins e péssimas foram lançadas. Na parte boa, Shaolin Monks entregou tudo: ação, combates, fatalities, uma boa história, jogabilidade precisa e um cooperativo divertido com fogo amigo ligado, que podia transformar a experiência em uma grande bagunça.

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Entre os regulares, tivemos Mythologies: Sub-Zero, com suas plataformas enganosas e jogabilidade que tentava reproduzir a mecânica dos games de luta, mas entregou algo confuso – era necessário pressionar um botão para virar o personagem –, porém com uma história interessante que explicava muito da trama do jogo. Na categoria ruim, ficou a versão do Nintendo 64 de Mythologies: Sub-Zero, que reunia todos os problemas das outras versões, agora com as limitações do console.

E, na categoria péssimo, Mortal Kombat: Special Forces foi a pá de cal que enterrou os projetos paralelos de MK. Focado em Jax, o jogo mostra o soldado das Forças Especiais em busca do líder do Dragão Negro, Kano. Ele mistura exploração 3D, combate com armas e corpo a corpo, num estilo beat ’em up com quebra-cabeças simples. Porém, o problema aqui foi a produção conturbada, que fez com que as fases ficassem vazias e repetitivas.

Final Fantasy: All the Bravest

Esta é uma tentativa da Square Enix de usar o prestígio da franquia Final Fantasy para ganhar dinheiro no mercado mobile. O game tem jogabilidade praticamente inexistente: basta deslizar o dedo na tela, as batalhas acontecem automaticamente e você precisa gastar dinheiro real para conseguir os personagens que deseja. No jogo, você reúne cerca de quarenta heróis icônicos de todos os títulos da série em batalhas automáticas.

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O jogo utiliza um sistema de “barra de tempo ativo” (ATB) e, quando todos os heróis do time são derrotados, você tem que esperar ou pagar para continuar. As críticas foram unânimes: trata-se de um “cash grab” descarado, em que o objetivo é apenas desbloquear personagens e classes nostálgicas, usando os ícones da franquia para atrair jogadores e extrair dinheiro deles. Não há enredo ou história. Apenas pequenos personagens batendo em monstros e uma barra de espera que pode ser acelerada com pagamento. E o fato de ser mobile não é desculpa, já que existem diversos jogos para celular muito bons.

Sonic Boom: Rise of Lyric

Definitivamente, uma das subfranquias de Sonic que não obteve sucesso e desagradou os fãs, desde a escolha do design até a jogabilidade e a história, passando por um universo paralelo. Quando as primeiras imagens de Sonic Boom foram divulgadas, os personagens tinham um design estranho que destacava seus atributos principais.

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Sonic tinha pernas compridas, Knuckles era musculoso, Tails carregava vários gadgets e Amy Rose empunhava um martelo maior que o do Knuckles. A introdução de Sticks também não agradou, pois ela foi considerada irritante.

Rise of Lyric foi o prego no caixão da subfranquia, graças aos diversos bugs, combate sem desafio, problemas de áudio, falta de polimento e congelamentos do game. É possível que o problema não estivesse na desenvolvedora, Big Red Button, pois a ideia inicial era fazer um jogo maior e mais aberto. Inicialmente planejado para consoles de última geração e PC, o contrato de exclusividade da SEGA com a Nintendo forçou a adaptação para o hardware mais modesto do Wii U, o que pode ter causado o fracasso. Tanto que Sonic Boom: Fire and Ice, para Nintendo 3DS, é bastante elogiado.

Street Fighter: The Movie: The Game

Se o filme estrelado pelo ator belga Jean-Claude Van Damme não obteve sucesso nas bilheterias, por que esperavam que um jogo baseado nele desse certo? A história de Street Fighter: The Movie: The Game é uma versão “norte-americanizada” da trama clássica, focando em Guile (e não Ryu) como protagonista.

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Guile e o exército dos EUA lutam contra o império de Shadaloo. Outros personagens, como Ryu e Ken, viraram traficantes de armas; Chun-Li, uma repórter que atua ao lado de Balrog e E. Honda; Dhalsim, um cientista; e Blanka, uma criatura que saiu do laboratório.

A produção do game foi bastante conturbada, sem acesso aos astros como Van Damme (que já não estava sob contrato e não tinha vontade de trabalhar, além dos rumores de que chegava ao estúdio sob efeito de drogas) ou Raul Julia (que havia falecido de câncer), então usaram dublês. Jogabilidade ruim, gráficos fracos e lutas desequilibradas faziam com que cada versão lançada fosse pior que a anterior. Street Fighter: The Movie: The Game nasceu de uma ideia ruim e, sem surpresa, tornou-se um dos piores Street Fighter da história.

Star Wars: Masters of Teräs Käsi

Star Wars é uma franquia tão icônica! Por que nunca fizeram um jogo de luta baseado nela? Seria interessante usar a Força para golpes à distância; já tivemos Darth Vader e Mestre Yoda em Soul Calibur, então certamente daria certo levar os Jedi e Sith para um game de luta, não é? Star Wars: Masters of Teräs Käsi prova que, mesmo uma franquia de sucesso, ainda pode gerar um jogo muito ruim.

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Lançado para o PlayStation em 1997, o jogo coloca os mais famosos personagens dos filmes para trocar socos, golpes com a Força ou sabre de luz, e introduz uma personagem nova: Arden Lyn, uma mestra do Teräs Käsi, uma arte marcial sem armas do universo Star Wars. Porém, o jogo é lento, com uma apresentação que lembra Tekken, mas está longe da qualidade do jogo da Bandai, e as lutas são desbalanceadas, deixando quem usa sabre de luz em vantagem.

Muitos fãs esperavam um jogo comparável a Soul Calibur, mas receberam esse game raso, com controles imprecisos e animações pobres. Star Wars: Masters of Teräs Käsi se tornou um exemplo de como não adaptar Star Wars para jogos de luta.

Resident Evil: Umbrella Corps

Um dos pontos mais baixos da franquia de terror e sobrevivência da Capcom, Umbrella Corps é um jogo singleplayer e multiplayer no qual você controla agentes da Umbrella para recolher informações, dados e amostras de vírus, entre outras coisas. Era apenas um enredo básico para colocar os jogadores enfrentando hordas de monstros ou uns aos outros, no melhor estilo dos diversos jogos de tiro lançados na época.

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O jogo oferecia alguns itens e gadgets para aprimorar a jogabilidade, como cobertura em terceira pessoa, granadas, um escudo biológico (zumbi jammer) e um machado (“Brainer”) para ataques corpo a corpo.

Mas a crítica especializada foi dura com Umbrella Corps por vários problemas: mira imprecisa, falta de equilíbrio absurda entre as armas e mecânicas problemáticas. O jogo também foi considerado “esquecível”, com ação genérica e confusa, fazendo com que cada partida se tornasse uma bagunça de explosões, diferente de um bom game do gênero como Left 4 Dead.

Pokémon Rumble Rush

O game ficou um ano e um mês disponível nas plataformas mobile e foi encerrado devido às diversas microtransações e outros problemas, sendo esse o pior game da franquia Pokémon. Na trama de Pokémon Rumble Rush, você encontra uma ilha habitada por brinquedos de Pokémon e luta contra hordas de inimigos com controles de toque simplificados na tela para que o Pokémon ande ou ataque.

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Você ganhava novos brinquedos e peças chamadas de “Gears” para equipar e fortalecer seus monstrinhos. Mas, no geral, a jogabilidade envolvia apenas repetir as mesmas fases para encontrar monstrinhos com poder de ataque maior que o anterior.

A crítica criticou duramente o game pelo excesso de repetição, controles simples demais, falta de emoção ou desafio, sendo um jogo bastante medíocre e, aparentemente, não finalizado, já que recursos como o modo competitivo e a loja online não estavam disponíveis no lançamento.

Fallout 76

Quando uma franquia faz muito sucesso no singleplayer, é comum que as empresas queiram investir em um modo multiplayer e recheá-lo de microtransações e cosméticos para maximizar os lucros. The Last of Us teve um projeto multiplayer cancelado, Horizon Zero Dawn ganhará um jogo focado no cooperativo, e já foi anunciado que Hogwarts Legacy terá um jogo como serviço como sequência. Fallout 4, o último game numerado da franquia, fez um sucesso considerável por suas mecânicas de combate e gráficos.

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Então, a equipe de Todd Howard, da Bethesda, pensou: “Vamos para o multiplayer! Se os jogadores estão pedindo, se a comunidade de mods já trabalhava em um mod multiplayer para o quarto game, por que nós mesmos não fazê-lo?” E provavelmente assim nasceu Fallout 76, um MMORPG da franquia em que os jogadores tentam juntos sobreviver em um mundo devastado por explosões nucleares.

O problema: além de inúmeras falhas que permitiam roubar itens de outros jogadores mesmo quando estavam offline, problemas de desempenho, um mundo vazio e sem NPCs, personagens travados em animações, inimigos atravessando paredes, servidores instáveis, quedas constantes de frame rate, sem contar os contratempos com quem comprou na pré-venda e as edições de colecionador. Enfim, um desastre no lançamento, mas hoje está “jogável”.

Mario Is Missing

Mario Is Missing não é um jogo ruim por si só, mas é considerado por muitos o pior game da franquia Super Mario, até mais do que Hotel Mario do Philips CD-i. Mario Is Missing é um jogo educativo, lançado em 1993 para SNES, NES e PC, desenvolvido pela Software Toolworks, empresa especializada em software educacional. Essa era uma prática comum na época, quando os videogames ainda sofriam com desconfiança de pais e professores, especialmente após o lançamento de Mortal Kombatlink outside website, que gerou polêmica.

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O jogo em si falha tanto como jogo quanto como ferramenta educacional. Na história, Bowser sequestrou Mario, e agora Luigi viaja pelo mundo respondendo quizzes, recuperando artefatos roubados e aprendendo história, geografia, sobre monumentos e outras coisas para salvar seu irmão. O problema é que, como jogo educativo, ele é superficial e não se integra à experiência. Parece apenas um teste no seu Nintendo.

Como game, as cidades são vazias, o combate com Koopas e Goombas é inexistente, as músicas não são memoráveis e a movimentação é lenta. Ou seja, como jogo, ele é entediante. E ainda tenta fazer o jogador estudar – algo que as crianças não têm interesse em fazer na hora de jogar videogame –, o que torna Mario Is Missing o pior game da franquia Super Mario.