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10 DLC que Valem seu Dinheiro

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Descubra 10 DLCs que realmente valem seu dinheiro, oferecendo horas extras de diversão, novas histórias envolventes, personagens marcantes e conteúdos que expandem a experiência original de forma memorável e empolgante.

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revisado por Romeu

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Por mais que alguns jogadores detestem conteúdo para download por fazê-los gastar mais dinheiro e por um conteúdo que, supostamente, deveria vir com o jogo base, existem DLCs incríveis que oferecem um ótimo custo-benefício. Às vezes, o DLC é até a melhor parte do jogo, oferecendo conteúdo adicional para um mundo que os jogadores já adoram. Alguns DLCs introduzem personagens novos e memoráveis, enquanto outros abrem mapas completamente novos para explorar.

Não é de se admirar que os fãs geralmente se sintam obrigados a gastar mais dinheiro. Afinal, é compreensível que os jogadores queiram esse conteúdo se adoraram jogar o jogo base. Felizmente, existem muitas expansões que mais do que justificam o dinheiro gasto para aproveitar essas adições aos jogos que amam. Alguns dos melhores DLCs dão nova vida a esses títulos e permitem que os jogadores interajam com mecânicas de jogo existentes aprimoradas de forma significativa.

E é sobre isso que vamos falar: dez DLCs que agregam muito valor a seus jogos base e têm até mesmo uma base de fãs própria. E se você ficar com dúvidas, é só deixar um comentário. E, se quiser mais, temos uma lista das Melhores DLC já lançadas.link outside website

Shivering Isles — The Elder Scrolls IV: Oblivion

Oblivion foi um dos RPGs mais revolucionários de sua geração. O jogo se passa na província imperial de Cyrodiil, dentro do universo de Tamriel, o mesmo mundo de Skyrim. A trama principal gira em torno da abertura dos “Portões de Oblivion”, entradas demoníacas para um reino infernal comandado pelo príncipe Daedrico Mehrunes Dagon.

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O jogador assume um personagem anônimo que acaba envolvido numa profecia ligada ao herdeiro do trono imperial, Martin Septim. O objetivo é impedir uma invasão demoníaca que ameaça destruir o mundo.

A expansão Shivering Isles leva o jogador para o reino de Sheogorath, o Príncipe Daédrico da Loucura. Esse mundo é dividido entre dois extremos: Mania, um território vibrante, colorido e excêntrico, e Dementia, uma região sombria, paranoica e decadente.

A ambientação inteira funciona como uma representação psicológica da insanidade. A entrada para o DLC acontece através de um portal misterioso surgido em uma ilha distante. Ao atravessar esse portal, o jogador abandona completamente Cyrodiil e entra numa realidade surreal.

O grande diferencial de Oblivion era sua liberdade absurda para a época. O jogador podia ignorar completamente a campanha principal e simplesmente viver naquele universo: entrar em guildas, virar assassino, ladrão, mago ou guerreiro, explorar cavernas, roubar NPCs ou apenas viajar pelo mapa. O jogo virou referência em RPG ocidental de mundo aberto e influenciou dezenas de títulos posteriores.

Pathfinder: Wrath of the Righteous

Se há algo de que os fãs da Owlcat Games nunca reclamarão, é da quantidade de conteúdo em seus jogos, principalmente na série Pathfinder. Pathfinder: Wrath of the Righteous é a segunda investida da empresa nessa franquia, e o jogo base é incrivelmente robusto, oferecendo entre 80 e 200 horas de jogo, dependendo da quantidade de conteúdo secundário e experimentação que o jogador fizer.

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Além disso, devido à sua natureza de RPG clássico e a um número francamente absurdo de classes, arquétipos e caminhos míticos que mudam completamente a forma como um personagem funciona, os jogadores podem esperar um fator de rejogabilidade incrível, que recompensa as partidas repetidas com ainda mais conteúdo.

Se a Owlcat Games tivesse parado por aí, já seria mais do que suficiente. Mas não, eles tinham que ir além. Há um total de seis DLCs pagos para este jogo, cada um adicionando sua própria minicampanha, novos companheiros, novas áreas, novas armas e, às vezes, até mesmo novos sistemas de jogo para dar aos jogadores ainda mais o que fazer.

Existem quatro DLCs gratuitos que adicionam ainda mais conteúdo, embora não tanto quanto as expansões pagas, oferecendo aos jogadores ainda mais conteúdo para se aprofundarem. Em termos da quantidade de conteúdo que Pathfinder: WotR oferece ao jogador, não há concorrência, e para aqueles que procuram jogos para passar mais de mil horas, é o jogo perfeito.

The Frozen Wilds — Horizon Zero Dawn

The Frozen Wilds foi o primeiro e único DLC para o primeiro jogo da franquia favorita da Sony, Horizon Zero Dawn. No DLC, Aloy ouve falar de coisas estranhas acontecendo em The Cut, uma nova área no território Banuk, onde testemunhas relataram ter visto máquinas perigosas patrulhando a região.

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Após enfrentar uma série de desafios, conversar com os habitantes locais e derrotar máquinas ao seu estilo característico, Aloy descobre que HEPHAESTUS, um dos subsistemas de GAIA, é o DAEMON que os mocinhos estão combatendo, uma conexão com a história principal do jogo.

O DLC introduz diversas novas armas para Aloy obter, novos locais para explorar, um caldeirão para conquistar, missões secundárias adicionais e uma série de itens colecionáveis para satisfazer o desejo de completar tudo. Mas talvez o mais impactante de tudo seja a adição das novas máquinas, incluindo a Garra Gélida, que oferece a Aloy novos inimigos para enfrentar, resolvendo a falta de variedade de máquinas no jogo base.

Citadel — Mass Effect 3

Mass Effect é uma trilogia de RPG espacial focada em narrativa e escolhas. O jogador controla o Comandante Shepard, um militar responsável por unir espécies galácticas contra os Reapers, máquinas ancestrais gigantescas que exterminam civilizações avançadas. A série ficou famosa por escolhas que impactavam jogos futuros, companheiros extremamente bem escritos, romances, narrativa cinematográfica e decisões morais complexas.

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Mass Effect 3 teve um final extremamente controverso. Muitos jogadores ficaram decepcionados com o encerramento da trilogia. Foi nesse contexto que surgiu Citadel, lançado em 2013. Em vez de focar numa nova ameaça galáctica gigantesca, o DLC fez algo inesperado: transformou-se numa gigantesca homenagem aos personagens e à jornada da trilogia inteira.

O DLC começa com Shepard recebendo um raro período de descanso na Citadel, a gigantesca estação espacial central da galáxia. Mas rapidamente tudo vira caos quando Shepard sofre uma tentativa de assassinato envolvendo uma conspiração ligada ao próprio passado do protagonista. O que tornou Citadel lendário não foi apenas sua campanha principal, mas o tratamento dado aos companheiros. O DLC reúne praticamente todos os personagens importantes da trilogia para festas, diálogos únicos, missões em equipe, interações hilárias e despedidas emocionais, levando em conta o romance do jogador, escolhas passadas e decisões tomadas ao longo da campanha.

Iceborne — Monster Hunter World

A série Monster Hunter tornou-se incrivelmente popular após o lançamento de Monster Hunter World, amplamente considerado por muitos o melhor e mais acessível título da série, além de servir como base para o filme lançado em 2020. Um lançamento em todas as plataformas ajudou a série a atrair potenciais fãs que não se interessavam pela ideia de jogar um jogo tão desafiador em consoles portáteis.

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A quantidade de monstros que podem ser caçados neste jogo já é enorme, com uma campanha longa que explorava um novo continente e uma ameaça do tamanho de uma ilha. Mas em Iceborne, o jogo expande ainda mais o mundo, levando os jogadores a uma região que, além de monstros e perigos naturais, tinha o frio congelante e a mobilidade reduzida na neve.

Iceborne ainda trazia um novo nível de desafio com as novas missões de Ranque Mestre! Novos monstros, missões e equipamentos. É fácil entender por que tantas pessoas consideram esta uma das melhores DLCs de todos os tempos e praticamente indispensável para aproveitar o jogo ao máximo.

Blood and Wine — The Witcher 3: Wild Hunt

The Witcher 3: Wild Hunt foi lançado em 2015 pela CD Projekt Red e é baseado nos livros de Andrzej Sapkowski. O jogo acompanha Geralt de Rívia, um bruxo caçador de monstros geneticamente modificado. A campanha principal gira em torno da busca por Ciri, filha adotiva de Geralt, perseguida por uma entidade sobrenatural chamada Wild Hunt. Lançado em 2016, Blood and Wine era tão grande que muitos o consideravam praticamente “The Witcher 4”.

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A expansão leva Geralt até Toussaint, um reino inspirado fortemente na França medieval. Enquanto o jogo principal tinha tons sombrios e melancólicos, Toussaint parecia um conto de fadas com castelos exuberantes, campos coloridos, vinhedos, torneios medievais e cavaleiros idealistas. Mas por trás da beleza existia violência extrema e conspirações políticas. Geralt é contratado pela duquesa Anna Henrietta para investigar uma série de assassinatos brutais cometidos por uma criatura misteriosa.

A investigação leva o jogador por segredos, conflitos e até vampiros. Sem entrar em spoilers pesados, o DLC aprofunda bastante a mitologia dos vampiros do universo Witcher. O personagem Dettlaff se tornou um dos antagonistas mais marcantes da franquia. The Witcher 3 se tornou um dos RPGs mais celebrados da história graças ao mundo aberto extremamente vivo, às side quests elaboradas, à narrativa madura e a personagens complexos.

Burial at Sea — BioShock Infinite

A expansão em dois episódios para BioShock Infinite, Burial at Sea, leva os jogadores de volta a Rapture, cenário dos dois primeiros jogos da série. Os personagens são vistos sob uma nova perspectiva, com Booker como um detetive particular e Elizabeth como uma femme fatale.

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Booker DeWitt é um investigador particular na bela cidade de Rapture. Ouvindo a respeito de sua fama, a jovem Elizabeth requisita seus serviços, pois acredita que sua irmã mais nova foi sequestrada por um artista lunático. No fundo, Booker teme que a garotinha já esteja para sempre perdida, transformada em uma das temidas Little Sisters. Entretanto, independentemente de qual seja o trabalho ou de quem tenha que enfrentar, a honra dita que ele deve fazer o possível para auxiliar seus clientes.

Isso não só cativou os jogadores de BioShock Infinite, mas também os fãs dos primeiros jogos. Os fãs dos primeiros jogos puderam ver como era Rapture antes de sua queda e explorar mais a criação das Little Sisters. A expansão também funciona como um ótimo final para a série, fechando o ciclo.

Blood Dragon — Far Cry 3

Far Cry 3 é um ótimo jogo que modernizou a franquia, embora tenha dado à Ubisoft um modelo que foi copiado inúmeras vezes em jogos posteriores da série, com diferentes graus de sucesso. Ajudou muito o fato de Far Cry 3 ter um DLC excelente, Blood Dragon. Este DLC divertido estava repleto de humor, ainda mais reforçado por um estilo artístico chamativo, perfeito para sua curta, porém cativante, duração.

Blood Dragon pega tudo o que fazia sucesso nos filmes B de ação e sci-fi dos anos 80 e coloca no liquidificador para criar essa DLC. Então temos um herói durão que fala entre dentes e chama cientistas de nerds, fuma cigarros e atira em dinossauros com neon que dispara raios laser ao som de James Brown e música eletrônica cheia de sintetizadores.

Para quem cresceu assistindo filmes como Soldado Universal, Fuga de Nova York e Blade Runner, Blood Dragon é um deleite visual que coloca o jogador nas suas fantasias de infância mais selvagens e estereotipadas de um futuro repleto de luz neon e dinossauros.

Sleeping Dogs

Sleeping Dogs é um dos jogos mais subestimados de todos os tempos. Nascido das cinzas da série True Crime, Sleeping Dogs é um título excelente, com sua exploração em mundo aberto e combate bastante envolvente.

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O jogo se passa em Hong Kong e coloca o jogador no papel de Wei Shen, um policial infiltrado criado nas ruas violentas da cidade. Sua missão é se infiltrar na Sun On Yee, uma poderosa tríade criminosa, para destruir a organização por dentro.

A grande força da narrativa está justamente no conflito psicológico de Wei. Conforme ele sobe na hierarquia da gangue, o personagem começa a criar vínculos reais com os criminosos que deveria prender. Como se isso não bastasse, o jogo também conta com três DLCs que são pura diversão. Nightmare in North Point tem uma história interessante por si só.

Tudo começa quando Wei Shen participa de um festival tradicional chinês. Durante os eventos, um antigo espírito maligno retorna dos mortos. Esse espírito é Smiley Cat, um gangster assassinado anteriormente na campanha principal.

Agora transformado numa entidade sobrenatural, Smiley Cat retorna liderando um exército de zumbis, fantasmas e criaturas demoníacas. Hong Kong começa a mergulhar no caos paranormal, e Wei precisa enfrentar essa ameaça usando tanto combate tradicional quanto armas místicas especiais.

Awakening — Dragon Age Origins

Dragon Age: Origins foi lançado em 2009 pela BioWare. O jogador assume o papel de um Grey Warden, membro de uma ordem militar criada para enfrentar a ameaça da Blight. Tudo se passa em Ferelden, um reino medieval ameaçado pela invasão demoníaca liderada por um Archdemon com seu exército de Darkspawns, criaturas que infectam a terra e as pessoas com uma doença misteriosa.

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Como se o game já não fosse grande e detalhado, cheio de personagens carismáticos e bem construídos — como eram os jogos da “Bioware do Antigo Testamento” — a DLC Awakening foi lançada em 2010 e funcionava como continuação direta da campanha principal.

Após os eventos do jogo base, o protagonista se torna Comandante dos Grey Wardens em Ferelden. O objetivo inicial parece simples: reconstruir a ordem destruída durante a Blight. Mas rapidamente surge uma nova ameaça.

Os Darkspawns — criaturas normalmente irracionais — começaram a desenvolver inteligência, consciência e organização. Tudo isso enquanto eram liderados por um Darkspawn inteligente chamado Arquiteto, que alega ser um dos Magos originais que entraram nos céus e foram amaldiçoados com a infecção da Blight, tornando-se os primeiros Darkspawns. Isso muda completamente a percepção do inimigo principal da franquia.

Ao contrário de muitos DLCs pequenos da época, Awakening adicionava uma nova campanha completa, novos companheiros (mas sem romance), novas classes, novas habilidades e novas regiões. Além disso, permitia importar o personagem do jogo original, mantendo continuidade narrativa.

Isso reforçava ainda mais a sensação de que as escolhas realmente importavam. Mesmo anos depois, Awakening continua sendo tratado como um dos melhores exemplos de expansão narrativa da era dos RPGs clássicos. Muitos fãs enxergam Awakening quase como “Dragon Age 1.5”, tamanha sua importância para o universo da franquia.