MORTAL KOMBAT!
Se você nasceu entre os anos 80 e 90, é bem provável que, ao ler esse nome, a inconfundível música Techno Syndrome começou a tocar na sua cabeça e você provavelmente está dizendo os nomes dos lutadores com aquela voz grossa do narrador do jogo no ritmo da batida. “Kano… Lui Kang… Raiden… Johnny Cage…”
Se você é mais novo, não deve conhecer o que foi a febre de Mortal Kombat e como ela mudou toda a nossa forma de jogar videogame hoje. Mas, se você conhece algum game e ama a franquia, já deve ter se perguntado: Qual é o melhor MK de todos os tempos?
Ao longo dos anos e dos vários reboots que aconteceram do jogo, a gente fica na dúvida. Os clássicos feitos por meio de rotoscopia e atores digitalizados? Os 3D? Os 2.5D? O Special Forces com o Jax? Não, esse não! Vamos falar então quais são os melhores jogos com base nas notas gerais do site Metacritics e, caso você tenha dúvidas ou discorde, é só deixar um comentário.
Mortal Kombat 1 (2023)
O novo universo de MK foi criado a partir da decisão do novo deus do fogo, Liu Kang, após vencer Kronika e reescrever toda a história. Liu Kang, agora um titã, reescreveu toda a história dos reinos e deu aos seus antigos amigos novas vidas, embora nem tudo tenha sido completamente alterado e muitos destinos tenham seguido praticamente iguais.
O Mortal Kombat ainda é uma forma de manter o equilíbrio entre os reinos e os novos campeões são Raiden e Kung Lao, que devem lutar contra o General Shao, campeão da Exoterra, enquanto tentam impedir uma conspiração entre Shang Tsung, Shao e Quan Chi.
Aqui o jogo recebeu, além de uma história completamente inédita, que reconta, de forma diferente, muitos dos acontecimentos já conhecidos (por exemplo, Bi Han, o Sub-Zero original, ainda se torna Noob Saibot, mas pelas mãos de Havik e não de Quan Chi), introduz os Kamoe Fighter, que servem como auxílio durante as lutas, além de trazer de volta os Animalities, o que garantiu nota 83 nos ranks do Metacritics.
Mortal Kombat X (2015)
A sequência do primeiro reboot acompanha principalmente os novatos defensores do mundo terreno, como Cassie Cage, Jaquie Briggs, Takeda e Kung Jin, sob a liderança de Johnny Cage, como membros das forças especiais, lidando com o retorno do feiticeiro Quan Chi e do deus caído Shinnok. Além de um possível golpe de estado em que Millena tenta tomar o trono do novo khan de Outworld, Kotal, e as origens dos poderes dos Cage.
O jogo tem uma estética mais sombria do que os outros, teve uma versão auxiliar/companheira para celulares e introduziu algumas mudanças como a interação com o cenário para golpes, uma barra de estamina que limitava combos e corridas, além do retorno dos brutalities. O game conta com uma nota de 83 no Metacritics e foi muito elogiado pelo clima dark e história bem construída. A versão completa, chamada de Mortal Kombat XL, vai para 85, graças às melhorias no equilíbrio e balanceamento dos lutadores e à adição de todos os personagens em um único pacote.
Mortal Kombat 11 (2019)
A sequência lidou com as consequências diretas dos acontecimentos de MK 11, com Liu Kang e Kitana como os reis de Netherrealm e um Raiden que está muito irritado com os constantes ataques ao plano Terreno. Dessa vez, ele não vai mais só esperar que os outros planos tentem dominar a Terra. Dessa vez, ele vai mandar um recado bem claro do que acontece a quem ataca a terra, exibindo a cabeça de Shinnok para quem quiser ver.
Porém, alguém não está feliz com o fato de que Raiden mudou a linha do tempo e está bagunçando tudo, misturando linhas do tempo diferentes e trazendo de volta do passado kombatentes que estavam mortos como Shao Khan, Liu Kang e Kung Lao e outros que tentam reescrever suas histórias.
A jogabilidade se mantém em 2.5D e os movimentos X-Ray são substituídos pelos Fatal Blows. Com nota 83 no site, MK 11 foi amplamente elogiado pela narrativa cinematográfica e profundidade de jogo, embora criticado por excesso de grind no Krypt e microtransações. A versão Ultimate tem nota 88.
Mortal Kombat (2011)
O primeiro reboot da franquia MK, que garantiu que colocaria a franquia nos trilhos novamente, após os jogos criticados por seu excesso de personagens toscos, fatalitys fracos e mecânicas que ninguém pediu como Chess Kombat e Motor Kombat. Aqui a ideia era aproximar MK do que ele foi lá no lançamento, com violência exagerada, sangue e combates sem brincadeiras e piadinhas.
Pelo menos, no começo, depois, além de personagens convidados, os ‘Babalitys’ voltaram ao jogo depois de anos deixados no limbo.
Com notas 81 no Metacritics, MK 2011 mostra que Shao Khan conseguiu subir no topo da Pirâmide de Argus e conquistar o poder de Blaze, mas Raiden, em um ato desesperado, envia para si mesmo do passado uma mensagem: “He must win”. Essa ação reescreve toda a história dos três primeiros games de MK e dá início a uma nova era ao game de luta. Ele introduziu, além dos personagens convidados como Kratos e Freddy Kruger, os X-Ray moves que mostram os ossos dos lutadores quebrando em uma visão cinematográfica.
Mortal Kombat Deception (2004)
Deception foi um daqueles games da série que ajudaram a consolidar o modo história cinematográfico em jogos de luta, copiados por outras séries depois, como Tekken e Street Fighter. Além do modo arcade já conhecido, com cada lutador tendo seu final, MK Deception introduziu o modo história, acompanhando o guerreiro Shujinko que foi enganado pelo Rei Dragão Onaga para recuperar artefatos mágicos poderosos chamados de Kamidogu. Apesar de acreditar fazer o bem, o Rei Dragão espera usar as Kamidogus para unificar os reinos sob o seu domínio.
Deception introduz arenas interativas com armadilhas letais e deathtraps, armas em certos cenários, além de minijogos como o Chess Kombat e o Puzzle Kombat que lembrava o game da Capcom Super Puzzle Fighter, algo que misturava Tetris com personagens ao estilo SD. O game conseguiu notas de 81 no Metacritic.
Mortal Kombat Deadly Alliance (2002)
Uma história bastante interessante, mas algumas decisões estranhas fizeram desse game um divisor de águas na base de fãs da franquia. Os feiticeiros Shang Tsung e Quan Chi se unem em uma aliança para derrotar Liu Kang e Shao Khan roubar suas almas. Com isso, eles abrem um enorme poço de almas e pretendem usar seu poder para reviver o Rei Dragão Onaga e finalmente invadir e conquistar os reinos. Raiden renuncia a seu título de Deus Ancião para impedir os planos dos feiticeiros com a ajuda do resto dos kombatentes.
Deadly Alliance é o primeiro MK exclusivo de consoles e trouxe modos como o Konquest, que equivale ao Arcade com os finais individuais, e o Krypt, que desbloqueava trajes e colecionáveis. Muita gente elogiava a movimentação 3D livre, mas até hoje o zumbi Liu Kang divide opiniões e garantiu uma nota de 79 no Metacritics.
Mortal Kombat 3 / Ultimate / Trilogy (1995–96)
Como são, basicamente, versões de um mesmo jogo, vamos tratar MK 3 e suas variações como um todo e cravar que esse jogo teve cerca de 73 no Metacritics. Aqui, Shao Khan cansou de ser derrotado e cansou de seguir as regras dos deuses anciões e invadiu a Terra, roubando as almas de todos no planeta, exceto dos lutadores defensores do plano terreno. Ele fez isso ressuscitando a rainha Sindel e fundindo a Terra com Outworld.
Aqui vieram várias novidades que seguiram com a franquia ao longo das décadas, como a corrida, os Brutalitys, os Animalitys e o Mercy, que dava ao lutador derrotado mais um pouco de energia para tentar virar o jogo, além da transição de cenários com um golpe muito forte, como os ganchos. Por outro lado, aquela ‘violência limpinha’ ficou muito evidente aqui, com Animalitys bobos como um virar um gambá e matar o adversário com o mau cheiro ou explodir os inimigos e uma chuva de ossos repetidos caindo no chão que não fazia nenhum sentido.
Mortal Kombat Armageddon (2006)
O último game da Era 3D reúne todos os Kombatentes em uma batalha profetizada como o ‘Armagedom’. O modo Konquest, basicamente o modo história, acompanha Taven, um guerreiro adormecido que compete contra seu irmão, Daegon, para decidir quem herdará os poderes de seus pais. Após vencer Daegon, Taven enfrenta a “pirâmide de Argus” onde todos os lutadores lutam até a morte.
Duas ideias se misturam aqui. Uma boa e outra nem tanto. O ‘Kreate-a-Fighter’ permitia que você customizasse seu lutador, criando coisas divertidas que vemos pela internet até hoje, como lutadores iguais a personagens como Deadpool. Já o ‘Kreate-a-Fatality’ parecia uma boa ideia, mas acabava decepcionando por fazer fatalities com movimentos iguais o tempo todo. Parece que criar um fatality ou dois específicos para os 62 personagens jogáveis daria muito trabalho! MK: Armageddon fica com 75 no Metacritics.
Mortal Kombat II (1993)
Após o sucesso de Mortal Kombat, é claro que a Midway, a antiga produtora do game, viria com uma sequência. A enorme repercussão que o primeiro jogo causou fez com que a violência gráfica exagerada tenha sido amenizada e substituída por uma violência mais limpa e fantasiosa. Os fatalities, antes meio ‘crus’, como simplesmente arrancar uma cabeça ou um coração, foram trocados por personagens se transformando em dragões ou chapéus laminados mágicos.
Sem contar as provocações aos poderosos da indústria com os ‘Friendships’ (já que a indústria reclamava da violência excessiva, eles incluíram finalizações engraçadas em que os lutadores eram ‘legais’ uns com os outros) e os ‘Babalitys’ (que transformavam o adversário em um bebê chorão, como os caras que reclamavam do game). MK II oferece maior velocidade, combos mais fluidos e gráficos aprimorados e recebeu notas altas e diversos elogios em listas especializadas na época de seu lançamento. A nota atual fica em 72.
Mortal Kombat vs. DC Universe (2008)
Enquanto os personagens da editora Marvel Comics voavam em jogos de luta divertidíssimos ao lado dos personagens da Capcom, os heróis da DC Comics nunca haviam dado as caras em bons jogos de luta. E isso aconteceu apenas na série Injustice, porque MK vs DC Universe ainda não foi esse bom jogo de luta com Superman, Batman, Flash e os outros heróis da Liga da Justiça.
Para começar, a DC não permitia que seus heróis matassem outros personagens, nem mesmo os vilões, o que gerou situações bastante constrangedoras na hora de vermos os ‘Heroic Brutalitys’ que, entre muitas aspas, “””não matavam”””. Quer dizer, Superman (sabe, AQUELE Superman? Então, ele mesmo) socando personagens relativamente humanos como Liu Kang, Sonya e Jax, e enterrando-os no chão, não os mata? Acho que mata. Ou deveria.
A história mostra que, no mesmo momento em que os Defensores do Plano Terreno jogam Shao Khan em um portal de volta para Outworld, a Liga da Justiça derrota Dark Seid e o manda de volta para Apokolyps em um Tubo de Explosão. Essa coincidência gera a fusão de um poderoso ser chamado Dark Khan e funde os universos DC e MK. Agora, os heróis, vilões e kombatentes devem se enfrentar para salvar seu universo antes que o outro universo os apague.
O modo Klose Kombat, que os personagens caem e ainda se batem no ar, e o Rage, que aumenta a força dos golpes, foram elogiados, mas a violência suavizada garantiu a esse game uma nota de 72 no site.
Mortal Kombat (1992)
O Pioneiro. O Original. O que abalou o mundo dos games, fazendo conservadores e religiosos de plantão saírem de seus buracos para gritar (mais uma vez) que os games estavam corrompendo e destruindo a nossa juventude. Esse game, que foi o responsável por criar uma classificação indicativa de games, mostrava atores digitalizados lutando e tirando enormes gotas de sangue vermelho dos inimigos. Street Fighter era coisa de criança nos arcades. Os ‘garotos legais’ jogavam Mortal Kombat.
A cada 50 anos, um torneio de vida ou morte acontece para definir a legitimidade de um reino invadir e conquistar o outro com a permissão dos Elder Gods. O plano terreno está na mira de Outworld e, para que eles possam nos dominar, falta apenas uma vitória. Liu Kang, o campeão escolhido pelo deus protetor Raiden, deve enfrentar o campeão invasor, Goro, e proteger a Terra no torneio chamado, apropriadamente, Mortal Kombat.
O jogo utilizou sprites digitalizados de atores reais, trouxe um sistema de cinco botões e apresentava Fatalities, finalizações brutais em que o vencedor executa seu oponente. Ele não tem nota no site, mas compilações têm notas que variam de 72 a 66, então, vamos dizer que ele leva um 70 pelo seu pioneirismo
Mortal Kombat 4 (1997)
Aqui a Midway decidiu abandonar de vez a era dos atores digitalizados e começou a usar modelos 3D completos para uma luta em arenas tridimensionais ao estilo Tekken, Virtua Fighter e outros que começavam a surgir nos arcades e consoles modernos. O game introduziu o sistema de armas e poses de combate, além de remover os Animalities, Babalitys e Friendships, para focar numa violência mais séria.
Shinnok, um antigo Elder God, foi preso e aprisionado no Netherrealm e, com a ajuda de Quan Chi, conseguiu escapar e recuperar seu amuleto. Agora, ele quer se vingar dos deuses anciões e, para evitar isso, Raiden convoca os campeões do Plano Terreno e de Outworld. Diversos lutadores queridos do público ficaram de fora do jogo, o que gerou reclamações. Então, foi lançado MK 4 Gold, exclusivo para Dreamcast, que limitou o acesso do público ao jogo completo. Nem o original, nem o Gold têm notas.









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