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2026 é o ano da Capcom — e nem é só por Requiem!

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Nem só de Resident Evil e Monster Hunter vive a maior editora dos últimos anos!

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revisado por Romeu

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Existe um padrão claro na indústria: poucas empresas conseguem manter relevância constante por muitos anos. A Capcom, no entanto, vive um momento raro. A companhia não apenas se manteve ativa, como elevou o próprio padrão com uma sequência consistente de lançamentos bem recebidos.

Esse movimento não aconteceu de forma repentina. Ele é resultado de uma estratégia construída ao longo de anos, com foco em qualidade, ritmo de produção e uso inteligente de franquias consolidadas. Agora, com 2026 no horizonte, a editora parece pronta para atingir um novo patamar de criatividade.

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Uma sequência de acertos que sustenta o momento

Nos últimos anos, a Capcom conseguiu algo que muitas empresas tentam, mas poucas entregam: consistência. Títulos como Resident Evil 4 Remake e Street Fighter 6 não apenas venderam bem, mas também receberam forte aprovação da crítica especializada.

Esse padrão continuou com Dragon's Dogma 2, que expandiu ideias do original e conquistou espaço entre os RPGs modernos. Mesmo com um início conturbado devido ao desempenho, os fãs tiveram uma recepção crescente nos meses pós-lançamento.

Com isso, o resultado é um catálogo que conversa com diferentes públicos. Jogos de luta, survival horror e RPGs de ação coexistem sem disputar espaço interno, algo que ajuda a manter a marca sempre presente na indústria. E falando em presença, essa geração tem sido especial.

A base da nova geração passa pela Capcom

Outro ponto importante é o papel da Capcom na atual geração de consoles. Em plataformas como PS5 e Xbox Series, muitos dos títulos mais comentados vêm diretamente da editora japonesa.

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Jogos como Resident Evil Village e Monster Hunter Wilds mostram como a empresa consegue aproveitar o hardware moderno. Mundos mais vivos, sistemas mais complexos e desempenho estável fazem parte dessa evolução. Claro, Wilds, assim como Dragon's Dogma 2, pecaram um pouco no início, mas tudo se consertou.

Não se trata apenas de gráficos. A Capcom trabalha com design que valoriza a experiência do jogador, seja na tensão de um survival horror ou na liberdade de exploração de um RPG. Isso ajuda a criar jogos que permanecem relevantes por mais tempo - e a editora tem a fórmula para fazer remakes serem especiais.

O impacto da recepção crítica

Outro fator que sustenta essa fase é a recepção crítica. Nos últimos anos, a Capcom se acostumou a ver seus jogos entre os mais bem avaliados do mercado. Esse reconhecimento não vem apenas da imprensa, mas também da comunidade.

Street Fighter 6, por exemplo, conseguiu atrair novos jogadores sem afastar veteranos. Já Resident Evil 4 Remake mostrou como revisitar um clássico sem perder sua essência.

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Esse equilíbrio é difícil de alcançar. Ele exige entendimento profundo do público e respeito pelo material original. Quando funciona, cria um ciclo positivo: bons jogos geram boas avaliações, que por sua vez ampliam o alcance dos lançamentos.

Porém, aqui vai uma "reclamação": mesmo com as pesquisas buscando feedbacks dos fãs, a companhia não parece estar interessada em trazer a série Dino Crisis de volta. Alguns nem sentem falta, mas a nostalgia e a vontade de sentir isso na pele com as tecnologias atuais, com certeza, gera desejo.

Valorização interna como parte da estratégia

Enquanto muitas empresas enfrentam críticas por condições de trabalho, a Capcom tem seguido um caminho diferente. A companhia implementou aumentos salariais consecutivos nos últimos anos, buscando valorizar seus funcionários.

Essa decisão tem impacto direto na produção. Equipes mais estáveis tendem a entregar resultados mais consistentes, com menos problemas de desenvolvimento. Em um setor marcado por atrasos e crises internas, isso se torna um diferencial relevante.

Além disso, a valorização interna contribui para a retenção de talentos. Desenvolvedores experientes permanecem na empresa, acumulando conhecimento que se reflete na qualidade dos projetos. Isso é cultura, e cultura deixa um baita legado.

2025 consolidou o ritmo

O ano de 2025 serviu como uma espécie de confirmação dessa fase. Monster Hunter Wilds chegou como um dos principais lançamentos, expandindo a fórmula da franquia com mundo aberto e sistemas mais dinâmicos.

Ao mesmo tempo, a empresa investiu em nostalgia com Capcom Fighting Collection 2 e no resgate de clássicos com Onimusha 2: Samurai's Destiny. Essa combinação mostra uma estratégia clara: equilibrar inovação e legado.

Essa abordagem amplia o alcance da marca. Jogadores antigos encontram motivos para voltar, enquanto novos públicos entram em contato com franquias históricas da empresa. As peças do tabuleiro até aqui deram uma certa segurança para, em 2026, arriscar com novidades.

2026 surge como o ano de uma afirmação especial

Com esse histórico recente, 2026 aparece como um ano com potencial elevado. Um dos principais destaques é Resident Evil Requiem, que dá continuidade a uma das franquias mais importantes da empresa.

A proposta de alternar entre câmera em primeira e terceira pessoa indica uma tentativa de evoluir a fórmula sem abandonar suas raízes. A presença de personagens conhecidos e as mecânicas já fazem dele um dos grandes lançamentos deste início de ano.

Mas agora vamos falar da cereja do bolo. Outro ponto que chama atenção é Pragmata, uma nova propriedade intelectual. Em um mercado dominado por sequências, criar algo inédito é sempre um risco. Mas se esse aqui der certo como os demais, podemos aguardar ainda mais feitos da editora.

O peso de uma nova IP

Pragmata representa mais do que um lançamento isolado. Ele mostra que a Capcom não depende apenas de franquias consolidadas. A empresa ainda busca novos caminhos dentro da indústria.

Esse tipo de movimento é importante para o longo prazo. Novas ideias garantem que a editora continue relevante mesmo quando suas séries mais antigas perderem força. É uma forma de preparar o futuro sem abandonar o presente.

Ao mesmo tempo, a expectativa em torno do projeto indica confiança do público. Isso não acontece por acaso. Mesmo com um Megaman sendo preparado, Diana e Hugh, protagonistas da aventura, sairão de um planeta Terra devastado para enfrentar inimigos no espaço.

O ritmo de gameplay é ainda mais diferente: enquanto Hugh cuida do confronto na parte das ações mais diretas, a menina consegue hackear escudos e sistemas. Um depende do outro. Como essa história se desenrolará ainda é um mistério, mas já estamos ansiosos por isso!

Uma posição difícil de replicar

O cenário atual coloca a Capcom em uma posição rara. A empresa consegue equilibrar tradição, inovação e consistência. Poucas companhias alcançam esse nível sem enfrentar quedas significativas no caminho.

Parte disso vem de decisões estratégicas. Outra parte vem da execução. Não basta ter boas ideias; é preciso transformá-las em produtos sólidos. A Capcom tem conseguido fazer isso com frequência.

Essa combinação cria um ambiente favorável para crescimento contínuo. E, mais importante, mantém a confiança do público em alta.

E se o ritmo atual for mantido, 2026 pode se tornar um dos anos mais importantes da história recente da Capcom. A soma de lançamentos relevantes, nova IP e base sólida construída nos últimos anos aponta nessa direção. Vamos esperar Pragmata para cravar isso e falar mais sobre o assunto no futuro!