Contexto de Woolhaven

Cult of the Lamb já tem quase quatro anos. Cheguei a comprar, jogar um pouco e gostar. Ao longo do tempo, foram lançadas DLCs "menores", cosméticas e gratuitas, o que nunca me deu vontade de jogar Cult novamente. Quando a nova DLC, Woolhaven, foi anunciada, para mim, foi algo bem inesperado.
Eu gosto muito da estética de Cult of the Lamb. Mesmo que tenha muitos elementos macabros ao longo do jogo, ele ainda consegue ser divertido e intrigante. Vale a pena experimentar isso pelo menos uma vez na vida.
Saber que o jogo continuaria, e com uma estética de inverno, me deixou muito empolgada.
Com o lançamento de Woolhaven, resolvi iniciar o jogo novamente. Não tinha percebido que a nova DLC só seria realmente introduzida quase ao final do jogo base, mas, em pequenos momentos, fui surpreendida pelo novo “demônio” que surgiu, tornando minha aldeia mais gelada. Foi aí que relacionei os eventos à DLC.


Após terminar o jogo base e jogar por mais de 19 (!!!) horas seguidas, percebi que Woolhaven é um jogo inteiro, não apenas uma expansão pequena e feita às pressas. Ela entrega tanto conteúdo quanto o jogo base, trazendo novas mecânicas e armas, novos biomas e novos deuses/personagens, além de toda uma vila para restaurarmos.
Poderia até mesmo ser um jogo separado, de tanto conteúdo que oferece, mas acho que foi uma decisão sábia trazer isso para o final do jogo base. Assim, aproveitam-se as mecânicas já existentes, ao mesmo tempo em que novas e mais complexas são adicionadas (como a mecânica de nevascas e a tentativa de evitar que seus seguidores congelem, por exemplo).
Ficha Técnica
Nome: Cult of the Lamb: Woolhaven DLC
Data de Lançamento: 22 de janeiro de 2026
Gênero: Roguelike, Dungeon Crawler, Ação
Desenvolvido por: Massive Monster
Publicado por: Devolver Digital
Plataformas: PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series X|S, iOS (via Apple Arcade)
Sinopse de Woolhaven

A DLC nos apresenta novas informações sobre nosso personagem principal através da lore.
Yngya, o deus esquecido dos cordeiros, convoca você para restaurar o rebanho e recuperar o que o tempo apagou. Mas, ao dar vida ao que há muito se foi, uma podridão rastejante desperta, espalhando corrupção pela montanha sagrada que um dia foi o lar dos cordeiros…
Ou seja, teremos novos inimigos: lobos e seres putrefatos. Mas também teremos um novo tipo de seguidor: os seres putrefatos, que não dormem, não se alimentam e não congelam… mas que também morrem muito mais rápido que os seguidores “normais”.
Além disso, temos a missão de restaurar a vila destruída enquanto entendemos a história dos moradores e de Yngya.
O que a DLC tem de novidade?
Primeiramente, temos a mudança de estação... no caso, para o inverno. Com essa mudança, outras coisas também são modificadas, como as plantações, que agora ficam congeladas no período de inverno e durante tempestades de gelo. Temos também novas construções: a Fornalha, para manter os nossos seguidores aquecidos, e o Curral, para abrigar os animais.
Há novos chefes, incluindo uma matilha de lobos que serve a Marchosias, um grande e feroz lobo que acolheu todos aqueles que foram castigados e escravizados pelos bispos, e alguns seres putrefatos. Além disso, temos novos mapas que representam as partes interna e externa da montanha.

Outra novidade é a mecânica de armas lendárias, além de uma nova arma: o Mangual, bastante versátil e diferente das armas do jogo base. Existe também um novo minijogo, Flockade, que é tão bom e divertido quanto o Shacklebones. Para muitos, ele é até mais complexo e oferece mais peças.
E há muito mais: segundo a página oficial da expansão, a DLC adiciona 52 novas formas de seguidores, 68 decorações, 17 construções, novos trajes, cartas de tarô, relíquias e muito mais.
Análise Geral
Comecei o jogo do zero novamente para aproveitar cada detalhe. Para quem terminou o jogo base há 4 anos, talvez fique um pouco perdido com tanta informação recebida, além das muitas mecânicas antigas e novas somadas. Por isso, eu recomendaria começar do início novamente, caso se sinta inspirado. Sério, para mim valeu a pena, e a magia de ser um líder de culto continuou incrível.

Logo no início da expansão, somos apresentados a um filme muito bem feito. Depois, chegamos a um vilarejo e conhecemos Yngya, que nos conta histórias e fala sobre recuperar a força, além de ajudar os cordeiros que já estão falecidos. A história é ótima, e os novos biomas e animações estão lindos.

Em seguida, precisamos entrar na montanha para obter “Rotburn,” uma nova fruta que é aquecida e serve para abastecer a nova construção, Fornalha, mantendo nossos seguidores aquecidos. As nevascas e os novos sistemas são introduzidos aos poucos, de forma explicativa e organizada. Achei a progressão muito boa.
A nevasca e o frio aumentam de intensidade conforme progredimos pelas fases da montanha, dificultando cuidar dos recursos e de nossos seguidores. Em certos momentos, tive medo de voltar para o vilarejo e encontrar todos mortos. Então, por precaução, eu terminava missões mais cedo. Mantive a Fornalha no máximo e preparava alimentos para meus seguidores.

Mesmo assim, em algumas ocasiões, acabei me distraindo nas missões e nos cuidados da aldeia. Meus seguidores envelheceram e morreram, restando apenas 8 em determinado momento. Não recomendo chegar a esse ponto, pois demora para encontrar novos seguidores e evoluí-los. Felizmente, consegui me recuperar (ufa)!
Outra mecânica adicionada foi a do Curral. Nele, podemos criar animais que fornecem lã, um material essencial para reconstruir a vila de Woolhaven e negociar com os moradores, além de leite e outros recursos, dependendo do animal criado.

Cuidar dos animais é divertido e adorável, vendo-os crescer e prosperar. Ainda assim, pode ser um pouco cruel, já que acabam sendo utilizados para suprir alimentos escassos durante a nevasca.
Reconstruindo a vila, também temos a nova mecânica de Armas Lendárias. Elas são mais fortes que as normais e ajudam muito nas missões, especialmente contra inimigos resistentes que possuem proteções ou escudos. É extremamente satisfatório utilizar essas novas armas, além do Mangual, que se destaca por ter mais alcance do que as armas do jogo base.

Resumindo tudo: adorei as novidades que o jogo trouxe, os novos biomas, as missões e, principalmente, a mecânica do curral.
Por ser um roguelike, COTL naturalmente se torna repetitivo em certos momentos. Mas a DLC tem tantas novidades que o jogo se mantém interessante. Passei horas explorando a nova lore, ajudando os cidadãos e aproveitando cada momento.

Conclusão
Na minha opinião, Woolhaven pode agradar qualquer tipo de jogador: desde os líderes de culto mais dedicados e estratégicos até quem joga apenas para curtir a lore e a história. É uma DLC que entrega mais do que o prometido, com muito conteúdo novo, uma história fascinante e artes incríveis.
Nota: 9.5/10
Recomendo a compra da DLC sem hesitação, especialmente se você já comprou o jogo base, jogou e gostou. É uma experiência que vale cada centavo.











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