Jogos de Gacha têm muito em comum com card games e com a fórmula dos títulos free-to-play modernos: eles sempre têm um preço, seja na sua carteira, ou no seu tempo. É a máxima inevitável dos títulos contemporâneos, e sempre cabe ao jogador decidir até onde ele deseja ir com aquele produto — este culmina, com frequência, na pergunta “Eu ainda estou me divertindo?”
Tal qual os TCGs, apesar de existir um segmento competitivo e otimizado, a maioria do público consumidor de games quer se divertir. Eles querem que o produto entregue horas de distração e imersão dentro dos seus sistemas, que a trama, os personagens e as mecânicas funcionem para mantê-lo entretido pelo maior tempo possível, e esperam entregar muito pouco em troca dessa experiência. Afinal, já está oferecendo voluntariamente o recurso mais precioso que possui: tempo.
A troca é objetiva: o jogador oferece o tempo, e o jogo proporciona diversão. No mundo dos gacha e dos free-to-play, títulos como Genshin Impact e Wuthering Waves destacam-se por serem divertidos à sua própria maneira; Genshin através de um mundo aberto vívido e personagens que movimentam uma legião de fãs, e Waves aposta em um combate mais desafiador e uma trama mais profunda para engajar o seu público.
O novo Arknights: Endfield, lançado em 22 de janeiro para PC, PlayStation 5, Android e iOS, é o mais recente título da Hypergryph a desafiar os gigantes do mercado — no momento do lançamento oficial, ele não consegue.
Como um spin-off de Arknights — aclamado tower defense da mesma desenvolvedora —, Endfield abandona a fórmula estratégica para o gênero de RPG de ação em mundo aberto, colocando-se diretamente em competição com os jogos consolidados do gênero. Seu diferencial, além de toda a bagagem que a franquia Arknights já possui, é a proposta de combinar exploração, combate dinâmico com uma equipe completa e gerenciamento de recursos por meio de um sistema de fábrica, além de uma qualidade visual notável.
Toda a inovação, entretanto, tropeça em problemas estruturais comuns ao gênero gacha e em decisões de design que fazem Endfield falhar no propósito fundamental de qualquer game — há problemas frequentes de ritmo, excesso de tutoriais e muitas barreiras de informação que comprometem a intuitividade da experiência do título para quem busca algumas horas descompromissadas de diversão, que corresponde hoje a uma parcela significativa do público free-to-play.
Visuais Deslumbrantes, Design Previsível
Antes do conteúdo, existe a apresentação, e Arknights: Endfield se destaca nos visuais. Rodando em uma versão modificada do Unity, o título entrega gráficos que rivalizam e até superam algumas produções mais tradicionais no gênero que também apostam no mesmo visual estético. Podemos segmentar esse aspecto da obra em dois eixos: personagens e mundo.

O design dos personagens é previsível. O objetivo primário de qualquer sistema gacha é vender algo que o jogador acredita que precisa, seja para otimização de build, para ter todos os personagens na sua coleção, ou só para ter aquele que ele mais gosta — para esse fim, é necessário abrir um leque extenso de personagens com variados estilos que, no fim, acabam cativando algum segmento específico de público.
Endfield possui todos os estereótipos e visuais que se espera de um jogo do seu gênero, com seu próprio toque artístico, mas ainda seguindo à risca os padrões que você espera encontrar no leque de qualquer gacha.

O mundo, por outro lado, mantém escolhas mais engessadas na bagagem de Arknights, mesclando elementos de fantasia com estética industrial-espacial. Destaca-se o uso excelente de apresentação dos cenários com a mescla de iluminação e paleta de cores dos ambientes e personagens.
As regiões exploráveis de Talos-II — planeta onde a trama se desenrola — deixam um pouco a desejar nas primeiras horas, repleto de cenários e inimigos que parecem genéricos após uma abertura inicial de cair o queixo, e leva bastante tempo até começar a ter um pouco mais de variedade e elementos que diferenciam os mapas de Endfield dos moldes já pré-estabelecidos por outras obras.
Trilha Sonora Autêntica
A trilha sonora é outro destaque marcante e Endfield merece o devido reconhecimento por esse cuidado. Composta por uma mistura de temas orquestrais e elementos eletrônicos, a música de Endfield funciona para capturar a atmosfera da sua ambientação e ampliar a experiência imersiva do interlocutor.
A trilha, inclusive, conta com um material promocional em parceria com a banda Starset na canção We Are Empire. A escolha da banda como trilha de um dos principais materiais de promoção do jogo se encaixa com maestria na proposta do projeto de Dustin Bates, que mescla metal alternativo com elementos de ficção científica tanto nas canções quanto na construção da lore de Starset.
Outro destaque no leque de artistas é a banda One Republic, cuja canção Give Me Something também foi utilizada como material promocional do game.
Combate e Sistema de Party são Motivos para Jogar
O sistema de combate de Arknights: Endfield segue boa parte da fórmula estabelecida por seus concorrentes: ação em tempo real com troca entre personagens, esquiva, habilidades especiais e combos. No entanto, o jogo introduz uma mudança importante que melhora significativamente a experiência visual e de jogabilidade, especialmente para os mais habituados aos jogos single player de Action RPG: você não precisa trocar ativamente entre personagens o tempo todo.

Endfield permite que sua party funcione de maneira mais autônoma. Seus companheiros de equipe agem por conta própria durante os combates, utilizando ataques básicos, e você pode ativar suas habilidades sem precisar trocar para eles.
De todas as unicidades, essa é a mais marcante e principal diferenciador da obra para outros títulos de gacha. Com patches suficientes no futuro para melhorar a qualidade de vida e ritmo do jogo, um gerenciamento de party onde se pode caminhar, pular, correr e lutar ao lado dos seus aliados no mapa é atrativo o suficiente para fazer determinados públicos se interessarem em escolher Endfield como um jogo que vale o seu tempo e, quem sabe, até o seu dinheiro.
O sistema de comandos segue o padrão dos Action RPGs entre ataques básicos, habilidades e combos, além de um sistema de Stagger — uma barra que enche conforme o inimigo recebe dano, imobilizando-o por um tempo quando preenchida — que torna as batalhas um fluxo constante entre preencher seus pontos de habilidade com ataques básicos e utilizar os golpes especiais e combos no timing ideal para maximizar dano ou anular um ataque do inimigo.
De certa maneira, Endfield possui heranças diretas de vários outros títulos dentro e fora dos Gachas, e o ritmo do combate remete um pouco ao de Final Fantasy VII Remake, onde encher a barra de Stagger do inimigo é fundamental para finalizar lutas e as habilidades são preenchidas por ataques básicos ao invés de um timer de espera.

Cada personagem possui seu próprio estilo de luta e subcategoria, e o jogo categoriza e divide bem a "função" de cada um deles, o que facilita na hora de criar sua própria equipe e manter o balanceamento entre dano, resistência e cura. Se mantiver este padrão sem ondas de power creep que transformem todo personagem em DPS no futuro ou façam com que outras funções se tornem redundantes, Endfield pode se destacar no gênero como um título onde sua party importa para muito além de apenas causar o maior dano possível.
Por outro lado, os ataques básicos são "básicos" demais. Falta responsividade ou variedade de comandos que tornem de realizar uma determinada ação ou movimento mais recompensador e faz com que o combate frequentemente seja trivial em repetir o "A -> B -> C" (Atacar para encher barras -> Neutralizar com Stagger -> Usar habilidades especiais e combos) — existem adversários que demandam mais planejamento e timing, mas no momento do lançamento oficial, eles são minoria.
A Factory que Revoluciona e Complica
Uma das maiores inovações — e alvo de críticas — de Arknights: Endfield é o sistema Automated Industry Complex. Trata-se de uma fábrica completamente funcional onde você constrói instalações e linhas de produção logística para automatizar a coleta e processamento de recursos.

Sua base funciona como o eixo da economia do seu jogo. Tudo o que você precisa de alguma maneira para progredir é produzido nela e seu objetivo é automatizar a coleta e processamento de recursos — em resumo: não se pode ignorar o progresso da factory.
O sistema continua funcionando mesmo quando você está explorando ou desconectado, transformando-o em uma fonte constante de progressão que se torna gradualmente mais obrigatória conforme melhorias de equipamento e outros recursos são disponibilizados.
Gerenciar sua Factory é uma mecânica surpreendentemente profunda, onde é necessário planejar cadeias de produção, grades de energia, logística, plantações, entre outros. Sempre que o jogador explora o mundo, ele recebe recursos e entrepostos que expandem sua rede de produção e adicionam mais mecânicas específicas para cada região, recompensando com materiais de progressão e itens.
Os problemas de Endfield começam a partir dele. Apesar de interessante e inovador, o sistema sofre de excesso de complexidade para um jogo que já bombardeia novatos com tutoriais extensos que explicam cada aspecto do sistema, mas o faz de uma maneira fragmentada e pouco intuitiva.
Aqueles que não têm familiaridade com builders como Factorio se sentirão intimidados com o gerenciamento de recursos e semi-obrigatoriedade que o AIC impõe ao jogador, que se sentirá obrigado a procurar tutoriais on-line para construir sua base. Apesar de o jogo oferecer blueprints que ajudam a automatizar o processo montando estruturas funcionais, a existência dessa opção só reforça que o sistema é complexo demais para o seu próprio bem.
É frustrante porque, uma vez que você entende a lógica por trás, a factory se torna uma das partes mais satisfatórias de Endfield — mas chegar nesse ponto requer paciência, dedicação e tentativa e erro que muitos jogadores não terão para com um jogo deste gênero, seja por ele arruinar a experiência de quem esperava mais ação, ou porque antes de te apresentar o sistema de Factory, o título já te abarrotou com dezenas de outros tutoriais.
Uma História Travada por Tutoriais
Mais grave ainda é o ritmo da história. Arknights: Endfield comete o erro de transformar seu primeiro segmento — que leva várias horas para ser completado — em um passo a passo gigantesco disfarçado de enredo. Você é bombardeado com exposição sobre o mundo, suas facções, a tecnologia Originium e os conflitos políticos, mas tudo isso é apresentado de maneira fragmentada e sem contexto ou conexão suficiente para criar engajamento e manter o interlocutor interessado na trama e no jogo.
Os desenvolvedores fizeram um game complexo, sabem que fizeram e a consideração de explicar minuciosamente é um elemento que poderia ser apreciado em outras circunstâncias, mas os segmentos de tutoriais são arrastados e tão colados um ao outro que passa o sentimento de estar aprendendo como trabalhar ao invés de como jogar, refletindo-se tanto em uma experiência inicial que limita muito a liberdade do jogador quanto em uma experiência narrativa que oferece muito pouco nas primeiras horas.
O Velho Tropo do Herói Amnésico
A história de Endfield também sofre do mesmo problema que acompanha cronicamente o gênero gacha há anos: um protagonista genérico e carente de qualquer carisma.
Você assume o papel de um Endministrator — um comandante responsável por liderar operações de exploração e reconstrução em Talos-II. Todos os personagens respeitam você e agem como se você fosse um grande herói ou o literal salvador do planeta. O problema é que, por muitas horas, seu protagonista é apenas isso: um veículo para a trama avançar, sem personalidade, conflitos interessantes ou motivações. Você é o herói porque dizem que você é o herói, nada mais.

Faz falta nos gacha um protagonista que faça ter vontade de jogar com ele fora de potenciais builds, status ou upgrades. O tropo de "herói amnésico" já foi utilizado em várias obras do gênero e, em todas, elas ainda carecem de uma boa construção que torne o desenvolvimento da sua própria história interessante — seja pelo ritmo arrastado em que mais detalhes deles são revelados, ou pela construção do personagem em si tornar-se completamente irrelevante e não proporcionar algo a par das suas expectativas.
É inevitável não comparar o Endministrator com os heróis de outros títulos: Genshin Impact, apesar de também ter um protagonista notavelmente genérico, compensa com um elenco de suporte carismático que carrega a narrativa desde o início. Já em Wuthering Waves, Rover, o personagem do jogador, tem muito mais participação e personalidade no desenvolvimento geral da trama, por vezes até ofuscando outros traços da narrativa que poderiam ter mais atenção.
Endfield consegue unir o pior dos dois mundos: um protagonista vazio em um cenário onde até os personagens secundários levam tempo demais para se tornarem interessantes fora da estética ou tentativas de cativar o imaginário popular do público-alvo.
Após muitas horas, a trama começa a ganhar tração e destaca que existem bons planos para o futuro de Arknights, mas quantos jogadores terão a paciência para chegar até esse ponto quando outras alternativas no mercado oferecem experiências mais imediatas? O quão recompensador será para esse novo jogador passar tanto tempo se arrastando entre tutoriais e ritmo devagar de história e gameplay?
Os Malefícios Inerentes do Modelo Gacha
Como todo gacha, Arknights: Endfield vem com o pacote completo de práticas que dividem opiniões: é gratuito para jogar, mas essencialmente te obriga a logar diariamente para não ficar para trás, com a famosa lista de recompensas para determinadas ações que vão de ganhar nível e gastar Sanity até derrotar inimigos, garantindo que o jogador tenha "tarefas" para fazer.

Missões diárias, recompensas de login, eventos limitados por tempo, energia que regenera lentamente — todos os truques do manual estão aqui para criar senso de urgência e medo de ficar de fora. Para quem tem rotinas ocupadas ou quer jogar no próprio ritmo sem a obrigatoriedade de logins e de sempre abrir o jogo só para fazer algo, somado ao já mencionado problema de excesso de tutoriais, transforma a experiência na sensação de estar em um segundo emprego, não-remunerado — ou um em que você paga uma assinatura mensal só para estar lá.
O sistema de Factory ajuda, em partes, a dar mais um motivador para logar, já que ele realiza o trabalho offline. Mas, no fim do dia, ainda se trata de realizar um compromisso de estar lá diariamente fazendo algo por algumas horas ou minutos, com atividades que só compensam se você estiver se divertindo; do contrário, torna-se obrigatoriedade.
O Sistema de Pull e Pity
Como todo jogo free-to-play, ele também possui um sistema monetizado para obtenção de novos operadores e apresenta decisões questionáveis que o colocam atrás de seus principais concorrentes.
O maior problema está na quantidade de moedas diferentes e porcentagens mal elaboradas nas páginas de banner no jogo. Entre múltiplas formas de soft currency e baixa taxa de sucesso, o sistema se torna confuso e desmotivador e obriga jogadores a realizar outra pesquisa externa para entender qual recurso priorizar e como gastá-lo com eficiência.
O sistema de pulls funciona, assim como em outros títulos, baseado em uma determinada porcentagem. Operadores são divididos entre quatro, cinco ou seis estrelas — cada uma com uma taxa de sucesso distinta: quatro estrelas possuem 91.2% de chances de serem puxados, cinco estrelas têm 8% e os cobiçados seis estrelas possuem 0.8%.
A garantia de recompensas após um determinado número de pulls sem sucesso — o famoso pity — existe, mas parece bem menos generoso que o dos seus concorrentes, e tal qual outras mecânicas, ele é confuso demais para entender intuitivamente nos menus do jogo.
Um personagem cinco estrelas é garantido a cada 10 pulls, mas o desafio e complexidade estão no ranking mais alto: com 65 pulls, Endfield ativa o "soft pity", que aumenta suas chances de obter um personagem seis estrelas em 5% para cada pull sucessivo.
Aos 80 pulls, o jogo ativa o "hard pity", onde o próximo pull tem garantido um personagem seis estrelas, com 50% de chances de ser o personagem do banner, e 50% de ser outro. Esse pull não garante que o próximo seis estrelas será o personagem do Banner. Por fim, no pull 120, o jogo garante o personagem seis estrelas do banner. Vale ressaltar que esses números não são transferidos para o próximo banner; se você fez 119 pulls e o banner renovou, seu número reseta de volta para zero.
Outra diferença crucial em Endfield é que a economia das armas é separada dos personagens, com uma moeda distinta — Arsenal Tickets — recebida sempre que você faz um pull. Personagens com mais estrelas recompensam jogadores com mais Tickets.
Por um lado, existe a vantagem de que todo pull traz um personagem, o que ajuda a ter múltiplas cópias dele e talvez até torne mais econômico no longo prazo se o sistema se tornar mais amigável para jogadores que gastam pouco e/ou são free-to-play. Por outro, essa diferenciação entre moedas dificulta consideravelmente a experiência de realizar os pulls sem um trabalho ostensivo de paciência e otimização de recursos, dificultando uma das experiências mais recompensadoras que qualquer título gacha pode oferecer.
Prós e Contras
Prós
Contras
Nota
7.0 / 10
Conclusão
Arknights: Endfield soa como uma contradição entre um dos melhores jogos visuais entre os gacha, com gráficos e trilha sonora memorável e sistemas de factory e party raramente encontrado em obras de Action RPG do gênero, mas tropeça em todas as armadilhas que poderiam ter sido evitadas — protagonista sem carisma, narrativa lenta, excesso de complexidade inicial abarrotado com tutoriais que cansam a experiência de um novo jogador e um sistema de monetização menos generoso e mais confuso que o dos seus principais concorrentes.
O jogo entra em um mercado extremamente competitivo sem o suficiente para se destacar em um espaço já dominado por títulos que, hoje, entregam o que ele tenta fazer, só que melhor: Genshin Impact é um titã com seu mundo colorido e encantador, Wuthering Waves possui um combate mais dinâmico com um protagonista mais interessante e Honkai Star Rail entrega mais storytelling. O que Endfield oferece além do Factory e de um tão aguardado gacha que tivesse um sistema de Party em um Action RPG?
Como mencionado no início do artigo, este gênero e card games têm muito em comum — pacotinhos de booster nada mais são do que pulls em papelão colorido —, e no mundo dos TCGs, uma das principais perguntas neste mercado crescente sempre que sai um novo jogo é: por qual motivo eu jogaria e investiria meu tempo e dinheiro neste título ao invés de no jogo que eu já conheço, gosto e já sou acostumado?
Games gacha, por natureza, sofrem do mesmo mal. Endfield está competindo com obras mais sólidas e não aparenta oferecer o suficiente para, neste primeiro ano, se destacar como antecessores do gênero fizeram. É um jogo divertido quando as engrenagens finalmente rodam, mas a quantidade de horas necessárias para chegar nesse ponto é um preço que nem todos estarão dispostos a pagar, e as promessas do que a obra pode ser no futuro ainda não a sustentam.
Para fãs de Arknights que buscam uma nova perspectiva sobre aquele universo, o jogo certamente entregará familiaridade e expandirá a lore. Para jogadores que apreciam jogos de gerenciamento e não se importam com narrativas lentas, a AIC sozinha pode justificar o investimento de tempo. Mas para o jogador médio de gacha procurando a próxima grande aventura, Arknights: Endfield pede paciência demais e oferece recompensas de menos — especialmente quando existem alternativas mais imediatas e satisfatórias disponíveis.
Talvez, com o tempo, atualizações futuras possam endereçar os problemas de pacing e simplificar sistemas para torná-los mais acessíveis. O potencial está lá, tem muitos rumos a serem tomados que podem torná-lo um título aclamado do gênero, mas hoje, ele está alguns muitos passos atrás para uma parcela do público.
O Veredito
Arknights: Endfield permanece como uma experiência recomendada com ressalvas — um jogo que brilha em aspectos técnicos e visuais, inova em alguns elementos de gameplay, mas que ainda precisa encontrar sua voz narrativa e seu lugar tanto em um mercado saturado quanto em encontrar o equilíbrio entre ensino, monetização e diversão.
Obrigado pela leitura!










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