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Os 10 Boss Fights mais Fáceis dos Jogos

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Uma lista que relembra os confrontos simples dos videogames, explicando por que esses chefes pareciam assustadores, mas acabaram derrotados rapidamente até pelos jogadores menos experientes ao longo da história.

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revisado por Romeu

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Salvar o mundo. Uma tarefa que, pelo tamanho e magnitude dos problemas que costumam ameaçá-lo, não parece ser fácil. E, em 99% do tempo, não é! Mas, eventualmente, no meio do caminho, tropeçamos em algum chefe que parece estar perdido no jogo, sendo absurdamente mais fácil do que os outros. É como se ele não soubesse o que está fazendo ali, não se preparou corretamente ou simplesmente não previu tudo o que poderia lhe acontecer, seja por excesso de confiança ou falta de sagacidade para lidar com os heróis.

Embora alguns dos chefes fáceis da nossa lista possam parecer injustiçados por serem os primeiros chefes e claramente tutoriais para o que segue no jogo, temos que lembrar que esses mesmos chefes muitas vezes aparecem como grandes desafios em outros momentos e que eles podem ser ameaçadores quando querem.

Então, vamos falar das dez boss fights mais fáceis dos games e, se faltou alguma ou se você tem dúvidas, deixe um comentário.

Dr. Robotnik em Sonic the Hedgehog

Vamos ser sinceros: o Dr. Ivo “Eggman” Robotnik não está com muita vontade de realmente vencer o Sonic. Se ele faz máquinas de um metal de tão baixa qualidade que espinhos de ouriço, feitos de queratina (a mesma proteína que forma as nossas unhas e cabelos), conseguem quebrá-las, é preciso dizer que ele realmente não está se esforçando muito para conseguir as Esmeraldas do Caos.

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O Egg Wrecker, a máquina com bola de demolição que fica apenas passeando de um lado para o outro, é muito fácil de vencer, mesmo para quem está jogando o game pela primeira vez. E em Sonic 2, o Egg Drillster, aquele carro com uma furadeira na frente passando pela tela a um quilômetro por hora ou menos, é tão fácil que ele recebe dois ataques simultâneos, um do Sonic e um do Tails. E o EGG-HVC-001 de Sonic CD? Esse chega a dar pena.

E depois disso, as outras máquinas que ele cria não são muito mais difíceis de vencer. No máximo, você precisa observar os padrões uma vez e está pronto. Você consegue vencer essas máquinas com uma mão só no controle. E o fato de ele criar máquinas realmente poderosas, como o Metal Sonic, o Egg Dragoon e o Egg Viper, só reforça isso: quando ele quer fazer algo realmente poderoso, ele consegue.

Bowser em Super Mario Bros.

Vamos ser justos: o Rei dos Koopas, Bowser, também não parece estar se esforçando muito para deter o Mario na maioria das batalhas em seus jogos. Claro, assim como o Eggman, quando ele quer, ele sabe dificultar as coisas, mas na maior parte do tempo ele não é o chefe mais complicado de vencer.

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As batalhas clássicas envolvem apenas ele pulando em uma ponte, soltando bolas de fogo, e tudo o que você tem que fazer é esperar o momento certo para passar por cima ou por baixo dele e pegar o machado que corta a ponte e o faz cair na lava. Não é muito inteligente colocar um machado que corta sua própria ponte de modo tão fácil e acessível ao herói, não é? E se você chegar até ele com a Flor de Fogo, a batalha fica ainda mais fácil.

Em Super Mario World, mesmo a última boss fight, quando ele vem no Balão Palhaço, o mais difícil é esperar as janelas de dano que ele demora a abrir, mas, fora isso, não é muito complicado derrotá-lo e salvar a princesa — se ela estiver no castelo, é claro.

Electrocutioner em Batman Arkham Origins

Se há uma coisa que os jogos do Batman da série Arkham fizeram foi conseguir traduzir cada um dos vilões da enorme galeria de inimigos do Homem-Morcego para desafios realmente à altura. Por exemplo, a boss battle contra o Mr. Freeze, em que o cenário permite várias táticas diferentes, mas cada vez que você usa uma delas, ele aprende e cria uma defesa, ou ter que desarmar as bombas com o Asa Noturna enquanto o Coringa canta, são exemplos de como o game conseguiu traduzir bem os quadrinhos para o jogo.

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Mas não é porque elas são bem-feitas que todas as lutas têm de ser difíceis. A luta contra o Electrocutioner, em Batman Arkham Origins, é uma grande quebra de expectativa. Você vê o cara grande, chegando cheio de marra, em um cenário cheio de metal e com luvas de eletrochoque, e já pensa que vai ter que lidar com raios, paralisia e outras coisas associadas à eletricidade. Aí a luta começa, você dá um chutão na cara dele e ele cai desacordado. Fim da luta.

Você pensa: “Ué? É só isso?”. O Batman pega a luva de choque dele, você ganha um novo item no seu arsenal e continua o jogo. Uma tremenda quebra de expectativa, mas bem plausível para um Batman que está começando na carreira e com bastante disposição para bater em bandidos. Tudo bem que a luta contra o Deathstroke mais tarde compensa a facilidade com que você derrota o Electrocutioner.

Generais em Alex Kidd in Miracle World

O jogo que mantinha as crianças dos anos 1980 e 1990 entretidas durante a semana enquanto não podiam ir alugar fitas nas locadoras, Alex Kidd in Miracle World, não era um jogo de plataforma fácil, porque combinava saltos precisos, momentos de controlar a moto, um helicóptero e uma lancha (que, se você quisesse chegar até o final da fase com eles inteiros, tinha que ter habilidade). Mas as batalhas contra os chefes Chokkinna, Gooske e Parplin são bem fáceis.

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Você só precisa vencer duas rodadas de Jo-ken-po (o jogo de pedra, papel e tesoura) contra eles, e o problema está resolvido. Outro fato que facilita muito é que, ao longo do jogo, eles nunca mudam a sequência que escolhem; portanto, se você decorou a sequência, nunca mais você perde. Some a isso o fato de que, no quinto estágio, você pode pegar uma pedra que lê mentes e mostra exatamente qual opção eles vão escolher, e aí está tudo acabado para os Generais de Janken, o Grande.

A segunda luta contra eles, depois que você os vence na partida de Jo-ken-po, quando eles destacam a cabeça e partem para o ataque, também é fácil ao descobrir a sequência em que se movem. Após uma ou duas partidas, nunca mais eles te derrotam. O remake de 2021, Alex Kidd in Miracle World DX, tentou dificultar um pouco as coisas, mas ainda assim não são desafios à altura da lenda que é Alex Kidd.

Metal Gear Solid

Metal Gear é outra franquia com diversas boss battles extremamente difíceis e elaboradas, mas a genialidade de Hideo Kojima faz com que algumas tenham atalhos que as tornam verdadeiros passeios no parquinho. Claro, descobrir esses truques não é tão simples, mas uma vez que você descobre, não dá mais para desver os atalhos e deixar de usá-los.

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Por exemplo, o lendário sniper The End, de Metal Gear Solid 3: Snake Eater, é um perigo assassino de mais de 100 anos de idade. Se você explorar bem a fase, é possível encontrá-lo antes do confronto e matá-lo sorrateiramente, evitando completamente a luta. Porém, outra forma divertida de vencê-lo é se esconder e deixar de jogar o jogo por duas semanas; quando você volta, descobre que o chefe morreu de causas naturais pela idade avançada.

Já em Metal Gear Solid 5: The Phantom Pain, a lendária (e bela) assassina sniper Quiet oferece uma luta bastante complicada com rifles de longo alcance que obriga você a ter paciência e precisão. Ou a usar a cabeça e jogar algo pesado nela. O jogo tem uma opção de pedir itens à sua base, entregues em caixas de madeira por meio de drones. Você pode vencê-la apenas mandando um drone soltar uma caixa em cima dela, marcando a posição dela na ponte como o ponto de entrega. Ela está tão focada esperando ver você sair do seu esconderijo que nem percebe a caixa caindo em cima dela.

Bob em Earthworm Jim 2

Outro jogo da era 16 bits que tem um humor absurdo e cheio de piadas ao longo das fases. Earthworm Jim conta a história de uma minhoca que, um dia, encontra um traje espacial ultratecnológico e, ao vesti-lo, se torna um super-herói que protege nosso planeta de uma série de alienígenas esquisitos comandados pela Rainha Slug-for-a-Butt.

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Esse jogo claramente teria uma boss battle ridiculamente fácil. Claro, o jogo também tem seus momentos de dificuldade alta e chefes complicados, mas não é o caso da luta contra Bob, o Peixe Dourado Assassino. Tendo seus capangas como obstáculos no caminho de Jim e com o objetivo de roubar o traje espacial da minhoca para poder ter pernas e fazer suas maldades por aí, Bob aparece na tela e a palavra “Fight” em letras vermelhas indica que o negócio será complicado para nosso herói. Mas, na verdade, não.

Bob está dentro de um aquário. Jim pega ele e come. Fim da luta. Acho que nem é preciso apertar botão nenhum. O negócio acontece automaticamente em menos de trinta segundos. Bob, que prometia ser uma ameaça a Jim e a seu traje, acaba virando um petisco para ele. Agora, ver uma minhoca comer um peixe? É uma daquelas ironias do destino em que só podemos pensar: “Parece que o jogo virou, não é mesmo?”

Pinwheel em Dark Souls

Um jogo com fama de ser extremamente difícil e punitivo não dá para imaginar que haja uma luta fácil, mas ela existe e é considerada uma piada entre os jogadores dos games da From Software. Pinwheel, de Dark Souls 1, é um chefe que parece relativamente assustador à primeira vista: três rostos cobertos com máscaras, seis braços, coberto por uma capa e uma corcunda. Dá para imaginar que o chefe é uma criatura saída de uma série de pesadelos.

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Mas, na realidade, o chefe é relativamente fácil de vencer. Ele se move flutuando devagar, tem pouca agressividade, seus ataques são lentos, e a única coisa que realmente pode atrapalhar é o fato de ele gerar alguns clones para confundir você, impedindo que ataque o verdadeiro. Se você tiver uma leve noção de qual é o verdadeiro e qual é a cópia, fica muito fácil atacá-lo e ignorar os clones. Fora isso, ele tem pouca vida e dano em jogadores bem preparados.

Talvez a luta contra ele seja algum tipo de armadilha para que você ache que o resto das lutas será esse mesmo “mamão com açúcar” e se frustre a ponto de atirar seu controle na parede? Não sabemos o que se passou na cabeça da From Software ao criar o Pinwheel, mas, se você acha que o resto da jornada vai ser tão mole quanto, então você está muito enganado.

Professor Nakayama em Borderlands 2

Outro jogo cheio de absurdos e piadas não poderia deixar de ter um chefe absurdamente fácil, que quebra as expectativas de que o jogo terminará numa grande batalha épica, na qual você vai usar todos os seus upgrades, todos os kits de saúde que acumulou ao longo do jogo e já está psicologicamente preparado para morrer umas quatro ou cinco vezes antes de finalmente vencer. No caso, estamos falando do Professor Nakayama.

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A DLC “Sir Hammerlock’s Big Game Hunt” passa o tempo inteiro construindo-o como o grande antagonista do game, o responsável por todos os problemas, armadilhas e inimigos que você enfrenta ao longo do gameplay e, quando ele chega, faz um pequeno discurso que compara toda a sua destruição a um “pequeno apocalipse” enquanto ele detém a inteligência superior… e ele tropeça.

Ele tropeça e vem batendo em suas escadas holográficas, com a sua barra de vida drenada a cada “ouch” e a cada pancada nos degraus, até chegar ao chão com o pescoço quebrado. Você nem precisou fazer nada. Ele se matou sozinho rolando da escada. Mas, também, coitado. Ele claramente era um senhor de idade que não ia aguentar essa queda. Quem mandou ele não instalar um corrimão holográfico e uns adesivos antiderrapantes holográficos na escada holográfica dele?

Lucien em Fable II

Outro jogo cheio de humor e momentos absurdos não poderia deixar de ter uma boss fight extremamente fácil. Lucien, o chefe final do jogo, se coloca em uma posição muito desfavorável e deixa tudo muito fácil para nós. Imagine a situação: após anos de planejamento, lutas e sobrevivência, o jogador finalmente se encontra cara a cara com o homem que matou sua irmã: Lorde Lucien, um rico governante de Albion que usou seu poder e influência para ressuscitar magias ancestrais capazes de remodelar o mundo.

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Ele está à beira da divindade e em breve poderá executar seu plano se o jogador não o impedir primeiro. Por mais épica que seja essa premissa, ela descreve apenas os primeiros minutos dessa batalha contra o chefe.

Após o jogador chegar com um artefato capaz de drenar a energia de Lucien, a “batalha” consiste em uma decisão: ouvir a justificativa dele para o crime ou atirar no peito dele e vê-lo despencar para a morte no fundo da caverna da Torre. Se você escolher atirar, então “bum”, Lucien morre e a batalha acaba. Agora, e se você escolher não atirar? E se você quiser ter a sua batalha final épica contra uma divindade? Não vai rolar! Outro NPC vem, atira e ainda te xinga por ficar ouvindo o discurso entediante do vilão. Quando não é para ser, não é.

Baldur's Gate 3

Aqui vamos causar algumas polêmicas, porque nenhuma das batalhas é relativamente fácil, mas todas podem ser vencidas com as ideias certas e pensamentos estratégicos dos jogadores de RPG. Não é incomum vermos em uma mesa de RPG toda a preparação do mestre ser jogada no ralo porque um jogador teve uma ideia absurdamente funcional ou resolveu usar uma magia ou talento de forma diferente do que o livro descreve, mas ainda dentro das regras.

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Vamos listar, por exemplo, Yurgir, um enorme demônio que tem como mascote uma pantera deslocadora e uma série de minions à sua volta, todos prontos para te atacar e acabar com os pontos de vida do seu grupo. Porém, com o carisma certo e as rolagens de dado a seu favor, é possível acabar com a luta sem nenhum problema, apenas prometendo a ele que o ajudará a se livrar de seu grande rival, o arquidemônio Raphael. Se você for legal com ele, mais para frente ele até te ajuda na luta.

Outro que dá para resolver relativamente fácil é o lorde vampiro Cazador, o grande nêmesis da vida de Astarion. Cazador se move pela arena na sua forma de névoa vampírica e pode ser um grande problema para quem quer enfrentá-lo corpo a corpo. Mas, eventualmente, ele se posiciona na beirada da arena suspensa onde a luta acontece, e uma ação de empurrar ou uma magia que tem como efeito secundário derrubar o oponente pode resolver a luta em um ou dois turnos.

O mesmo vale para o mago Lorroakan, que, apesar de poderoso, ainda é apenas um mago com pouco menos de 100 pontos de HP. Uma pancada bem dada da Canção da Noite ou da bárbara Karlach pode resolver a luta em pouquíssimo tempo. Sem contar os truques para jogá-lo do alto da torre que estão por aí na web. Aí o problema são apenas os golems elementais que ele invoca.

Em resumo, as boss fights de Baldur's Gate 3 são “batalhas de Schrödinger”. Elas podem ser fáceis ou não até você chegar nelas.