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Review - LumenTale: Memories of Trey

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LumenTale mistura pixel art com 3D e traz combates estratégicos de até 4 contra 4 criaturas em campo, além de um sistema limpo para gerenciar habilidades e status. Confira nossa análise e saiba se vale a pena jogar!

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revisado por Romeu

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Sinopse

LumenTale: Memories of Trey é um RPG de colecionar monstros e você joga como Trey, um garoto que perdeu suas memórias, enquanto explora a região de Talea e captura criaturas chamadas Animon. Para avançar, Trey decide se tornar o capitão da equipe de batalhas de Animon de sua cidade natal, que estava inativa há muito tempo. A ideia é competir em torneios pelo mundo.

O clássico personagem principal que perdeu a memória. Funciona bem aqui!

Ficha técnica

Plataformas: Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, Steam (PC)

Data de Lançamento: 26 de maio de 2026

Dev: Beehive Studios

Publicadora: Team17

Trailer oficial

Início de jogo

Logo de início, LumenTale traz uma história bem presente e muitos diálogos, além de ser visualmente muito bonito. Conforme vamos nos acostumando, o jogo vai apresentando novos elementos e mecânicas aos poucos, então não fica pesando um monte de informação de uma vez só.

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Pequenos imprevistos e a necessidade de batalhas estão presentes desde o comecinho, então não fiquei entediada, e sim animada para ver mais sobre o jogo e como funciona.

Dá para ver, logo de início, que o jogo foi feito com muito carinho e a arte também reforça isso.

A seguir, dividirei a análise em tópicos para facilitar a leitura:

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Mecânicas de LumenTale

Elementos, Atributos e Scan

Os Animons são as criaturas místicas que habitam o universo de LumenTale. Eles são feitos da energia especial que flui por todo o mundo, mas não se sabe muito mais sobre a sua natureza. Desde os tempos antigos, os humanos tentam estudá-los e aprender mais sobre eles, tudo motivado por uma característica marcante que todos os Animons possuem: eles são capazes de afetar os sentimentos e interagir com a própria alma de cada ser vivo.

Aliás, tem um teste no qual você responde a algumas perguntas para ver qual Animon inicial mais combina com você. São esses os 5 iniciais:

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Animons possuem 13 elementos fundamentais, divididos entre 12 elementos naturais clássicos e um 13º elemento sintético/místico, o Vírus, que se mistura aos demais.

Segue uma imagem com os 13 elementos e o que fazem:

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Além de os elementos de cada Animon terem resistência ou fraqueza contra outros elementos (o que é possível descobrir de maneira simples pelo scan, facilitando para não termos que memorizar tudo sempre), o sistema de Atributos adiciona outra camada aos ataques. Pagando uma energia a mais para atacar, é possível ativar o atributo do Animon.

Isso deixa batalhas mais estratégicas do que simplesmente atacar sem pensar. Os recursos em batalha são mais escassos e você precisa planejar seus passos e como gastar a energia do turno.

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O sistema de scan é interessante: ele te obriga a gastar um turno para colher informações, ou você pode optar por atacar direto e correr o risco de o seu ataque não funcionar, ou quase não causar dano. Além disso, torna-se indispensável explorar bastante uma área antes de enfrentar líderes e Lumens, por exemplo; assim, você tem a chance de já saber os pontos fortes e fracos dos Animon deles quando enfrentá-los. Como os inimigos Lumen têm Animons mais treinados, gastar turnos fazendo scan durante a luta seria arriscado.

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Mais do que isso, o jogo já mostra ícones na própria tela de batalha quando passamos pelos ataques disponíveis do nosso Animon, indicando se os inimigos têm fraqueza, neutralidade ou resistência. Isso facilita muito para tomar decisões rápidas em batalha sem precisar decorar tudo.

Ponto para a interface do jogo.

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Combate

O combate é onde o jogo brilha e se distancia de Pokémon, por exemplo, por ser mais complexo e estratégico:

As batalhas permitem até 4 Animon simultâneos em campo de cada lado. Isso abre espaço para ataques em área (AoE) que atingem múltiplos alvos.

Porém, a equipe compartilha uma quantidade de orbes por turno (ex: 8 orbes de energia para poder realizar seus movimentos). Um golpe forte pode gastar 3 orbes; se você gerenciar mal, pode ficar sem orbes antes que todos os seus monstros ataquem, sendo forçado a passar o turno. Por isso, é necessário sempre planejar e ver quais os melhores ataques utilizar.

Além disso, cada Animon pertence a um dos 5 atributos (que mencionamos acima). Você pode gastar 1 orbe extra para infundir o ataque com o poder do atributo, como o de Cura (Felicis), que faz o ataque causar dano ao inimigo e curar o seu próprio time..

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Outra coisa que brilha nesse sistema é que, se você se planejar bem e conseguir acertar quatro ataques super efetivos seguidos, você ganha um turno extra livre para fazer qualquer ação, e essa ação não terá custo algum, então você pode usar um ataque muito pesado que não poderia tão facilmente em outra situação.

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Para mim, o combate se mostrou muito dinâmico e estratégico, e a interface do jogo ajuda a lembrar das ações e elementos, mostrando fraquezas e resistências; algo que já senti muita falta em outros jogos do gênero, como os Pokémon mais antigos.

Skills e Pontos de Status

É possível customizar as skills (trocando por outras disponíveis), upar skills usando recursos específicos e adicionar pontos de status que você ganha conforme nivela cada Animon.

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Aqui dá para ver como é simples upar e gerenciar as habilidades.

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E essa é a tela de distribuição de pontos de status extras. Caso você mude de ideia, é possível tirar os que já colocou gratuitamente e adicionar a outro atributo.

Como alguns recursos são limitados ou precisariam de muito grind, poder trocar skills e pontos de status sem custos é uma grande ajuda, além de possibilitar testar builds diferentes e descobrir enquanto joga o que funciona melhor. Ter a oportunidade de colocar pontos, ver que ficou ruim e mudar para testar de novo sem ter que começar do zero com outra criatura ajuda demais.

Progressão e Cenário

Já no início do jogo, é possível usar um botão enquanto anda para “correr”, o que facilita a gameplay, principalmente para explorar os mapas. Porém, demora um pouco para conseguir formas mais rápidas de se locomover, como a prancha ou o fast travel entre os dormitórios dos Lumen (que só liberam muito mais à frente na história e têm poucos pontos disponíveis).

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Algo essencial do jogo é o Holoken, o ioiô de Trey, que tem dois modos:

- Modo Criatura: A primeira utilidade desse modo é que ele pode ser arremessado contra um Animon selvagem para iniciar a batalha já causando dano (ou derrotá-lo instantaneamente se o seu nível for muito alto).

Mas o mais importante é que, enquanto progredimos pelas áreas e cenários, encontramos obstáculos ou lugares onde é impossível subir logo de início. Prosseguindo pela história principal, conseguimos habilidades vinculadas aos Animon que podem ser lançadas com o ioiô e, com elas, passamos a ter acesso a novos locais. Esse tipo de mecânica é muito comum nesse gênero de jogo e também funciona muito bem aqui.

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O único problema é que, conforme avançamos e o ioiô ganha poderes elementais (Pedra quebra algumas barreiras e Luz ativa ventiladores ou revela caminhos, por exemplo), para usar uma habilidade no cenário você obrigatoriamente precisa ter um Animon daquele elemento na sua equipe ativa. Se você precisar usar Planta e não tiver nenhuma no grupo, precisa pausar o jogo, abrir o menu, acessar as boxes, trocar de criatura, despausar, usar a habilidade e depois repetir o processo para voltar com seu monstro original.

Além disso, Animons de tipo duplo só contam o elemento principal para essas ações de campo. Como o jogo possui 13 elementos e apenas 6 slots no time principal, isso fica um pouco complicado.

- Modo Billia (a Pokébola de LumenTale): Permite capturar o Animon diretamente sem batalhar, mas ativa um minijogo de reflexo (Quick Time Event) muito rápido e bem difícil, onde os botões mudam aleatoriamente e você precisa pressioná-los na ordem correta.

Eu considero muito mais prático capturá-los em batalha, pois se você errar no minijogo, perderá recursos (e o Animon provavelmente vai te atacar de qualquer forma).

O spawn dos Animons selvagens é bem presente, então não faltam Animon para enfrentar. Mesmo assim, é um jogo demorado para conseguir XP se os seus Animon já estiverem em um nível mais alto do que os do mapa.

E falando em XP, o sistema de reciclagem permite trocar gemas e outros itens por experiência. Fique atento, pois cada “lata de reciclagem” dá mais XP por determinados itens, então é importante testar qual dá mais retorno pelo item que você pretende reciclar.

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Esse sistema de reciclagem possibilita upar a experiência de seus Animon mais rápido, sendo uma excelente alternativa além de apenas batalhar diversas vezes contra os Animons do mapa.

Trilha sonora

A trilha do jogo é bem agradável e muda conforme os momentos impactantes, além de os sons de ambientação serem bem legais e darem vida ao jogo. Após algumas horas, pode ficar um pouco repetitivo, mas não é um grande problema.

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Os sons de background, como passos, árvores e cachoeiras, são muito bem feitos. Pisar em diferentes materiais faz diferentes sons, o que dá mais vida ao jogo.

O que achei mais interessante foi o sistema de sinos. Vou explicar: os Lost Animon são os “shinies” do jogo. Há um sistema de chime (sino) que avisa quando há um deles por perto, então é importante sempre estar atento a esses barulhos. Se você é daquelas pessoas que adoram pegar shinies, é possível até deixar apenas o som dos efeitos sonoros (SFX) ligado e mutar as outras coisas enquanto os estiver procurando; assim, há menos chance de perdê-los.

A mecânica é muito legal por facilitar saber quando eles estão por perto, não deixando tudo a cargo da sorte ou de ter que enfrentar todos para descobrir.

Agora levando em consideração as mecânicas de batalha e cenários, o jogo funciona muito bem. É bem agradável, o sistema de batalha estratégico faz sentido e capturar criaturas novas é bem satisfatório. No entanto, após umas 17 horas de jogo, fica um pouco cansativo o ciclo de andar por aí por lugares que, agora, você já visitou, batalhar e não encontrar novas criaturas. Mas isso é um problema da maioria dos jogos desse gênero, pois é difícil ter novidade sempre.

E se eu já joguei 15 horas e agora que me acostumei, não é nesse momento que vou parar, né? Dando uma pausa até o dia seguinte, já ajuda a dar uma recarregada no cérebro e descansar do ciclo do jogo.

Visuais

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O jogo mistura 3D com 2D/pixel art para os personagens, criando duas camadas diferentes, mas que conversam muito bem entre si. O jogo é muito bonito e tem paisagens bastante vivas. O cenário é realmente bem-feito e possui bastante detalhes, além de objetos escondidos por aí (o que nos faz prestar ainda mais atenção ao ambiente, principalmente se ele for novo).

Pensando um pouco, o jogo lembra Sea of Stars pelo sistema de times e pela pixel art, além das caixinhas de diálogo meio parecidas. O sistema 2D + 3D lembra um pouco Cassette Beasts também, outro jogo de domar monstrinhos que é uma alternativa diferente a Pokémon; e todos esses têm artes muito bonitas, que conversam bem com seu próprio universo.

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Se tem alguém que fez o trabalho direito, foi a equipe de direção de arte de LumenTale!

Lumen Management Device (LMD)

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Temos aqui a “Pokédex” de LumenTale chamada LMD, e você pode conferir diferentes informações aqui.

Toda vez que você faz 3 scans na mesma espécie de Animon, vai preenchendo dados sobre as criaturas na AniWiki, como fraquezas, tipos secretos, evoluções e mais.

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Resgatando o Early Adopter Pack

Ao acessar o LMD pela primeira vez, caso você tenha comprado o jogo com o pack, já receberá assim que abrir o LMD, que só está disponível após terminar o prólogo.

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Prós de LumenTale

- Combate Dinâmico e Estratégico;

- Interface amigável e funcional;

- Facilidade para mexer com Skills e Status;

- Animon são muito bonitos e coloridos, embora nenhum chame a atenção em especial;

- Sistema para encontrar “Lost Animon” mais facilmente.

Contras de LumenTale

- Ter que usar monstros de um elemento específico para atravessar locais com a Holoken;

- Minijogo de Captura pode ser frustrante no modo Billia;

- Locomoção inicial um pouco lenta;

- Pode ser cansativo/repetitivo após muitas horas de gameplay.

Conclusão: vale a pena jogar LumenTale?

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Embora seja impossível não comparar, LumenTale: Memories of Trey se mostra muito mais do que apenas um "clone de Pokémon". O jogo conseguiu pegar algumas mecânicas que já funcionam e melhorar outras, além de integrar novidades, para criar algo um pouquinho diferente dentro do gênero. O combate de 4 contra 4 baseado em gerenciamento de orbes e os combos de turnos extras trazem um dinamismo que, como jogadora de jogos de domar criaturinhas, eu sempre procurei. E a interface foi muito bem desenvolvida para facilitar a gameplay.

Mesmo que o gerenciamento de elementos no cenário com o Holoken possa se tornar um pouco burocrático devido à limitação de slots na equipe, o saldo final é muito positivo.

Se você já for fã de capturas de monstros e RPG, recomendo muito esse jogo!

Caso você nunca tenha jogado ou não curta tanto o gênero, LumenTale é uma boa porta de entrada, pois é mais dinâmico do que grande parte dos jogos de monster taming. Para quem busca uma aventura estratégica, com boa história e visualmente linda, desbravar um novo mundo ao lado dos Animon é sua nova missão!

Só não recomendo muito caso você goste de novidades a todo momento nos jogos em que joga, pois após algumas horas pode ser um pouco repetitivo.

Nota: 9,5 de 10.

Até a próxima!