Lords of the Fallen (site oficial) foi lançado originalmente em 2014 pela CI Games, como um dos títulos soulslike
que inundaram as prateleiras digitais das lojas graças ao sucesso de títulos como Dark Souls
, Sekiro e Bloodborne.
Mas, a versão 2.5, lançada recentemente, é considerada pela publisher como a versão final e definitiva do game que chegou um pouco antes da sequência prometida para 2026. Essa nova atualização, gratuita, vem para refinar mecânicas, incrementar a dificuldade e adicionar refinamentos que vão fazer os jogadores pensarem: “Vale a pena reinstalar e fazer uma nova run?” Vamos responder isso para você e, se ficar com dúvidas, deixe um comentário.
O prato principal: Veteran Mode
A atualização 2.5 de Lords of the Fallen trouxe como principal novidade o Veteran Mode, que basicamente cria uma nova camada de dificuldade para quem já terminou o jogo pelo menos uma vez. Não é só um modo com números inflados, embora isso também exista. Os inimigos têm mais vida, causam mais dano e são mais agressivos, mas o principal impacto está no ritmo das lutas. Os chefes ficam com janelas de ataque menores, encaixam golpes de forma mais rápida e punem mais quando o jogador tenta jogar no automático.
Na prática, isso muda a maneira de abordar muitas batalhas.
No Legacy Mode, após certo ponto, você mata tudo que está na sua frente sem dificuldade, especialmente se estiver com build forte. No Veteran Mode, ainda dá para fazer isso, mas o risco é maior. Um errinho e você ‘vira camiseta de saudade’, principalmente em chefes que agora misturam ataques rápidos com golpes em área que pegam quem insiste em ficar colado neles por tempo demais.
Mesmo assim, não dá para dizer que o jogo virou um Sekiro. Ele ficou mais exigente, mas continua sendo mais fácil que a média dos Soulslike mais complicados. O modo cumpre o papel de esticar a vida útil do jogo e dar um desafio a mais para quem já domina o básico, mas não muito mais do que isso.
Novos Movesets para Armas e Chefes
O patch também trouxe alterações em armas de chefes, mas aqui existe um certo exagero na forma como isso foi divulgado. Não são todas as armas que mudaram. Apenas algumas receberam movesets realmente novos, como Punishment and Judgment Hammers, Flickering Flail e Judge Cleric’s Corrupted Sword.

Algumas armas que muita gente esperava ver renovadas continuam praticamente iguais. A espada da Pieta, por exemplo, mantém o comportamento antigo, o que frustra quem achava que todos os equipamentos de chefes teriam uma identidade mais própria. A ideia é boa, mas a execução ainda é tímida.
Outra mudança que se destaca está nas batalhas contra chefes. Vários deles tiveram os move sets ajustados. Alguns ganharam golpes novos, outros tiveram sequências antigas aceleradas ou modificadas. Pieta, por exemplo, agora encaixa agarrões em momentos que antes eram relativamente seguros. Se você entrar confiante demais, achando que conhece todos os movimentos dela, provavelmente vai morrer até reaprender o ritmo da luta.
O Spurned Progeny também ficou mais perigoso. Certos ataques agora terminam em explosões, o que transforma janelas de dano que antes eram tranquilas em armadilhas. Em vez de simplesmente rolar para trás e bater, agora é preciso sair rápido da área de efeito e só depois pensar em contra-atacar.
Essas mudanças deixam as batalhas mais interessantes, principalmente para quem já derrotou esses chefes várias vezes. A sensação é de que o jogo tenta quebrar aquela memória muscular que você criou ao longo das runs anteriores.
A promessa de IA melhorada não é totalmente exagerada, mas também não é uma revolução. Em vários momentos, principalmente contra inimigos grandes, dá para notar que eles apertam mais. Se você se afasta, eles tendem a encurtar distância com combos longos ou ataques que cobrem áreas maiores. Isso força o jogador a ficar mais atento ao posicionamento. Não é mais tão seguro dar dois passos para trás e esperar o inimigo vir de forma previsível. Eles ainda são derrotáveis com as mesmas estratégias, mas agora exigem mais atenção.
Já os inimigos menores continuam quase iguais. As criaturas de Umbral, por exemplo, seguem se jogando em você sem muito critério, funcionando mais como uma forma de fazer você gastar recursos do que como ameaça real.
Exploração da dupla realidade
Mesmo com todas essas mudanças, o maior destaque de Lords of the Fallen continua sendo a mecânica de dois mundos. Alternar entre Axiom e Umbral usando a lanterna mágica muda completamente a exploração. Pontes quebradas surgem inteiras em Umbral, paredes sólidas se tornam atravessáveis e áreas que parecem sem saída ganham novas rotas.

Isso também afeta o combate. Certos inimigos só perdem a invencibilidade quando você revela olhos escondidos pelo cenário usando a lanterna. O Soul Flay continua sendo uma ferramenta poderosa, permitindo arrancar a alma de inimigos para travá-los por alguns segundos ou jogá-los em precipícios. Essa mecânica é o que realmente confere identidade ao jogo. Mesmo após dezenas de horas, ainda é divertido perceber como os dois mundos se conectam e se transformam.
Além da lanterna e dos dois mundos, a exploração ganhou fôlego com o sistema de Vestige Seeds, que permite criar checkpoints temporários. Isso adiciona uma camada estratégica ao avanço. Você decide se vale a pena gastar uma seed agora para facilitar o retorno ou se arrisca seguir adiante sem rede de segurança. Essa mecânica conversa bem com o Veteran Mode, já que morrer custa mais caro quando os inimigos estão mais fortes.
Co-op é divertido, mas ainda problemático
O multiplayer segue sendo um dos pontos mais interessantes do jogo. Diferente de muitos Soulslike, você não é expulso da sessão ao derrotar um chefe, o que torna a experiência em dupla muito mais fluida. Dá para atravessar áreas inteiras com um amigo sem aquela sensação de estar sempre começando de novo.
Porém, os problemas técnicos persistem. Em várias sessões, o parceiro é teleportado de volta para perto do host, acompanhado de telas de loading que quebram o ritmo. Às vezes isso acontece mais de uma vez em sequência, o que irrita bastante.
Mesmo assim, jogar em co-op ainda é uma das formas mais agradáveis de aproveitar o jogo, especialmente no Veteran Mode, onde a dificuldade extra se torna mais gerenciável em dupla.
Novos e velhos problemas
Aqui está o maior problema da versão 2.5. Mesmo em PCs potentes, o jogo ainda sofre com stutter e quedas de frames, principalmente após sessões longas. Em co-op, esses problemas parecem se intensificar, com travamentos momentâneos que atrapalham lutas mais tensas. Esses engasgos tiram parte do impacto das melhorias de combate. Não adianta o chefe ter um move set mais refinado se o jogo decide travar bem na hora de desviar.
Um detalhe estranho é a forma como o jogo lida com os saves. Ao criar um personagem em Veteran Mode, o menu de seleção não indica claramente que aquele save pertence a esse modo. Após alguns dias sem jogar, fica difícil lembrar qual personagem é qual.
Além disso, não existe opção de converter um save antigo para o Veteran Mode. Quem quiser testar a novidade precisa começar do zero. É uma decisão que limita bastante a adesão ao modo novo, já que muitos jogadores prefeririam apenas aumentar a dificuldade do personagem em que já investiram dezenas de horas.
Conclusão
Lords of the Fallen 2.5 não é um jogo novo, mas está muito distante da versão problemática de 2023. O combate está mais afinado, os chefes estão melhores e o Veteran Mode dá um motivo real para rejogar. Ainda existem problemas técnicos sérios, mas a base está mais sólida.

Para quem abandonou o jogo no lançamento, esta é a melhor versão disponível. Para quem já dominava tudo, as mudanças podem parecer pequenas, mas, ainda assim, trazem um fôlego extra até a chegada de Lords of the Fallen 2.









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