Games

Guia de jogo

Os 10 Lugares Mais Absurdos Onde Rodaram Doom

, 0Comment Regular Solid icon0Comment iconComment iconComment iconComment icon

Entediado na aula ou enquanto cozinha? Quer saber se é um menino, menina ou um demônio? Recebeu um PDF e quer imprimi-lo? Veja os lugares mais absurdos onde já colocaram o jogo Doom para rodar.

Writer image

revisado por Romeu

Edit Article

Doom. Lançado em 1993 pela Id Software para o MS-Dos foi, ao lado de Duke Nukem, um dos mais influentes games de todos os tempos, mostrando como se fazia um bom game de FPS e como os computadores poderiam ser um lugar para games cheios de violência, sangue e cabeças explodindo sem a censura das grandes desenvolvedoras como a SEGA e a Nintendo. Ele fez tanto sucesso que ganhou até versões para os consoles dessas empresas e inúmeras sequências até hoje pelas mãos da Bethesda, com Doom: The Dark Ageslink outside website.

Um fuzileiro naval sem nome é enviado para Marte, para as colônias das luas Phobos e Deimos, após brigar com um superior. Lá, um experimento com um sistema de teletransporte acaba abrindo um portal direto para o inferno. Os demônios invadem as bases e agora cabe a você impedir a invasão, proteger a Terra e acabar com os monstros que massacraram toda a sua equipe.

Graças ao seu código simples e fácil de portar, o Doom original é capaz de rodar em praticamente qualquer coisa que tenha uma tela e um processador. Isso acabou virando até uma brincadeira entre os programadores habilidosos que colocam o jogo nos hardwares mais inesperados. Dúvida? Então vamos te falar sobre 10 lugares que rodam Doom e você nem imaginava que seriam capazes.

Teste de gravidez

Parabéns, papai! É um Doom Slayer. Um dos primeiros lugares estranhos em que alguém colocou Doom para rodar foi feito por Foone Turing, em 2020, que desmontou um teste de gravidez digital e substituiu a placa por um microcontrolador com mais potência e um pequeno visor OLED.

Image content of the Website

Desse jeito, ele conseguiu transformar o teste num terminal simples: com um teclado Bluetooth, processamento mínimo e uma tela monocromática. Como a tela tinha resolução muito baixa, o hacker usou técnicas de dithering (técnica que alterna pontos ou pixels para simular mais cores ou níveis de detalhe) para distinguir paredes, inimigos e armas na tela de 320×200 do display do teste.

Essa ideia mostrou que: se tem um processador e uma tela, então dá para rodar Doom. O que acabou gerando todas as outras tentativas de rodar Doom em um lugar absurdo que vamos ver daqui para frente.

Calculadoras gráficas

A aula deveria estar muito chata nesse dia! Tanto que a comunidade Omnimaga, um grupo de programadores que se juntam em fóruns online dedicados a rodar jogos em calculadoras, resolveu pegar as calculadoras TI, fabricadas pela empresa Texas Instruments, e criar ports de Doom que rodam em modelos como TI-83+, TI-84+ e TI-Nspire.

Image content of the Website

Apesar das CPUs lentas e telas monocromáticas, com algumas otimizações, elas conseguem gerar alguns quadros por segundo. Para funcionar, é preciso carregar o WAD do jogo na memória da calculadora e usar as teclas como controles. Agora, quando a aula está chata, é só abrir o Doom na calculadora e matar demônios enquanto seu professor explica algo que pode ou não ser importante. Você vai descobrir depois, quando pegar as anotações do seu amigo que não tem o jogo na calculadora.

Panela de Pressão com Touchscreen

Aqui não é o caso de comer o pão que o diabo amassou e sim de comer o arroz que o Doom Slayer cozinhou. Um programador Aaron Christophel estava provavelmente com mais inspiração do que fome e colocou Doom para rodar em sua panela de pressão elétrica com touchscreen.

O modelo de panela elétrica foi uma Krups Cook4Me. Segundo relatos, a técnica foi de “entender como funciona o firmware da interface: extrair a imagem do firmware via SWD (interface de depuração usada para acessar, ler e reprogramar diretamente o firmware de microcontroladores), entender em que parte do display era separada da placa que controla o aquecimento da panela e regravar apenas a camada do touchscreen com um ‘wrapper’ (um código de interface) que rodasse o jogo em uma janela touch.”

A parte que cozinha os alimentos se manteve intacta, já que a parte que controla as funções do cozimento ficava em outra placa. Provavelmente, ele queimou muita comida enquanto jogava e não percebia que o alimento já estava pronto.

Dentro do Minecraft

Aqui o negócio foi mais uma experiência de engenharia e vício no jogo da Mojang do que qualquer outra coisa. Usando redstone, repetidores e outros recursos do jogo, o engenheiro ModPunchtree conseguiu fazer um minicomputador dentro do Minecraft e rodar nele o Doom. Não foi exatamente rodar o jogo original dentro do simulador, e sim recriá-lo com os quadrados e blocos para gerar os frames.

De acordo com ele, não foram usados mods ou outros recursos externos, apenas as coisas que o jogo fornece e um texture pack para criar o computador chamado de IRIS. Demorava alguns segundos para que os blocos gerassem os frames do Doom e só a primeira fase foi recriada e os sprites foram recriados manualmente, mas, ainda assim, é um feito bastante impressionante.

Em um PDF

Este é uma criação de um desenvolvedor conhecido como ading2210 que criou o DoomPDF.

De acordo com a descrição do projeto: “o engine C foi compilado para asm.js com uma versão antiga do Emscripten e salvo em PDF que usou os mecanismos de JavaScript dos leitores de PDF. No caso, essa modificação só funciona bem em navegadores e leitores compatíveis com Chromium do Google.

Em vez de recriar a tela do game em texto pixel por pixel, o projeto usa um campo por linha e caracteres ASCII para gerar tons de cinza, o que gera cerca de 12,5 quadros por segundo. Os controles estão disponíveis como campos do PDF, o que cria um PDF jogável, mesmo que rode em 12 FPS apenas. O projeto foi divulgado no GitHub se você quiser mexer nele ou ver como ele funciona, mas, se você quiser apenas jogar o PDF de Doom você pode acessar o site oficiallink outside website disponibilizado pelo desenvolvedor.

Termostato Digital

Sua casa está um calor do inferno? Talvez seja porque você esteja rodando Doom no termostato. Foi o que o perfil do GitHub [cz7asm] fez. Ele conseguiu rodar uma versão modificada do jogo, chamada de Chocolate Doom, que busca reproduzir a experiência original do jogo e pode ser jogada em diversos tipos de equipamentos. Ele usou as portas USB do termostato para encaixar um controle do Super Nintendo e controlar o game.

Aqui o negócio é menos uma experiência e mais um alerta. Outros programadores já tinham usado termostatos com processadores ARM9 para outras brincadeiras como essa, mas aqui o negócio era mostrar o quão vulnerável e frágil é a segurança desses dispositivos, mostrando que portas físicas podem ser usadas para coisas que não estavam previstas pelo fabricante. Se roda Doom no seu equipamento, talvez você tenha que tomar cuidado com o que mais pode rodar nele.

Impressora Térmica

Se você vai rodar o Doom num PDF, por que não imprimi-lo? Foi o que o grupo do canal do YouTube Bringus Studios fez. Modificando uma impressora térmica da Epson, eles imprimiam cada frame do jogo que rodava em um computador e você vai vendo o que foi impresso para jogar. No vídeo, a tela do jogo estava ao lado do cara, mas como foi só um experimento, fica valendo a curiosidade.

Cada movimento era impresso, demorava alguns segundos para que você visse o que saiu no papel e consumia as bobinas térmicas em pouco tempo, sem contar o quanto de papel a brincadeira consumia (não é só demônios que o Doom Slayer mata aqui. Ele também mata um monte de árvores!). Impraticável jogar assim, mas bastante interessante de se ver.

Sistema de Entretenimento Mercedes-Benz

Os carros modernos vêm com telas que permitem que você veja o seu mapa do GPS, reproduza músicas e veja até filmes, TV e streamings, então, é normal que ele consiga rodar games. Não para o motorista jogar, e sim para os passageiros. Mas, foi com base nessa ideia do motorista jogar que o grupo de programadores usou o sistema descontinuado MBUX Sound Drive, da Mercedes-Benz, para integrar o Doom aos comandos do volante do carro. Esse sistema permitia que o motorista controlasse “a música” com o volante. Por exemplo, desacelerar o carro faria a música ficar mais lenta ou silenciar os vocais, entre outras coisas.

Image content of the Website

Artistas foram convidados a criar músicas compatíveis, o cantor Will.I.Am, do Black Eyed Peas, chegou a compor faixas para o sistema, mas ele foi descontinuado em 2019. Não se sabe se foi por falta de adesão ou questões de segurança, mas a Mercedes classificou o MBUX como uma “experiência divertida”.

Mas, certamente, a coisa mais divertida disso foi integrar Doom a esse sistema. As borboletas no volante faziam o Doom Slayer andar pelo cenário. Imagine os acidentes de trânsito se isso não fosse só uma brincadeira de alguns programadores?

Controle de drone GoPro Karma

O controlador do drone GoPro Karma roda o sistema Android em algumas versões. Foi o suficiente para alguns programadores desbloquearem o bootloader e instalarem uma ROM customizada do Sistema Operacional e reprogramarem os controles para que a interface funcionasse como um tablet.

Image content of the Website

Após adaptar o firmware para funcionar com controle touch, o aparelho passou a rodar Doom. Ele funcionava normalmente para rodar o jogo, mas parou de controlar o drone. Isso mostra o que acontece quando os fabricantes não travam o recovery e bootloader em seus sistemas. Não que isso vá funcionar quando alguém está realmente disposto a rodar Doom num lugar estranho.

Máquina de exercícios com Android

Perca peso enquanto mata demônios! Alguns equipamentos de exercícios com sistema Android embutido podem ser modificados (como o caso do controle acima) e aplicar algumas atualizações, instalar modificações nos arquivos e, principalmente, emuladores que rodam versões customizadas como o Freedoom, um projeto colaborativo de preservação do jogo original.

Image content of the Website

Dessa vez, a “vítima” foi uma Life Fitness SE3 Elliptical, uma bicicleta ergométrica com uma tela que mostra informações do tempo de corrida, distância percorrida e outras coisas que não são tão divertidas quanto Doom. Modificar e instalar o jogo permite a você jogar enquanto se pedala ou corre. Agora, imagina você pedalando e jogando? Quando você terminar de jogar, não vai mais nem sentir as pernas.