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Guia de jogo

Jogos que Consomem tanto Tempo que são Quase um Segundo Emprego

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Veja games que irão comer todo seu tempo livre (e algumas horas do seu tempo ocupado também) e se tornarem parte da sua rotina

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revisado por Romeu

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Existem jogos que você liga para relaxar após um dia estressante de trabalho. E existem jogos que tornam o próprio dia estressante de trabalho. Esses 10 aqui entram fácil nessa segunda categoria. Eles exigem rotina, organização, até algumas planilhas, presença quase diária, grind sem dó e, em muitos casos, compromisso com outras pessoas da sua guilda. Dá até para dizer que algumas pessoas acabam organizando a rotina do dia em torno desses jogos.

Aí fica a dúvida: É esse tipo de jogo que você está procurando ou é o tipo de jogo que você procura evitar?

Esses dez jogos mostram como a linha entre lazer e obrigação pode ficar bem fina. Quando você percebe, já está organizando a semana em torno de missões diárias, raids, timers de chefes e upgrades que levam horas para ficar prontos. E aí o jogo deixa de ser só passatempo e vira parte fixa da rotina.

Se você quer um jogo que vai te consumir horas ou se você está pensando se vale a pena entrar no jogo e quer saber se você virará um Wompa-Lompa dele depois, vamos te explicar tudo e, se ficar na dúvida, deixa um comentário.

1. The Elder Scrolls Online

ESO é aquele tipo de MMORPG que parece tranquilo nas primeiras horas, mas basta passar do nível inicial para entender o tamanho da armadilha. O jogo é cheio de sistemas paralelos que exigem presença constante. As famosas daily writs de crafting são um exemplo claro disso. Cada profissão tem sua missão diária e, se você quer evoluir no crafting, precisa fazer todas. Não é algo que você faz em dez minutos, principalmente quando passa a lidar com Master Writs, que pedem itens específicos, estilos raros e materiais difíceis de conseguir.

Além disso, existem as quests diárias das guildas, como Fighters, Mages e Undaunted, que funcionam quase como bater ponto. Você entra, pega as missões, faz masmorras repetidas, entrega e repete no dia seguinte. Quem quer manter o personagem competitivo no endgame acaba preso nessa rotina. Some a isso a busca por equipamentos perfeitos, sets específicos de dungeons e trials, e a caça a estilos de armaduras. Sempre existe algo pendente. O jogo não te deixa em paz.

2. Rust

Rust é o jogo que ensina que confiar é um erro. Você constrói sua base, acha que está seguro, dorme tranquilo e acorda no dia seguinte com tudo saqueado. Isso acontece porque o jogo não para quando você sai. Sua base continua lá, vulnerável, exigindo manutenção constante no Tool Cupboard para não apodrecer sozinha. Deslogar do game significa perder tudo.

A rotina vira coletar madeira, metal, enxofre, reforçar paredes, consertar portas e ficar de olho em possíveis ataques. E ataques acontecem o tempo todo. Grupos organizados passam horas planejando raids, testando explosivos e esperando o momento adequado para te pegar desprevenido. Quem leva Rust a sério entra no jogo várias vezes ao dia só para checar se a base ainda existe. Morreu, perdeu tudo. Não tem como jogar casual aqui.

3. Escape from Tarkov

Tarkov não perdoa. É um shooter que mistura RPG, sobrevivência e sofrimento psicológico. Para avançar, você precisa completar uma quantidade absurda de quests dos traders. Não são tarefas simples. Algumas pedem que você encontre itens raríssimos em mapas cheios de outros jogadores armados até os dentes. O sistema de esconderijo é outro “comedor de tempo”. Cada módulo exige materiais específicos e leva horas reais para ser construído.

Enquanto isso, você segue farmando componentes para o próximo upgrade. E tudo isso acontece em ciclos de wipe, quando o progresso é apagado e você começa praticamente do zero. O resultado é que, para acompanhar o ritmo, o jogador passa centenas de horas só para chegar a um nível mínimo para sobreviver. Tarkov é o tipo de jogo que exige dedicação quase profissional para não ficar para trás.

4. EVE Online

EVE não é um jogo, é uma planilha de Excel disfarçada de simulador espacial. Você não apenas pilota uma nave. Você gerencia recursos, participa de corporações, entra em guerras de larga escala e mexe com uma economia da galáxia que funciona como a de um país. Minerar, fabricar, transportar cargas, negociar em mercados interplanetários, tudo isso leva tempo, dedicação e organização.

Grandes guildas, ou alianças, planejam operações com horas de antecedência. Combates de frota duram uma noite inteira. Quem se envolve com EVE de verdade acaba tratando o jogo como um segundo trabalho. Você precisa aprender sistemas complexos, acompanhar a política interna de corporações e ainda lidar com traições e espionagem. Não existe jogo mais próximo de administrar uma empresa. Dá até para colocar no currículo!

5. World of Warcraft

WoW popularizou o conceito de raid com hora marcada. Guildas organizam agendas semanais e quem falta atrasa todo mundo. Normalmente são sessões longas, de três ou quatro horas seguidas, em dias fixos. Não dá para simplesmente entrar quando dá, sair quando quer e perder essas raids significa perder recursos e prestígio dentro da sua Guilda.

Fora isso, existe o farm semanal de masmorras, reputações, equipamentos, itens de melhoria e eventos sazonais. Para manter um personagem competitivo no endgame, o jogador precisa cumprir uma lista grande de tarefas toda semana. Isso vira parte da rotina. Muita gente trata a noite de raid como compromisso inadiável (e muitas vezes os jogadores mais comprometidos ainda vão te criticar por não ir na raid), quase como uma aula ou um turno extra de trabalho.

6. Ark: Survival Evolved

Ark começa com você pelado na praia e termina com você administrando um zoológico pré-histórico. Isso é, se você se dedicar o bastante para isso! Domar dinossauros leva horas (o que parece óbvio, afinal, não dá para jogar um ossinho e esperar que o T-Rex deixe você coçar a barriguinha dele). Alguns exigem vigília constante, comida específica e defesa contra predadores enquanto estão inconscientes.

Após domados, esses bichos ainda precisam ser alimentados, protegidos e, se você joga online, defendidos de ataques de outros jogadores. Construir uma base grande exige uma quantidade absurda de recursos, o que significa passar dias coletando metal, pedra, madeira e cimento. Quem joga Ark em servidores PvP praticamente vive no jogo. Se você fica ausente, sua base vira lixo e seus dinossauros voltam a ser extintos.

7. RuneScape

RuneScape é o paraíso do grind. Cada habilidade exige milhões de pontos de experiência para chegar ao nível máximo. Não é raro passar semanas só treinando uma única skill, repetindo a mesma ação milhares de vezes (o que explica a existência de bots que ficam rodeando a plantação de repolhos pegando cada um que aparece).

Além disso, existem itens raros que só caem de chefes específicos, com chances baixíssimas. Isso significa repetir a mesma luta centenas de vezes, torcendo para o RNG colaborar. Quem tenta maximizar todas as skills acaba investindo milhares de horas. É o tipo de jogo que vira hábito diário por anos.

8. Saint Seiya Online

Esse MMORPG chinês baseado em Cavaleiros do Zodíaco, que nunca foi lançado oficialmente no ocidente, exigia compromisso de horário. Muitas masmorras só abriam em momentos específicos do dia e só podiam ser feitas uma vez. Se você não logasse naquele horário, perdia a chance de evoluir e conseguir itens específicos, como pedaços de Armaduras de Ouro de Athena, Escamas de Poseidon ou pedaços de Sapuris, as armaduras sombrias de Hades.

Os chefes mundiais apareciam apenas duas vezes ao dia, e deles caíam os itens mais importantes do jogo, como partes das armaduras divinas e, esses itens iam apenas para os jogadores que dessem os golpes finais e mais fortes, qoue significa que, ou você era um líder de guilda ou você só ia lá para fazer volume (sem contar que, além de lutar com o chefe, você ainda tinha que lutar com outros jogadores pelos drops). Isso obrigava o jogador a montar a própria agenda em torno do jogo. Quem queria estar forte pro endgame ou guerras de guilda precisava estar online nos horários certos todos os dias.

Atualmente, esse jogo foi oficialmente descontinuado mas sobrevive em servidores privados e você até consegue jogar.

9. Warframe

Warframe é um festival de grind. Para montar um novo personagem, você precisa farmar partes específicas, muitas vezes com taxas de drop baixíssimas. Depois de conseguir as peças, ainda tem que esperar horas ou dias para a construção terminar.

E não acaba aí. Cada arma, cada Warframe, cada mod exige evolução própria. Relíquias, arcanes, formas, tudo pede mais missões repetidas. Quem tenta completar tudo descobre que sempre há algo novo para buscar. É o tipo de jogo que você entra para fazer uma missão rápida e sai três horas depois.

10. Diablo III

Diablo III parece simples, mas o endgame é um moedor de tempo. O objetivo real não é terminar a história, mas otimizar o personagem ao extremo. Isso significa rodar fendas normais e fendas maiores sem parar, procurando itens com atributos perfeitos.

O problema é que cada melhoria depende de sorte. Você pode passar uma semana inteira procurando aquele anel com rolagem perfeita e não conseguir. Isso empurra o jogador para um ciclo infinito de grind, sempre tentando subir mais um nível nas fendas, sempre atrás de um equipamento um pouco melhor. Quem leva Diablo III a sério joga por temporadas inteiras, repetindo as mesmas atividades com a esperança de chegar ao topo do ranking.