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Dissidia Duellum Final Fantasy: Quem São os Personagens do Roster

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Um novo Dissidia está chegando, e com um roster de personagens iniciais bem distinto do padrão da série. Conheça um pouco mais da história e background de cada personagem do novo título mobile de Final Fantasy!

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revisado por Romeu

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Nota do Editor: Este artigo possui spoilers de Final Fantasy I, IV, V, VI, VII, VIII, IX, XIII, XIV: Shadowbringers, e XV.

Um novo Dissidia está chegando!

A Square Enix está prestes a lançar mais um capítulo da franquia da famosa série de spinoffs Dissidia. Dissidia Duellum Final Fantasy tem lançamento mundial marcado para março de 2026, para iOS e Android. O jogo é co-desenvolvido em parceria com a NHN PlayArt e será gratuito, com compras dentro do aplicativo.

Desta vez, a premissa do título segue a estrutura clássica do estilo isekai: o destino dos heróis não é um reino fantástico e repleto de magia — é Tóquio, a metrópole mais populosa do Japão, em plenos dias atuais. Os guerreiros da luz se veem transportados para um mundo desconhecido onde um enorme cristal existe em Tóquio, mas uma energia misteriosa invoca enxames de monstros na cidade, drenando a vitalidade dos civis — um fenômeno batizado de "aggressions".

Os Guerreiros da Luz surgem para combater os monstros e desaparecem logo em seguida, levando a população a batizá-los de "Fantasmas".

Em termos de gameplay, o jogo é descrito como um "3v3 Team Boss Battle Arena", em que duas equipes de três personagens competem para derrotar o chefão da arena mais rápido que o time adversário. Os personagens assumem papéis distintos: Melee, Ranged, Agile ou Support. O controle é feito em modo retrato, com um joystick virtual para movimentação e a câmera ajustável pelo toque na tela. Quando o personagem para de se mover, ele ataca automaticamente os inimigos dentro de seu raio de ação.

O visual aposta em cel-shading e dublagem em japonês. Além das batalhas, o jogo traz episódios em formato de chat messenger que exploram o cotidiano e as interações entre os personagens. Também é possível vestir os guerreiros tanto com seus trajes originais quanto com roupas novas, pensadas para o contexto urbano de Tóquio, e colecionar trilhas sonoras originais e remixadas de jogos anteriores da franquia.

Como a maioria dos mobiles modernos, o sistema de progressão de Dissidia Duellum passa pelo gacha: as habilidades equipáveis pelos personagens têm raridades variadas e podem ser obtidas via draws — mecânica consolidada em Final Fantasy VII: Ever Crisis.

Até o momento, Dissidia Duellum Final Fantasy está indisponível no Brasil. O primeiro beta fechado do título foi realizado entre 7 e 14 de novembro de 2025, restrito a usuários Android dos Estados Unidos e do Canadá.

Quem São os Personagens de Dissidia Duellum Final Fantasy

O atual roster de Dissidia Duellum conta com dez personagens, distribuídos igualmente entre alguns dos principais títulos da franquia. Apesar das omissões notáveis, é quase certo que os demais jogos sejam elencados no mobile por meio de atualizações no sistema gacha.

Warrior of Light (Final Fantasy)

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O Warrior of Light é a origem de tudo. No primeiro Final Fantasy, o protagonista não tem nome, voz nem personalidade definida. É um dos quatro Guerreiros da Luz, heróis escolhidos pelo destino para restaurar o brilho dos quatro cristais elementais e derrotar o vilão Garland.

Foi nos jogos da série Dissidia que o Warrior of Light ganhou uma identidade. Ali, ele passou a ser retratado como um cavaleiro nobre, reservado e profundamente comprometido com sua missão — a personificação do ideal do herói leal e corajoso.

No Duellum, ele chega como o representante do primeiro jogo da série e, visualmente, mantém a silhueta icônica: armadura reluzente, escudo e espada. Apesar de ser o rosto mais antigo e provavelmente o menos conhecido pelo público casual, ele assume o papel de líder da equipe em Tóquio — função refletida no seu papel de Suporte.

Kain Highwind (Final Fantasy IV)

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Kain Highwind é o cavaleiro dragão — ou Dragoon, na terminologia da franquia — de Final Fantasy IV. É um dos personagens mais marcantes da era 16-bit da Square, e sua inclusão no Duellum não surpreende: sua silhueta é icônica para a era do Super Nintendo.

Em FF IV, Kain é o melhor amigo de Cecil Harvey, o protagonista. Os dois servem juntos ao reino de Baron, mas seus caminhos se separam quando Kain é manipulado pelo vilão Golbez, sendo usado como peão contra os próprios companheiros.

Os Dragoons são conhecidos pelo ataque Jump, que consiste em saltar a uma altura sobre-humana e mergulhar sobre o inimigo com a lança. No Duellum, Jump é a habilidade única de Kain, onde ele exerce a função de personagem Melee para a equipe.

Krile Mayer Baldesion (Final Fantasy V)

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Krile é a representante de Final Fantasy V, lançado em 1992 para o Super Famicom — um jogo que demorou anos para chegar ao ocidente e que, por isso, ficou relativamente desconhecido fora do Japão até o relançamento no PlayStation, em 1998.

Ela entra na história de FF V como substituta de Galuf, seu avô, um dos quatro guerreiros principais. Quando Galuf morre em combate — em uma das primeiras mortes permanentes de um personagem jogável na franquia — Krile herda os poderes dele e assume seu lugar no grupo.

A maior distinção de Krile e Final Fantasy V em comparação aos demais personagens do roster é o sistema de Jobs, que ainda não sabemos se será aplicado a ela — que possui papel de Supporter em Dissidia Duellum —, ou se será guardado para o Onion Knight (Final Fantasy III). Krile também possui afinidade com magia e se comunica com animais.

Terra Branford (Final Fantasy VI)

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Terra Branford é a protagonista de um dos jogos mais reverenciados da franquia, Final Fantasy VI — ou ao menos a protagonista inicial, dado que FF VI tem um elenco diverso onde cada personagem tem seu próprio arco narrativo.

Meia-humana e Meia-Esper, Terra é uma das poucas pessoas no universo de Final Fantasy VI capazes de usar magia naturalmente em um mundo onde a magia foi erradicada e só pode ser acessada por meio de artifícios. Essa habilidade a coloca no centro do conflito geopolítico do mundo quando ela, no início do jogo, é controlada por uma tiara mágica do Império Gestahl após sofrer lavagem cerebral.

Seu arco é, em essência, sobre identidade e autoconhecimento — além dos poderes mágicos e os mistérios da sua origem, a heroína precisa compreender o quanto exatamente ser uma "meia-Esper" a difere de um humano comum e o que isso significa na sua capacidade de sentir e se correlacionar com os outros.

Em Duellum, Terra será uma Ranged, com Half-Esper como habilidade passiva. Se encaixa com o perfil de conjuradora comumente associado a ela.

Cloud Strife (Final Fantasy VII)

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Cloud Strife é o protagonista de Final Fantasy VII e provavelmente o personagem mais reconhecível da franquia. O título foi responsável por alavancar os JRPGs na cultura mainstream, e o visual do herói — cabelo espetado, espada gigante, roupas escuras — se tornou referência e foi ostensivamente replicado desde então.

Ex-integrante da SOLDIER — a tropa de elite da corporação Shinra —, Cloud se apresenta como um mercenário frio contratado pelo grupo eco-terrorista AVALANCHE para sabotar as operações da empresa em Midgar, uma cidade construída sobre reatores que drenam a energia vital do planeta.

Mas sua história é construída sobre uma distorção: Cloud não é quem ele acredita ser, e sua identidade real é revelada conforme o enredo se desenrola. Ele não seria metade do personagem marcante que se tornou caso não fosse um narrador não confiável bem executado. Os fãs ainda aguardam como alguns dos momentos mais marcantes da jornada de auto-descoberta do herói serão retratados no último episódio do Remake de Final Fantasy VII.

Como já esperado pelos fãs da franquia, Cloud é um personagem Melee em Dissidia Duellum, empunhando a famosa Buster Sword.

Rinoa Heartilly (Final Fantasy VIII)

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Rinoa Heartilly é a co-protagonista de Final Fantasy VIII e líder do grupo de resistência Forest Owls, que luta pela independência da nação de Timber sob ocupação do exército de Galbadia. É através dessa missão que ela contrata os mercenários SeeD — entre eles, Squall Leonhart — e dá início a um enredo com diversas reviravoltas e um dos romances mais icônicos da franquia até hoje.

Conhecida pela personalidade extrovertida, Rinoa utiliza uma lâmina giratória disparada por um mecanismo no pulso, que retorna como um bumerangue. O papel de Ranged em Duellum é ideal para a heroína e seu cachorro, Angelo, também participa dos combates.

Zidane Tribal (Final Fantasy IX)

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Carismático, irreverente e paquerador, Zidane Tribal é o herói de Final Fantasy IX e representa uma virada deliberada no tom da franquia quando a então Squaresoft voltou às origens da série.

Com facilidade natural para colocar as pessoas à vontade mesmo nas piores situações, Zidane é membro da trupe teatral e criminosa Tantalus, enviada para sequestrar a princesa de Alexandria, Garnet. O plano escapa do controle e vira uma aventura ao redor do planeta Gaia. No caminho, o charme e autoconfiança de Zidane se revelam carregados de inseguranças sobre sua própria origem e propósito conforme mais detalhes da sua origem — e do seu papel no mundo — são revelados.

Final Fantasy IX revive o tropo clássico das profissões do primeiro jogo da série, e Zidane representa o Ladrão, utilizando adagas capazes de se fundir em uma espécie de alabarda com duas lâminas. Seu papel no combate em FFIX combina com a função Agile em Dissidia Duellum, onde Zidane pode roubar bravura de seus inimigos.

Lightning (Final Fantasy XIII)

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Lightning — Claire Farron — é a protagonista de Final Fantasy XIII e foi um dos personagens mais proeminentes da Square Enix na última década e meia. Ela é soldada dos Guardian Corps, a força militar responsável por proteger Cocoon, uma cidade-satélite artificial que flutua sobre o planeta Gran Pulse. Tetsuya Nomura a concebeu como uma "versão feminina de Cloud". Ambos compartilham muitos traços em comum no que concerne ao distanciamento emocional. Mas a heroína teve, assim como Cloud possui agora, uma trilogia inteira de jogos para se desenvolver.

O jogador conhece Lightning em uma missão para salvar sua irmã, Serah Farron, mas ela e um grupo de civis são marcados como l'Cie — servos das entidades divinas fal'Cie — e condenados a cumprir um Foco sob pena de se transformarem em Cie'th, zumbis feitos de cristal.

Seu estilo de luta é construído em torno do sistema de Paradigm Shift de FF XIII, em que ela alterna entre papéis para manter o equilíbrio da batalha. Empunhando sua Blazefire Saber — uma espada capaz de se transformar em pistola —, Lightning é uma personagem Agile em Duellum, onde foi a segunda personagem mais utilizada do beta fechado de novembro.

Gaia (Final Fantasy XIV)

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A escolha mais inovadora — e peculiar — do roster inicial, Gaia substitui Y'shtola Rhul como a representante de Final Fantasy XIV no novo Dissidia. Ela é a personagem central de um sub-arco da expansão Shadowbringers do MMORPG: as Eden Raids, inspiradas em Final Fantasy VIII. Ela também é, por consequência, a personagem mais enigmática do roster original, até para os fãs da franquia: para conhecer sua história, são necessárias dezenas de horas jogando FF XIV até chegar ao fim do arco de Shadowbringers.

Nascida em Eulmore — a cidade dos privilegiados em Shadowbringers —, Gaia é mais uma personagem no longo elenco da franquia Final Fantasy a sofrer de amnésia. Desde criança, ela ouve uma voz na cabeça, a qual batizou de "fada". Conforme o jogador avança nas raids, descobre mais detalhes sobre a verdadeira identidade de Gaia e sua vida anterior. As Eden Raids são consideradas algumas das melhores construções narrativas da lore de Final Fantasy XIV.

Seu design foi supervisionado por Tetsuya Nomura como artista convidado — o que explica a silhueta imediatamente reconhecível: cabelo escuro e comprido, maquiagem pesada, vestido preto gótico e plataformas.

Gaia empunha um martelo desproporcionalmente grande, e seus poderes são derivados da magia das trevas e de sua capacidade de manipular o tempo. Ela ocupa a função de Melee em Duellum, sendo descrita como especialista em aumentar a própria velocidade enquanto enfraquece inimigos.

Prompto Argentum (Final Fantasy XV)

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Prompto Argentum é o mais carismático dos quatro companheiros de Final Fantasy XV. Seu papel é o de humanizar o grupo: ele é o amigo comum. Não tem sangue nobre como Noctis e nem treinamento de elite como Gladiolus ou Ignis, mas é o amigo que está sempre presente porque possui um vínculo de amizade genuíno com os demais heróis.

No dia a dia, Prompto é o fotógrafo descontraído e bobo da turma. Por vezes, o causador de problemas e também o alívio cômico. Essa é a versão que ele demonstra e deseja acreditar. Sua DLC episódica em FF XV, no entanto, revela outra face: Prompto é um clone produzido pelo império de Nifelheim para servir como um Soldado Magitek, sequestrado ainda bebê por agentes do reino de Lucis e adotado por uma família comum em Insomnia.

O reconhecimento da sua origem — representada pela marca em seu pulso — é o verdadeiro conflito do personagem e fonte de suas inseguranças. Prompto teme que o odeiem se descobrirem a verdade. Teme ser considerado o inimigo por quem ele daria a vida para estar junto.

Ele usa armas de fogo e maquinário em combate, sendo o único dos quatro com ataques puramente à distância. Combina com a função Ranged em Duellum, onde possui a habilidade de dar uma rajada de tiros contínua nos inimigos.

Um Roster Diverso, mas Cheio de Surpresas

Olhando o roster como um conjunto, algumas escolhas da Square Enix foram... interessantes.

Os dez personagens do lançamento cobrem dez jogos numerados diferentes, sugerindo uma curadoria para funcionar como vitrine da franquia inteira ao invés de começar pelos jogos e personagens mais populares. A presença de Krile em vez de Bartz, Rinoa no lugar de Squall, de Gaia substituindo Y'shtola ou de Prompto em vez de Noctis aponta para uma Square apostando em escolhas menos óbvias, mas é importante considerar os motivos.

Surpreender os fãs de longa data é uma possibilidade. Talvez fosse necessário criar um elenco mais diverso em gênero, design e personalidades, mas também pode ser proveniente da escolha de atrair a audiência com designs de personagens voltados para o público-alvo de gacha.

A escolha também pode vir da necessidade de um certo nível de coerência temática ao setting do jogo: uma parcela são guerreiros deslocados de seu mundo e vivendo em um cotidiano que não é deles, e a outra são personagens fora dos seus mundos, mas onde a tecnologia local é mais familiar. Prompto sabe o que é uma selfie, enquanto o Warrior of Light demora para aprender a usar o celular. O paralelo entre as aventuras épicas desses heróis e as banalidades mundanas da nossa realidade é um fator atrativo deste novo Dissidia, e o elenco pode ter sido montado para sustentar essa trama.

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Obviamente faltam personagens, e eles devem chegar em atualizações: ao fim do trailer de anúncio, seis silhuetas foram exibidas como personagens futuros — identificadas pelos fãs como Firion (FF II), Onion Knight (FF III), Rikku (FF X), Iroha (FF XI), Balthier (FF XII) e Clive Rosfield (FF XVI). Se confirmadas, essas adições fechariam as lacunas mais evidentes dos jogos faltantes e formariam uma das listas mais diversas e abrangentes já reunidas em um Dissidia.

Os vilões, outra marca registrada da série, também estão ausentes. Não seria surpresa, dentro de alguns meses, eles também aparecerem no jogo de alguma maneira. Afinal, seria interessante — e em alguns casos, hilário — ver como personagens como Kefka Palazzo, Emet-Selch ou ExDeath se portariam se fossem teletransportados para a Tóquio moderna.

Dissidia Duellum Final Fantasy tem lançamento previsto para março de 2026, para iOS e Android, mas permanece sem data de chegada ao Brasil. Uma pena: há muito potencial neste título para os fãs.