A IA generativa já faz parte do processo de trabalho de 85,8% dos desenvolvedores de jogos no Japão, segundo uma pesquisa da Computer Entertainment Supplier's Association (CESA).O número mostra uma alta expressiva em relação ao levantamento anterior da entidade. Em 2025, 51% dos profissionais consultados disseram usar ferramentas de IA generativa; em 2026, a presença da tecnologia avançou para mais de oito em cada dez participantes.Entre os desenvolvedores que adotam IA generativa, 63% afirmaram recorrer a essas ferramentas diariamente. Outros 22,8% disseram utilizá-las apenas de forma ocasional.A pesquisa não detalha quais modelos são usados nem como cada estúdio aplica a tecnologia. Ainda assim, a maioria dos profissionais afirmou evitar o uso direto de ativos gerados por IA. O foco declarado está em tornar os processos de produção mais eficientes.A IA generativa deixou de ser uma exceção na produção de games japonesa. A expansão do uso, porém, mantém vivo o debate sobre liberdade criativa e integridade artística nos projetos.Modelos de IA generativa são treinados a partir de obras já existentes, muitas vezes sem autorização, e essa origem alimenta críticas à aplicação da tecnologia em qualquer etapa criativa. Para parte da discussão, mesmo o uso voltado a processos internos pode afetar a identidade artística de um jogo.A CESA reúne como membros oficiais empresas centrais da indústria japonesa, entre elas Capcom, Square Enix, SEGA, Konami, Koei Tecmo e Sony. Com a adoção em crescimento entre 2025 e 2026, o próximo levantamento da associação deve mostrar se a IA generativa continuará ampliando espaço nos estúdios do país.
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