Review - Isle of Reveries: homenagem ao Game Boy Color com novas mecânicas

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Confira nossa análise sobre Isle of Reveries, o novo jogo indie que homenageia os clássicos de aventura do Game Boy Color

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Revised byRomeu

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Sinopse de Isle of Reveries

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Em Isle of Reveries, assumimos o papel de Lief, uma coruja antropomórfica que parte em uma peregrinação rumo aos céus em direção à esquecida Isle of Reveries, um local onde se diz que qualquer desejo pode ser concedido. Lief se junta a alguns outros personagens desajustados ao longo de uma jornada.

O jogo se passa em um mundo vasto dividido em oito biomas distintos e apresenta mistérios em masmorras temáticas. Com uma estética retrô em pixel-art inspirada na era do Game Boy Color, o título é claramente inspirado em The Legend of Zelda.

Trailer Oficial

Ficha Técnica

Desenvolvido por desertcucco e publicado pela Electric Airship, Isle of Reveries foi lançado para PS5, Nintendo Switch, Xbox Series X|S e PC. O jogo é um claro projeto de paixão, que é uma homenagem a jogos de Game Boy Color, principalmente Link's Awakening.

Apesar de ser uma homenagem, o desenvolvedor demonstrou muito cuidado em criar quebra-cabeças e masmorras novas com a mesma magia das suas inspirações, sem fazer “apenas uma cópia”. Além disso, o suporte ao título tem sido muito bom, com o criador fornecendo atualizações frequentes e corrigindo bugs.

Analisando Isle of Reveries

A Trama e a Construção de Comunidade

Logo na introdução, somos apresentados a uma reflexão poética em pixel art, iluminada por lanternas, sobre aqueles que partiram em busca de seus desejos na Ilha e nunca retornara: "As estrelas no céu seriam o brilho dos astros, os fantasmas de quem concluiu a peregrinação, ou as almas dos que já partiram?"

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Esse tom melancólico se equilibra com a esperança. Conforme exploramos o mundo, os personagens que Lief resgata acabam se instalando juntos, formando uma pequena cidade que cresce com o tempo. Esse desenvolvimento da comunidade gera novas missões e expande a história com o passar do jogo.

Gráficos e Trilha sonora

Visualmente, o jogo emula muito bem as restrições e o “charme” do hardware do final dos anos 90, apresentando uma paleta de cores limitada, mas que também é vibrante, além de telas e salas criadas à mão, com uma visão de cima para baixo. As cutscenes em pixel art trazem uma narrativa mais poética para a aventura, com artes detalhadas e muito bonitas.

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A trilha sonora original, composta por Auxilotl, é bastante atmosférica e melódica, retomando também às trilhas sonoras de jogos antigos. As músicas combinam com os biomas e as masmorras exploradas.

Em certos momentos, ao mudar de tela, a música bugava um pouco e se tornava apenas um chiado. Ao reiniciar o jogo, voltava ao normal, ou ao mudar de masmorra, mas tive que deixar a música no mudo por um tempo por conta disso. Um pouco frustrante, mas acredito que será resolvido em breve. Espero.

Jogabilidade e Combates

A jogabilidade é focada na clássica ação e aventura. O combate mistura o uso de espada com diversas outras ferramentas que coletamos, como a Lanterna. Lief começa apenas com a habilidade de pular, mas logo ganha uma lanterna, uma espada e a capacidade de interagir com pequenos objetos.

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O jogo tem um botão dedicado apenas para o pulo e, claro, temos que quase sempre pular algo para avançar no jogo. Tive alguns problemas com isso, pois em certos momentos o jogo dá uma travadinha e já acabei caindo em buracos que deveriam ser fáceis de pular. Talvez seja algum bug que depende da posição/distância do que será pulado, e será provavelmente resolvido com o tempo.

A mecânica de maior destaque é a fada companheira de Lief. Ela possui a habilidade mágica de duplicar e criar cópias de vários objetos do cenário, como blocos de quebra-cabeça, tochas e cogumelos. Essas cópias interagem com o ambiente e com os itens de Lief, permitindo segurar botões, criar plataformas ou atacar inimigos de longe. O jogo também conta com atividades secundárias, como pescaria e caça a insetos, além de termos que tirar “fotos” dos oponentes para colocar no nosso diário de informações.

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O que achei mais interessante em Isle of Reveries é que o foco, na verdade, não é no combate, e sim nos Puzzles. Isso é mostrado desde o início do jogo, com a primeira dungeon já sendo um imenso puzzle a ser resolvido. E não é um jogo difícil, mas que demanda atenção aos detalhes.

Modo Cooperativo

Embora Isle of Reveries seja projetado principalmente como uma jornada para um jogador, há a inclusão de um modo cooperativo limitado. Os jogadores podem se unir a um amigo (localmente ou via Remote Play Together nas plataformas compatíveis) para enfrentar dois estágios multijogador específicos. Para os jogadores de console, o suporte cooperativo oficial chegará por meio de uma atualização pós-lançamento.

Interessante, mas talvez o jogo inteiro pudesse ser cooperativo no futuro. O jogo Shovel Knight tem modo cooperativo durante toda a jornada, por exemplo, e é uma ótima experiência.

Level Design e a Movimentação

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Diferente de muitos jogos atuais, as discussões da comunidade sobre Isle of Reveries não giram em torno de modificadores de acessibilidade ou gráficos (até porque ele já mostrou bem a que veio), mas sim de algumas escolhas estruturais de mapa e movimentação.

Viagens longas e Mapa

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Enquanto o jogo acerta bastante nos quebra-cabeças, o design do mapa é um pouco complicado. Eu posso dizer que o mundo consegue ser, ao mesmo tempo, enorme e também claustrofóbico.

O mapa apresenta, várias vezes, uma estrutura linear e labiríntica, com áreas formadas por corredores muito estreitos que limitam o movimento do jogador.

Isso se agrava pela ausência de atalhos para viagens rápidas. Quando o jogador percebe que seguiu pelo caminho errado, ele é obrigado a fazer um retorno pelos mesmos corredores, o que é bem frustrante em alguns momentos.

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Pontos positivos

- Direção de arte nostálgica e inspirada no Game Boy Color.

- Trilha sonora original muito boa

- Sistema de copiar e criar objetos é ótimo

Pontos Negativos

- Design de mapa com corredores estreitos, causando leve sensação de claustrofobia.

- Falta de atalhos eficientes/viagem rápida

- A mecânica de pulo poderia ser melhor.

Conclusão

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Isle of Reveries é claramente uma carta de amor aos clássicos de aventura e ação. Ao unir a nova mecânica de duplicar itens a um mundo nostálgico e lindo, com uma narrativa que chama atenção, o consegue brilhar por si mesmo, não sendo apenas uma cópia de jogos antigos.

Nota: 9,0

Se você gosta de resolver quebra-cabeças e de uma exploração com combate leve, recomendo!

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