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Joke Characters – Os mais Divertidos e Estranhos Lutadores dos Games

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Já viu um personagem de um jogo de luta que parece deslocado de seu universo? Algum que claramente não deveria estar ali? Esses são os joke characters! E neste artigo, apresentamos os mais divertidos deles!

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Já viu um personagem de um jogo de luta que parece deslocado de seu universo? Algum que claramente não deveria estar ali? Esses são os joke characters. Personagens que estão ali só para serem engraçados, ridículos ou para provocar um rival, de alguma forma. O maior exemplo disso é o Dan Hibiki, um personagem criado para cutucar a SNK durante a época em que Street Fighter e King of Fighters disputavam as atenções dos jogadores nos arcades.

Mas vários outros games de luta também têm seus lutadores divertidos e propositalmente mais fracos, que desafiam muitas vezes as habilidades de um jogador e que transformam esse “azarão” em um verdadeiro campeão. Vamos listar 10 joke characters e suas origens engraçadas e, se você ficar com dúvidas, deixe um comentário.

Dan Hibiki

Dan surgiu como uma provocação direta da Capcom a personagens de The King of Fighters, da SNK, especialmente Ryo Sakazaki e Robert Garcia, e apareceu pela primeira vez em Street Fighter Alpha. Ele usa golpes parecidos com os de Ryu e Ken, mas tudo nele parece errado, desde a força de seus ataques, hitboxes e até o alcance de seu Gadouken, como se fosse uma versão mal acabada de um lutador de verdade.

A ideia nunca foi fazer dele um lutador respeitado, mas sim alguém convencido demais para o pouco que realmente consegue fazer. Seus gritos exagerados, poses longas e ataques fracos deixam claro que ele se leva muito mais a sério do que deveria.

O próprio jogo trata Dan como piada, colocando falas e animações que reforçam essa falta de noção. Mesmo assim, ele acabou ganhando uma base fiel de fãs, justamente por ser tão fora de lugar. Com o passar dos anos, a Capcom até melhorou um pouco seus golpes, mas sem nunca tirar dele o papel de zoar o próprio gênero. Dan é a prova de que um personagem criado para rir pode acabar sendo tão lembrado quanto os protagonistas.

Panda

Panda apareceu pela primeira vez em Tekken 3 como a guarda-costas e companheira da Xiaoyu, já chegando ao elenco como algo que ninguém esperava levar a sério. Enquanto o jogo apresenta lutadores com histórias pesadas, sombrias, envolvendo anjos e demônios e rivalidades antigas, Panda entra como um urso de pelúcia gigante que simplesmente resolveu lutar.

A piada está no contraste entre o visual fofinho e o clima violento do torneio do jogo. Ela usa golpes parecidos com os do Kuma, mas tudo parece mais estranho quando vem de um panda cheio de laços e trejeitos meigos. Panda foi criada para divertir e diversificar o elenco, não como crítica específica à indústria.

O próprio Tekken nunca tenta explicar direito por que um panda luta, apenas aceita isso como algo normal. Esse descaso com a lógica é o que transforma a personagem em joke character. Panda não existe para aprofundar a história, mas para quebrar o peso do elenco e é exatamente por isso que ela ficou marcada na série.

Kuma

Kuma apareceu ainda no primeiro Tekken como o urso de estimação treinado pelo Heihachi, já deixando claro que a série não ia se limitar só a lutadores humanos. A ideia de um velho ranzinza ensinando artes marciais a um urso já nasce como piada pronta. Com o passar dos jogos, Kuma ganhou movimentos parecidos com os da família Mishima, como se fosse mais um membro daquele clã maluco. A provocação está justamente aí, tratar um animal enorme como se fosse outro lutador sério do torneio.

O jogo nunca faz esforço para explicar isso, apenas aceita que um urso pode lutar. Tal como Panda, Kuma reflete o estilo Tekken de incluir “lutas absurdas” para alívio cômico. Esse absurdo constante faz de Kuma um dos joke characters mais lembrados da franquia. Ele não está ali para contar uma grande história, mas para quebrar o clima pesado de Tekken. E, mesmo sendo piada, acabou virando parte fixa da série.

Mokujin

Mokujin apareceu pela primeira vez em Tekken 3 como um boneco de madeira que ganhou vida do nada e resolveu participar do torneio. Dentro da história, ele desperta quando a energia maligna do jogo começa a se espalhar, mas isso nunca é explicado muito bem. A grande piada está no fato de que ele não tem estilo próprio, copiando aleatoriamente os golpes de outros personagens a cada luta.

Isso faz com que o jogador nunca saiba exatamente com quem está jogando até o combate começar.

Mokujin não fala, não tem expressão e parece existir só para confundir todo mundo. Enquanto o resto do elenco tem rivalidades sérias e histórias longas, ele é apenas um boneco andando por aí. Ele simboliza o humor fantasioso de Tekken: “quando o mundo estiver à beira do caos, aparecerá Mokujin”, diz o folclore do jogo, reforçando o tom fantástico e brincalhão.

A provocação é clara, colocar um objeto sem personalidade no meio de lutadores cheios de drama.

O jogo não tenta justificar muito a presença dele, apenas aceita. Esse descaso com lógica transforma Mokujin em uma piada dentro de Tekken. E é por isso que ele até hoje é lembrado mais pela zoeira do que por qualquer feito na história.

Mokap

Esse lutador apareceu pela primeira vez em Mortal Kombat: Deadly Alliance como um personagem secreto que ninguém esperava levar a sério. Ele não é um ninja, monstro ou feiticeiro, mas apenas um ator usando um traje de captura de movimento, daqueles cheios de bolinhas. A origem dele é quase uma piada interna da própria equipe de desenvolvimento, brincando com o processo de criar animações, baseado no próprio animador Carlos Pesina (dublador do Raiden), que trabalhou em MoCap nos primeiros Mks.

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Enquanto o resto do elenco é formado por personagens sombrios e violentos, Mokap entra como se tivesse saído de um estúdio de filmagem. A provocação é clara, colocar alguém vestido de bastidores para lutar contra deuses e assassinos. O jogo nunca tenta explicar isso dentro da história, apenas aceita a presença dele e isso quebra completamente o clima sério da série naquele momento.

Mesmo tendo golpes de verdade, ele sempre parece deslocado. Mokap existe mais para rir da própria franquia do que para contar qualquer história. E é por isso que ele até hoje é lembrado como um dos joke characters mais estranhos de Mortal Kombat.

Neco-Arc

Neko apareceu pela primeira vez em Melty Blood: Re-ACT como uma versão distorcida e cômica da personagem Arcueid. Ela vem de um mangá derivado do universo Tsukihime, onde já existia como piada interna antes de entrar nos jogos. O visual dela lembra um gato estranho, pequeno e de proporções erradas, o que já quebra qualquer clima sério.

Ela foi “criada” no lore por Zelretch (um mago louco do universo Type-Moon) para parodiar Arcueid. Dentro do jogo, ela se move de forma desengonçada e imprevisível. Seus ataques parecem mais brincadeira do que técnica de luta de verdade. A provocação aqui é com o próprio universo sombrio de Melty Blood, que ela transforma em bagunça.

Enquanto outros personagens falam de destino e tragédia, Neco-Arc só causa confusão. O jogo não tenta explicar o comportamento dela, apenas deixa acontecer. Ela existe para lembrar que nem tudo ali precisa ser levado a sério. E por isso virou um símbolo de zoeira entre os fãs da série.

Pichu

Pichu apareceu pela primeira vez como personagem jogável em Super Smash Bros. Melee, entrando no elenco como uma versão menor e mais frágil do Pikachu. Ele vem da segunda geração de Pokémon e já nasceu com a ideia de ser o “rato elétrico antes de crescer”. A piada começa quando o jogo deixa claro que ele é mais leve, mais rápido, mas também muito mais vulnerável.

O detalhe que transforma tudo em zoeira é que seus próprios ataques elétricos tiram a vida dele.

Enquanto Pikachu bate e sai ileso, Pichu apanha de si mesmo. Isso obriga o jogador a lutar contra o adversário e contra o próprio personagem ao mesmo tempo. O jogo nunca tenta tratar isso como algo sério, é apenas aceito como regra.

Sua inclusão não foi para criticar nada, mas para diversificar o elenco elétrico de Pokémon. Diz-se que Sakurai quis colocar um Pikachu alternativo e acabou escolhendo Pichu como “o rato elétrico fraco por propósito”. A provocação está em transformar uma versão fofinha em uma escolha quase punitiva. Pichu não foi criado para competir de igual para igual. Ele existe para lembrar que nem toda variação precisa ser melhor que o original.

Roll

Roll vem da série Mega Man e apareceu como personagem jogável pela primeira vez em Marvel vs. Capcom: Clash of Super Heroes. Dentro do universo original, ela nunca foi uma lutadora, o que já torna estranha a presença dela em um jogo de porrada. Enquanto heróis e vilões entram armados até os dentes, Roll chega usando objetos de casa.

Ela ataca com vassouras, baldes e ferramentas improvisadas, como se tivesse sido jogada ali por engano. A piada está nesse contraste absurdo entre tarefas domésticas e combates cheios de explosões. O jogo não tenta transformar isso em algo sério, apenas deixa a situação acontecer.

Mesmo funcionando dentro das regras, ela sempre parece fora de lugar. A provocação é clara, mostrar que qualquer um pode virar lutador se o jogo quiser. Roll não representa poder ou rivalidade. Ela existe para quebrar o clima épico do elenco.

Norimaro

Ele foi criado como um cameo baseado no comediante japonês Noritake Kinashi e apareceu pela primeira vez na versão japonesa de Marvel Super Heroes vs. Street Fighter como personagem secreto. Seu design e presença são uma piada interna ligada à cultura pop japonesa e ao hábito de inserir celebridades em jogos locais.

Não sobreviveu às versões internacionais por causa de licenciamento e direitos de imagem. No jogo, ele funciona como alívio cômico, mais homenagem e piada do que um lutador sério. A escolha de um comediante real transforma o personagem em sátira autorreferente sobre celebridade e marketing.

Enquanto outros personagens têm lore e rivalidades, Norimaro existe para provocar riso e surpresa quando aparece.

Ele também funciona como registro da época em que desenvolvedoras faziam easter eggs voltados ao público japonês. Por ser exclusivo de uma versão regional, virou curiosidade e item de colecionador entre fãs. No fim, Norimaro representa a mistura de fanservice, humor e práticas comerciais dos anos 90 na indústria de jogos.

Servobot

Servbot vem da série Mega Man Legends e apareceu como personagem jogável pela primeira vez em Marvel vs. Capcom 2. Ele é um robô pequeno, com capacete grande e jeito desajeitado desde o primeiro contato. No jogo de origem, os Servbots são ajudantes atrapalhados, não grandes heróis.

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Mesmo assim, ele entra em um elenco cheio de lutadores poderosos e personagens lendários. A piada começa quando ele enfrenta figuras como Cable ou Ryu sem mudar de postura. Seus golpes são exagerados e passam a sensação de que ele está sempre se esforçando demais. O contraste entre o tamanho dele e a grandiosidade dos outros é constante.

O jogo nunca tenta explicar por que um robô ajudante virou lutador. A provocação está em tratar algo pequeno e bobo como se fosse normal no torneio. E é isso que faz do Servbot um joke character tão lembrado.