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Review: My Hero Academia: All’s Justice - Desafio Digno de um Herói!

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My Hero Academia: All’s Justice é um game que fecha o arco do anime e tem diversas atividade legais, mas um pico de dificuldade que beira a injustiça

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My Hero Academia: All’s Justice tem os ingredientes certos para ser uma emocionante despedida para um anime que mostrou a evolução de jovens cheios de medo, dúvidas e esperanças nos maiores heróis do mundo. Esse jogo aborda o Arco da Guerra Final em detalhes, com um apreço sincero pela série e seus temas principais, coragem, heroísmo, superação e muito mais. Seu enorme elenco é surpreendentemente variado e inclui praticamente todos da série, desde personagens principais como Deku e All-Might até personagens secundários como Gentle Criminal.

All's Justice também trouxe algumas melhorias muito necessárias na mecânica de combate principal, que, embora ainda um pouco estranha, parece melhor e mais rápido do que antes. Comparado a jogos como Dragon Ball Sparking! Zero, o combate aqui é bem simples e fácil de pegar.

Combine isso com um novo modo de passeio livre exclusivo e muito fanservice, e All's Justice deveria facilmente ser o melhor jogo My Hero. Ainda é, mas há um grande problema. É verdade que o nível não é muito alto, já que os dois jogos One's Justice foram apenas razoáveis.

Embora All's Justice faça muita coisa certa, tem alguns sérios problemas de equilíbrio que fazem com que passar pelos modos singleplayer seja uma das experiências mais frustrantes que você terá em toda sua vida de gamer. Esse problema, no fim, se torna um grande obstáculo para tornar esse jogo em uma homenagem de despedida à My Hero Academia e, infelizmente, impede que ele alcance a nota PLUS ULTRA que merecia. Vamos falar sobre My Hero Academia: All’s Justice e, se você tiver dúvidas, deixe um comentário.

O Combate Evoluiu

O modo de combate e modo história de All's Justice é um grande passo à frente dos jogos anteriores, tornando a história o como a principal atração principal de All's Justice. Se você não conhece a história de My Hero Academia, vamos dar um breve resumo:

No mundo todo mundo nasce com algum tipo de poder, desde poderes como soltar enormes explosões pela mão, ter todas as habilidades de uma rã, anular gravidade, supervelocidade e etc. Alguns são menores, como mover pequenos objetos com a mente, mas, nosso protagonista Izuku Midorya, nasceu sem nenhum poder. Ele era um grande fã do All Mighty, o maior herói do mundo, e queria ser um herói também. Mas ele não tinha nenhum poder.

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Após salvar alguém e demonstrar uma enorme coragem, All Mighty lhe dá poderes e ele vai estudar na U.A. High School, e conhece vários outros personagens como Ochako Uraraka, Shoto Todoroki, Mirio Togata e outros jovens heróis. Eles se envolvem em casos com supervilões cada vez mais poderosos e complexos, encerrando a série com uma batalha épica entre Midorya e All For One, o vilão que rouba e acumula poderes para si.

All's Justice se aprofunda surpreendentemente no arco final e permite que você jogue com vários personagens em quase todas as suas batalhas, grandes e pequenas. Mas, ignora completamente o começo da história. Se você não conhece, vai pegar uma coisa “já começada” e ficar na dúvida sobre quem é quem e o que está acontecendo. Grande parte da história é contada por meio de fotos e cenas em movimento do anime, mas os momentos mais importantes são recriados com cenas lindas.

Nas primeiras horas, o modo história é um ótimo momento. Não só captura as vibrações esperançosas características da série, mas também a mecânica de combate recebeu algumas melhorias notáveis desde One's Justice 2. Os ataques têm mais peso, os personagens geralmente são mais rápidos e fáceis de manobrar, e há um fluxo muito mais rápido e fácil para os combos em cada luta.

Mesmo que os controles ainda sejam desajeitados, All's Justice ainda é muito bom de jogar. O maior ponto forte de tudo isso, porém, é o elenco de mais de 50 pessoas, que tem uma variedade impressionante para um jogo de luta de anime.

Vamos combinar que não adianta alardear ter um elenco de, vamos chutar aqui, 300 personagens e ter 50 Gokus, 30 Vegetas, 35 Gohans, 25 Trunks e outros que tem uma transformação simples e te vendem como um personagem novo.

Aqui, no máximo, Deku tem uma variante para cada estilo de jogo, Bakugo explode o campo de batalha com uma mistura de ataques de curta distância e projéteis, Hanta Sero pode armar armadilhas e ser um grande incômodo, e Armoured All-Might é basicamente o Batman mecânico com toneladas de dispositivos e truques e Uraraka, usa seus poderes de manipulação da gravidade para puxar pedaços de terra para usar como aríete.

Modo história desequilibrado

Aqui está a maior fraqueza do jogo. Na primeira metade da campanha de All's Justice, o jogo é uma divertida homenagem e te faz sentir-se dentro do anime, com as batalhas, os personagens e a sensação de combates que vão realmente mudar o mundo. Mas nos capítulos finais, a dificuldade elevou-se a um nível ridiculamente injusto.

Todos contra quem você luta causam o dobro de dano que você, e a IA é praticamente onisciente com a forma que ela neutraliza cada movimento seu, o que fica ainda pior quando você tem que enfrentar mais de um inimigo ao mesmo tempo!

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Várias das cenas mais impactantes da história se tornam frustrantes pelo quão desnecessariamente injusta a IA é. A grande resistência do Armoured All-Might contra o All For One deveria ser um momento épico, mas se torna um exercício de paciência pela quantidade de vezes que você será atingido por um projétil impossível de esquivar e terá que recomeçar a luta.

E o chefe final? Esse será um desafio ainda mais frustrante que vai querer te fazer um “Detroit Smash” no seu controle. Você terá que lutar cinco rodadas contra um chefe que pode te derrubar em praticamente dois golpes, independentemente da sua defesa, superarmadura ou qualquer coisa.

Se você conseguir passar por essas cinco rodadas e ainda não tiver destruído sua TV, você terá que enfrentar uma forma ainda mais poderosa, com mais HP e ataques mais difíceis de evitar. Se você falhar, terá que passar por tudo de novo e ouvir o mesmo diálogo inspirador (Na primeira vez. No resto vai ser skip, skip, skip) sobre fazer as pessoas sorrirem e não desistirem.

Se você passar por isso, não vai ter soulslike que você não vença.

Missões em Equipe e Passeios ao Estilo Homem-Aranha

As missões em equipe acrescentam alguma variedade ao jogo, mas também sofrem com IA injusta. Quando você quiser dar uma pausa no modo história (e você vai precisar), então All's Justice também introduz um novo modo chamado Team-Up Mission, que permite que você percorra uma cidade virtual, recrute heróis para sua equipe e use suas habilidades únicas de travessia para se locomover (Midoriya usa uma ‘teia’ tipo Homem-Aranha, Uraraka usa a gravidade para dar pulos enormes, etc), além de fazer pequenos serviços para aumentar sua classificação de herói.

É claro, isso vai te dar também moedas para você desbloquear novas roupas, emojis, assinatura de perfil, vozes dos personagens, poses variadas e mais um monte de coisa que os fãs vão adorar.

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É uma boa mudança de ritmo e dá a All's Justice um conteúdo a mais do que apenas batalhas constantes, embora, no fim das contas, você ainda vai lutar. All's Justice também apresenta um modo Character Memory que tem episódios dedicados para a maioria dos heróis do jogo. Um modo Free Battle também está disponível para você lutar sem compromisso.

Assim como no modo história, porém, o Team-Up Mission também é um pouco prejudicado pela IA injusta, mesmo não sendo tão ruim quanto no modo história, muitos inimigos têm superarmaduras ou lutam em grupos, o que pode tornar as batalhas um pouco frustrantes. Combine isso com muitas missões que são muito semelhantes e longas, e o modo se torna uma boa ideia, mas que poderia ter sido melhor executada.

Conclusão

My Hero Academia: All's Justice tem a aparência, o som e a jogabilidade melhores que One's Justice, além de ter muitos detalhes que os fãs da série vão adorar. Em Free Battle, onde não há picos de dificuldade ridículos, você provavelmente vai se divertir mais do que nos outros modos, onde um salto de dificuldade injusto te fará querer jogar o controle no chão.

É uma pena que All's Justice seja incrivelmente frustrante quando deveria ter sido ótimo. Esperamos que alguns patches de equilíbrio resolvam isso no futuro.