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Efeito Cyberpunk: Jogos que ficaram prontos depois do lançamento

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Atualizações salvaram o projeto, mas a estreia não agradou tanto assim e quase deu tudo errado!

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revised by Romeu

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Não estamos mais na época do PS1 e NES, muito menos na era em que nos divertíamos no PS2 e no Game Cube. Lá atrás, os jogos precisavam sair com tudo pronto: não tinha internet, nada de patches, sem correção via hotfix. E com o passar dos anos, essa facilidade removeu grandes bugs de projetos de alto investimento — talvez muitos tenham sobrevivido graças a isso. Porém, nem todas as companhias usaram isso da melhor forma possível.

Estamos falando de títulos do mais alto escalão. Games que prometeram uma experiência rica em imersão e mecânicas, mas quando lançaram, além do desempenho abaixo do padrão, chegaram quase como um engano. No artigo de hoje, citamos ótimos casos onde esses jogos se recuperaram, mesmo deixando uma possível mancha ou aprendizado para estúdios renomados.

Jogos que ficaram prontos depois do lançamento!

No Man’s Sky

No Man’s Sky foi feito por um pequeno estúdio britânico chamado Hello Games. Apesar de estar em um prateleira abaixo dos grandes projetos de 2016, a comunidade abraçou todo o prometido. Como consequência, criou-se um hype, surgiram expectativas e tudo mais. No dia do lançamento, um choque: pouquíssimas promessas se cumpriram.

Com muitas vendas já no início, a cobrança foi enorme. As críticas cercaram o estúdio, mas o tempo foi crucial para a companhia conseguir dar a volta por cima. Os criadores foram lançando patches e mais patches, consertando as principais queixas dos fãs e reconquistando a confiança de quem acreditou nessa odisséia lá no início.

Em sequência, muitos DLCs foram apresentados de forma gratuita. A relevância de No Man’s Sky cresceu e as expectativas foram cumpridas. Com os cofres cheios e muitas ideias para serem entregues, as expansões simplesmente não pararam de sair. Atualmente, No Man’s Sky tem multiplayer, modo de realidade virtual, construções e muito mais. Redenção define — e o jogo ainda está recebendo novidades!

Crimson Desert

Talvez o mais recente dos jogos lançados “quebrados” que chamaram a atenção. Quem acompanhou os trailer sabe: Crimson Desert prometeu mundos, fundos, céus abertos e dragões para os jogadores. Bem, o dragão está lá, mesmo que só no desfecho do jogo e disponível para voos por tempo contado. No entanto, tudo o que envolve mecha, uns recursos de Zelda e tudo mais, não comunica bem.

Como destacado nas críticas, a experiência final não agradou tanto assim. É possível ter duas magias conflitantes no arsenal do protagonista, por exemplo, há uma dupla que simplesmente levanta objetos. Precisava? Obviamente não. No entanto, o “problemão” aqui tem sido o desempenho: nos consoles e no PC, algumas configurações ainda deixam a desejar.

Como as vendas decolaram logo nas primeiras horas, a Pearl Abyss foi tão ágil quanto para cuidar desses feedbacks negativos. Os controles, responsáveis por sérios estranhamentos por parte da comunidade e até motivo para afastar jogadores logo nos primeiros passos da campanha, terão atenção. A gama de magias também passará por revisão e as mecânicas seguem sendo ajustadas.

Se nas primeiras horas “de vida” o tão aguardado Crimson Desert tinha análises super negativas nas plataformas, essa página está virando com uma certa velocidade, afinal, o cenário já está bem mais favorável atualmente.

Cyberpunk 2077

Quando esse tipo de ocorrido vem de No Man’s Sky e de uma desenvolvedora indie, o jogador até entende. Mas CD Projekt RED do céu, nós nunca esqueceremos do lançamento de Cyberpunk 2077. Tudo começou com aquele teaser prometendo metrô, escalada em paredes e tudo mais. Era um GTA do futuro feito por quem nos entregou o lindíssimo The Witcher 3. Deu errado.

Enquanto a galera que joga no PC ainda teve uma experiência “aceitável”, nos consoles a coisa ficou feia. Feia a ponto de o jogo ficar fora da PlayStation Store por meses devido ao desempenho. Nesse espaço de tempo, só era possível adquirir o game em mídia física. E os meses foram se passando até o lançamento de Cyberpunk Edgerunners.

Por mais que as coisas tivessem começado da maneira errada, a CDPR foi, patch após patch, ouvindo a comunidade. Com a chegada da série da famosa versão 1.6, o RPG futurista, finalmente, ficou pronto. Uma virada de chave que correspondeu em vendas, trouxe de volta os fãs da IP, convidou quem já tinha concluído a história para visitar tudo de novo.

Em seguida, a expansão Phantom Blade teve seu lançamento somente nos consoles da atual geração e no PC. Fechou-se o ciclo de atualizações, mas a marca ficou na CDPR. Como consequência, a companhia adotou métodos de desenvolvimento em que a produção será otimizada e os testes pré-estreia serão intensificados. Doeu, mas o estúdio lidou com as consequências, absorveu as marcas, e em breve nos entregará The Witcher IV.

E para você? Algum jogo também passou por isso? MindsEye ainda tem salvação? Conta pra gente!