Os Chefes Mais Marcantes de Dark Souls
Dark Souls é uma série marcante não só pela gameplay desafiadora ou pela estética Dark Fantasy única, mas principalmente pelos seus chefes. Cada Boss possui um design que se destaca, move set diferenciado e proporciona batalhas intensas e memoráveis para todos os jogadores.
Mas é claro que há sempre o boss dos bosses, aqueles que traumatizam pela dificuldade, ou que possuem uma importância dramática na narrativa e até aqueles que são tão épicos que ficam na memória. Então vamos enumerar os adversários que mais marcaram sua presença na trilogia.
Great Grey Wolf Sif
Começando por uma das batalhas mais tristes da trilogia. Quando enfrentamos Sif pela primeira vez, vemos uma loba gigante com uma espada. Alguns podem sentir pena do belo animal, mas a maioria não irá se importar muito. Porém, após jogar a DLC, descobrimos que Sif era companheira de Artorias durante os eventos de Oolacile e inclusive a ajudamos a escapar do abismo, lutando ao lado da loba contra Manus.

Revisitar o confronto contra Sif após a DLC mostra uma cena diferente, onde ela reconhece o Morto-Vivo Escolhido e demonstra tristeza de ter que enfrentar o amigo que a ajudou a salvar Oolacile e dar um descanso digno ao seu companheiro Artorias. Se você não sentiu um aperto no coração nesse momento, sinto muito dizer, mas você já deve ter se tornado um Hollow.
Ornstein e Smough
É impossível não citar esses dois nessa lista. Quando chegamos a Anor Londo, ao adentrar o palácio, somos recebidos por não um, mas dois chefes. Ornstein, cavaleiro da guarda real de Gwyn, e Smough, executor real.

A trilha sonora memorável, o cenário complexo que se comunica muito bem com a luta, os movimentos diferenciados de cada um dos dois e a segunda fase que muda completamente a forma como o combate acontece. Tudo isso contribui para criar uma das melhores boss fights que a FromSoftware já criou.
Knight Artorias
Da mesma maneira que a batalha contra Sif traz uma grande carga dramática, o enfrentamento contra seu companheiro Artorias carrega um sentimento de melancolia gigante.

Durante boa parte do primeiro jogo, vemos menções a esse cavaleiro, o mais bravo e destemido de todos os cavaleiros de Gwyn, que enfrentou e venceu o abismo sozinho em Oolacile, mas quando finalmente o encontramos, ele está sofrendo sob a influência de Manus e da escuridão, ferido e descontrolado.
A luta é difícil, os movimentos de Artorias são frenéticos e agressivos, e considerando a conexão feita com Sif, tudo sobre essa boss fight fica ainda mais inesquecível.
Gwyn, Lord of Cinder
Se Sif e Artorias deixam um sentimento de tristeza e melancolia, o que dizer de Gwyn, Lord of Cinder. Em termos de boss fight, essa é provavelmente uma das mais fáceis, mas o peso narrativo que essa luta carrega vale por todo o resto.

A clássica trilha sonora, a decadência do personagem que movimenta toda a história, o clima de pesar do final e logo após o encerramento, onde precisamos decidir entre seguir os passos de Gwyn ou deixar seu legado morrer com o apagar da Primeira Chama.
Fume Knight
Em Dark Souls 2, boa parte dos chefes acaba emulando demais chefes do jogo anterior ou, ainda que mostre algo novo, acaba esquecida. Isso não acontece com Fume Knight, boss da DLC do segundo jogo e também na versão definitiva, Scholars of the First Sin.

Fume Knight é facilmente um dos adversários mais difíceis do jogo, considerado por muitos jogadores o mais desafiador. Ele era um dos cavaleiros mais fiéis de Vendrick, mas acabou sendo considerado um traidor por suas próprias ações e foi banido de Drangleic, rendendo-se à escuridão.
Seus movimentos são ferozes e seus ataques causam bastante dano, possuindo também uma segunda fase ainda mais poderosa. A sua semelhança com Pontiff Sulyvahn, de Dark Souls 3, é notável, mostrando que o segundo jogo teve grande importância e influência nos jogos seguintes.
Sir Alonne
Sir Alonne consegue ser ainda mais desafiador do que o Fume Knight, justamente por ser o oposto dele, ágil, com move set mais complexo e extremamente punitivo. Por essas razões, ele é automaticamente mais marcante e um dos chefes mais notáveis de DS2.

Alonne veio de uma terra distante para servir um rei qualquer que viria mais tarde a ser conhecido como Old Iron King. Seus ataques de Katana incluem dano vampírico, com um golpe que não pode ser bloqueado. Além disso, ele pode executar parry nos ataques do jogador e possui uma animação especial quando é derrotado.
Sir Alonne é um boss que apenas reforça o quanto as DLCs do segundo jogo foram importantes e, por isso, merece um espaço nessa lista.
Nameless King
Agora adentramos o terreno onde apenas as estrelas da trilogia habitam, os chefes mais marcantes e incríveis da Série Souls, começando pelo herdeiro perdido de Gwyn.

Durante os dois primeiros jogos, somos apresentados a uma figura que surge apenas em breves menções na lore, mas cuja importância é tremenda e que foi sendo construída até Dark Souls 3, o filho mais velho de Gwyn, que foi banido por seu próprio pai por se aliar aos dragões.
Em Archdragon Peak encontramos Nameless King, um chefe secreto que monta um Dragonete e usa milagres do relâmpago, possui cabelos prateados e uma aparência muito semelhante a Gwyn. Não há nenhuma confirmação no jogo que confirme se esse Rei é o primogênito do Lorde da Luz Solar, mas a comunidade logo passou a acreditar fortemente nessa teoria pelas evidências.
A trilha sonora, o cenário e a batalha são incríveis, uma das melhores lutas de toda a série, sem dúvida.
Soul of Cinder
O boss final do jogo base de Dark Souls 3 possui uma das introduções e design mais incríveis do jogo, mas não é suficiente: ele ainda simula o move set do próprio jogador, além de utilizar diversas outras armas e habilidades presentes na trilogia.

O auge desse combate é quando ele assume a postura e os poderes de Gwyn, o Lorde das Cinzas, e a trilha sonora do boss se transforma aos poucos no clássico plim plim plom que tanto conhecemos, trazendo o peso do sacrifício de todos que reacenderam a chama antes para essa batalha e tentaram prolongar a Era do Fogo.
Sister Friede
Mesmo recebendo várias críticas negativas do público, as DLCs de Dark Souls 3 são hoje consideradas indispensáveis para qualquer fã da franquia, trazendo novos personagens e elementos que enriquecem e muito a história principal, além de diversos chefes lembrados até hoje.

Sister Friede é simplesmente um chefe com três fases diferentes, uma das lutas mais punitivas e longas já criadas pela FromSoftware. Durante a primeira fase, Friede luta sozinha, empunhando sua foice. Na segunda fase, ela se junta a outro personagem, Father Ariandel, com os dois compartilhando uma mesma barra de vida. Na terceira e última fase, ela utiliza duas foices, causando dano de gelo e dano de fogo, com ataques devastadores.
Darkeater Midir
Outro chefe de DLC, Midir é um dragão ancestral que foi “criado” pelos deuses para combater o abismo, sendo capaz de literalmente devorar a escuridão e consumi-la. Porém, aos poucos, a criatura foi sendo afetada pelo abismo e logo tornou-se corrompida, possuída pelo mal que jurou destruir.

Slave Knight Gael
De longe, um dos chefes mais incríveis e memoráveis de todos os Soulslikes e talvez até mesmo dos videogames. Introduzido como um NPC aliado, conhecemos o Cavaleiro Escravo Gael como um cavaleiro que serve à Pintora do mundo pintado de Ariandel, uma dimensão que existe dentro de um quadro.

Ariandel é um refúgio para os excluídos e os sem propósito em Lothric, mas está ameaçado pelo avanço da escuridão, arriscando apodrecer e ser consumido também. A pintora então começa a criar uma nova pintura, um novo mundo onde a escuridão não poderá chegar e, para pintar esse lugar, ela precisa de um pigmento especial, a própria Dark Soul.
Gael então parte em uma jornada em busca da Dark Soul e acaba indo parar na Cidade Anelar, lar dos descendentes do Pigmeu, o portador original da Dark Soul. Lá, ele descobre que o poder que busca para sua senhora já não passa de poeira nas veias secas dos pigmeus, tudo porque o mundo está à beira do fim.
Desesperado, ele consome os pigmeus e o que restou de sangue, na esperança de absorver a Dark Soul, mas acaba sendo possuído pelas trevas e cabe ao protagonista dar um fim ao cavaleiro em uma batalha épica e extremamente difícil.
Considerações Finais
Finalizo aqui mais um artigo. Deixe suas dúvidas, sugestões, críticas e/ou elogios nos comentários. Obrigado pela leitura e até a próxima.











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