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Franquias de Games que estão no Limbo

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Relembre algumas franquias amadas que estão no limbo das desenvolvedoras e não sabemos se um dia verão novamente a luz do sol com um novo game.

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revisado por Romeu

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A ideia de “franquia morta” nos videogames raramente significa que uma série acabou oficialmente. Ela só está perdida em alguma gaveta ou HD de alguma desenvolvedora que não quer mexer com ela, principalmente por achar que ela não vai dar lucro.

Na prática, considerar uma franquia “morta” só quer dizer que a IP foi abandonada, colocada em hiato indefinido ou deixada de lado por mudanças internas nas empresas, fracassos comerciais, troca de geração ou simplesmente porque o mercado mudou.

Algumas franquias desaparecem depois de um jogo ruim. Outras somem mesmo vendendo bem, porque os estúdios mudam de prioridade. Outras simplesmente não têm uma explicação lógica do motivo, mas ainda são lembradas e amadas pelos fãs que, eventualmente, deixam um tweet ou comentário numa rede social dizendo “quando teremos um novo jogo?”

E, para relembrar dessas franquias, lembrar de bons momentos, boas (e más) ideias que estão engavetadas e pensar “será que um dia elas voltam?”, vamos falar de dez franquias que hoje estão no limbo e, se faltou alguma, se ficar com dúvidas, é só deixar um comentário.

Watch Dogs

Durante a era PS3 e Xbox 360, a Ubisoft queria transformar Watch Dogs em sua próxima franquia gigante de mundo aberto, quase como um GTA focado em hackers, espionagem digital e vigilância em massa, que enfrentou uma polêmica em relação aos gráficos e downgrade.

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O primeiro jogo colocava o jogador no controle de Aiden Pearce em uma Chicago conectada pelo ctOS, um sistema capaz de controlar trânsito, câmeras, energia e praticamente toda a infraestrutura da cidade.

Depois, Watch Dogs 2 mudou bastante o tom, trouxe Marcus Holloway e o grupo DedSec em uma São Francisco mais colorida, cheia de críticas ao Vale do Silício, redes sociais e coleta de dados. Já Watch Dogs: Legion tentou reinventar tudo com uma Londres futurista onde qualquer NPC podia virar protagonista, mas a ideia dividiu opiniões, e muita gente sentiu falta de uma narrativa mais forte.

Esse jogo acabou enterrando uma franquia que parecia promissora, e não há anúncios de novos games até agora. Entre downgrade gráfico, vendas abaixo do esperado e mudanças internas na Ubisoft, a franquia entrou em um limbo estranho, e hoje praticamente ninguém acredita que Watch Dogs 4 realmente vai acontecer.

Saints Row

No começo, Saints Row parecia apenas mais um concorrente direto de GTA, mas a franquia acabou virando uma das coisas mais caóticas da geração PS3 e Xbox 360. O primeiro jogo ainda tinha um clima relativamente sério envolvendo guerras de gangues em Stilwater, mas Saints Row 2 começou a abraçar personalização absurda, humor exagerado e um mundo aberto completamente sem limites.

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A partir de The Third, a série simplesmente perdeu a vergonha de vez e começou a jogar o absurdo lá no alto, com armas ridículas, zumbis, gangues bizarras e missões que pareciam saídas de uma paródia. Saints Row IV foi ainda mais longe, colocando o protagonista como presidente dos Estados Unidos enfrentando invasão alienígena com superpoderes em uma espécie de Matrix alienígena.

Depois da falência da THQ, a série foi parar nas mãos da Deep Silver, recebeu um reboot em 2022, e tudo desandou de vez. O jogo foi massacrado por bugs, narrativa, humor com “lacração” demais e vendas fracas. A Volition acabou fechada em 2023, e hoje Saints Row parece uma franquia enterrada com o próprio estúdio.

Midnight Club

Antes de GTA Online dominar tudo, a Rockstar tinha uma das franquias de corrida arcade mais importantes dos anos 2000. Midnight Club nasceu no PS2 apostando em rachas ilegais, velocidade absurda e mapas urbanos abertos, numa época em que a maioria dos jogos ainda prendia o jogador em pistas fechadas.

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Midnight Club II ficou famoso pela dificuldade quase desumana, mas foi Midnight Club 3: Dub Edition que explodiu de verdade, misturando tuning, cultura automotiva dos anos 2000 e personalização gigantesca. Depois veio Midnight Club: Los Angeles em 2008, recriando a cidade em grande escala com trânsito intenso, clima dinâmico e uma sensação de velocidade absurda para a época.

O problema é que a Rockstar começou a concentrar praticamente todos os seus recursos em GTA V, GTA Online e Red Dead Redemption. Aos poucos, Midnight Club foi desaparecendo sem anúncio oficial de cancelamento, e hoje já virou um dos exemplos mais clássicos de franquia abandonada pela própria dona.

.hack

Essa dói em mim pessoalmente porque eu simplesmente adoro a franquia. Iniciada no PlayStation 2 em 2002 como um RPG, a quadrilogia original focava em Kite e Black Rose, dois players de um MMORPG chamado “The World” que investigavam estranhos casos de jogadores que entravam em coma após jogar o jogo.

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Anos depois, em 2006, a franquia tomou uma direção ainda mais voltada para a ação com .hack//G.U., onde acompanhamos o PKK (o matador de players que matam players) Haseo investigando o coma de sua amiga Shino ao lado da guilda de noobs Canard, enquanto descobre que tem um poder misterioso dentro de si. .hack//G.U. ganhou um remaster em 2017 com Last Recode, mas desde lá nenhum novo jogo foi lançado.

Embora seja relativamente desconhecida da base de jogadores do PS2, .hack tem um nível de “cult”, por envolver temas bastante profundos, introspectivos e filosóficos, seja nos games ou nos produtos do seu universo expandido, como mangás e animes. Diferente de Sword Art Online, que foca na ação e fanservice, .hack nunca foi muito popular, mas tem uma base de fãs bastante leal. Agora, em 2026, foi anunciado um novo projeto, mas não sabemos se será um novo jogo, anime ou filme animado.

Prototype

Prototype era basicamente a definição de poder absoluto em forma de jogo. Lançado pela Radical Entertainment em 2009, o game colocava o jogador no controle de Alex Mercer, um homem infectado pelo vírus Blacklight, capaz de transformar o próprio corpo em armas grotescas.

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O jogador podia criar lâminas gigantes, garras, chicotes orgânicos e ainda consumir pessoas para roubar memórias e assumir identidades. A movimentação também era absurda para a época, permitindo correr pelas paredes, planar entre prédios e atravessar Manhattan em segundos.

Prototype 2 tentou expandir tudo isso colocando James Heller como novo protagonista em busca de vingança contra Mercer, mas o jogo vendeu abaixo do esperado, e a Activision praticamente desmontou a Radical logo depois. Desde então, a franquia nunca mais recebeu continuação, mesmo continuando lembrada como um dos mundos abertos mais violentos e destrutivos da geração PS3 e Xbox 360.

F-Zero

F-Zero nasceu no Super Nintendo em 1990 e rapidamente virou uma das franquias mais rápidas e difíceis da Nintendo. O primeiro jogo impressionava porque usava o Mode 7 para criar uma sensação de velocidade absurda, numa época em que aquilo parecia coisa de outro planeta.

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Captain Falcon acabou virando o rosto mais famoso da série, mas os jogos sempre ficaram conhecidos mesmo pelas pistas insanas, trilha sonora pesada e dificuldade altíssima. F-Zero X no Nintendo 64 elevou tudo isso para outro nível, rodando a sessenta quadros por segundo, enquanto F-Zero GX no GameCube virou praticamente uma lenda entre fãs de corrida arcade pela velocidade absurda e dificuldade quase cruel.

O problema é que Mario Kart acabou dominando completamente o espaço de corrida dentro da Nintendo, e a empresa passou décadas dizendo que não encontrava uma ideia nova forte o suficiente para trazer a franquia de volta. Hoje, Captain Falcon continua vivo em Smash Bros., mas F-Zero parece preso em um limbo eterno.

Dino Crisis

Durante muito tempo, Dino Crisis ficou conhecido como “Resident Evil com dinossauros”, mas a verdade é que a franquia tinha identidade própria desde o começo. Lançado pela Capcom em 1999, o primeiro jogo colocava Regina dentro de uma instalação científica tomada por criaturas pré-históricas após experimentos envolvendo energia e distorções temporais.

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Diferente de Resident Evil, que apostava mais em terror lento, Dino Crisis criava tensão usando a velocidade e agressividade dos dinossauros, principalmente os velociraptores que perseguiam o jogador pelos corredores. Dino Crisis 2 mudou bastante o foco e abraçou mais ação, enquanto Dino Crisis 3 tentou reinventar tudo no Xbox com visual futurista e acabou sendo massacrado pela crítica.

A recepção ruim destruiu a franquia, e a Capcom passou a focar quase totalmente em Resident Evil e Monster Hunter. Mesmo assim, Dino Crisis continua sendo uma das séries mais pedidas pelos fãs até hoje.

Burnout

Burnout virou uma das franquias de corrida mais importantes dos anos 2000 justamente porque fazia o contrário da maioria dos jogos do gênero. Enquanto quase todo mundo tentava evitar acidentes, Burnout transformava destruição em espetáculo.

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O modo Crash virou um fenômeno porque o objetivo era causar acidentes gigantescos envolvendo dezenas de carros ao mesmo tempo, enquanto Burnout 3: Takedown recompensava direção agressiva, batidas laterais e caos total nas pistas. A franquia ficou conhecida pela velocidade absurda, sensação de impacto e trilha sonora cheia de energia, culminando em Burnout Paradise, que levou tudo isso para um mundo aberto em 2008.

Depois disso, a Criterion começou a trabalhar em Need for Speed e Battlefield, vários desenvolvedores importantes deixaram o estúdio, e a EA simplesmente deixou Burnout parado por anos. Até hoje, muita gente considera Paradise o funeral silencioso de uma das melhores franquias arcade já feitas.

Road Rash

Road Rash virou uma das franquias mais marcantes da era 16 bits porque misturava corrida arcade com pancadaria de um jeito que praticamente ninguém fazia naquela época. Enquanto outros jogos focavam apenas em velocidade, Road Rash colocava motos em rachas ilegais cheios de trânsito, polícia e violência no meio das corridas.

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O jogador podia socar adversários, usar correntes, cacetetes e até chutar outros pilotos para fora da pista enquanto tentava sobreviver em estradas perigosas lotadas de carros. A série começou no Mega Drive em 1991 e rapidamente virou um dos nomes mais fortes da Electronic Arts nos consoles da Sega.

Além da velocidade alta e da jogabilidade agressiva, a franquia também ficou conhecida pela trilha sonora pesada, algo que combinava muito com o clima dos anos 1990. Road Rash 3D e Road Rash 64 tentaram modernizar a fórmula durante a era 32 e 64 bits, enquanto Road Rash: Jailbreak no PlayStation foi o último grande jogo realmente relevante da franquia.

Depois disso, a EA abandonou a série completamente. A franquia ficou presa em mudanças internas da empresa, mudanças no mercado de jogos de corrida e no crescimento de outras IPs mais lucrativas.

Desde os anos 2000, Road Rash desapareceu quase totalmente, sem continuações relevantes ou novos projetos grandes. Mesmo assim, a série continua extremamente lembrada por quem viveu a época do Mega Drive e ainda hoje é considerada uma das franquias de corrida mais únicas e violentas já feitas.

Jet Set Radio

Jet Set Radio era praticamente a cara do Dreamcast no começo dos anos 2000. O jogo misturava patins inline, grind, graffiti, perseguições, música eletrônica e visual cel shading numa época em que aquele estilo gráfico ainda parecia algo vindo do futuro.

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O jogador fazia parte de gangues urbanas em uma Tóquio futurista, disputando território através de pichações enquanto fugia da polícia pelas ruas da cidade. Além da estética absurda, Jet Set Radio ficou conhecido pela movimentação rápida, trilha sonora marcante e personalidade completamente diferente de qualquer outro jogo da época.

Jet Set Radio Future no primeiro Xbox expandiu ainda mais os mapas e a movimentação, mas o fracasso comercial do Dreamcast acabou prejudicando demais a franquia. Durante décadas, a Sega deixou a série esquecida enquanto focava em Sonic, Yakuza e outras IPs maiores. Mesmo assim, o estilo visual e a identidade da franquia continuaram tão fortes que a Sega acabou confirmando recentemente um reboot moderno após anos de abandono.

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