A Rockstar Games enfrentará uma audiência trabalhista a partir de 10 de setembro, em meio à preparação para o lançamento de GTA 6. O caso envolve a demissão de 34 funcionários em outubro do ano passado, 31 deles ligados à Rockstar North.A empresa classificou as dispensas como casos de “conduta indevida grave”. Segundo a Rockstar, os trabalhadores violaram acordos de confidencialidade ao discutirem assuntos internos em um canal privado do Discord do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Grã-Bretanha, o IWGB.Os ex-funcionários contestam essa versão. Eles afirmam que as conversas tratavam de salários e condições de trabalho, pautas normalmente discutidas em espaços sindicais. O IWGB sustenta que as demissões foram injustas e acusa a Rockstar de tentar incluir os trabalhadores em uma lista negra por sua atividade sindical.A Rockstar tentou fazer com que essas acusações fossem rejeitadas, mas o tribunal não aceitou o pedido. A audiência definitiva está prevista para seguir até 16 de outubro. O sindicato busca a reintegração dos funcionários ou uma indenização, além do reconhecimento de que as demissões foram injustas.Entre os impactos relatados pelos trabalhadores está a perda de emprego, renda e da chance de concluir um projeto desenvolvido ao longo de anos. Um caso citado pelo IWGB envolve um funcionário australiano que teria tido o visto de trabalho revogado pela Rockstar e precisou retornar à Austrália.A disputa gerou protestos em frente aos escritórios da Rockstar North e chegou ao Parlamento britânico. Paralelamente, foi criado o Rockstar Game Workers Union, que também levantou questões sobre o uso de bônus como pressão e a desigualdade salarial entre homens e mulheres dentro da empresa.
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