Olá a todos os fãs de jogos cozy e horror clássico de plantão, trago um novo jogo para nós!
Welcome to Elderfield mistura a clássica fazendinha, mecânicas de RPG e monstros lovecraftianos em um traço típico dos mangás de horror dos anos 90 e que mais gente precisa conhecer!
Seja bem-vindo a Elderfield!
Nada é normal na isolada cidade de Elderfield. Os habitantes são excêntricos, seres estranhos se movem na escuridão e os noticiários locais parecem cada vez mais misteriosos. Este é o lugar onde você nasceu, e raramente os nascidos aqui partem.
Mas há trabalho a ser feito. Agora que você terminou seus estudos, tem uma infinidade de tempo livre e pouca direção a seguir. Explore, ganhe dinheiro, faça amigos, resolva mistérios, comece uma fazenda, cozinhe, pesque, implore aos Deuses Antigos, converse com os mortos, proteja-se da Lua e tente não morrer enquanto dorme.

O que se espera de um jogo de fazendinha... misturado a Lovecraft e Junji Ito!
Cada vez mais estou vendo o subgênero Horror Cozy tomando destaque e isso me deixa extremamente feliz, afinal ele une dois estilos que eu amo: Cozy Game e Terror.
Em minhas buscas por mais jogos que se enquadrem nestes estilos, acabei me deparando com a demo de Welcome to Elderfield na Steam, que me fisgou pelo seu estilo de arte que une pixels a mangás de terror dos anos 90, especialmente os do mangaka Junji Ito.
Aqui em Elderfield, a fazenda não é sua, mas sim do velho Hans, uma caveira imensa que não parou de crescer até acabar entalada e impossibilitada de cumprir com seus afazeres… E assim você vira fazendeiro.

Mas não tema, a aparência do fazendeiro Hans é o que você menos precisa se preocupar! Tudo em Elderfield é um tanto quanto bizarro para quem é de fora, como você e eu. O que me faz lembrar muito de obras como A Frequência Kirlian, Welcome to Night Vale ou Coragem, o Cão Covarde.
Cuidar de uma fazenda é o que se espera de jogos de fazendinha, mas nada aqui é o que se espera.
As plantas que você cuida podem tentar te matar, cortar grama ou quebrar pedras podem iniciar combates e os animais que você cuida são no mínimo peculiares - como uma vaca com tentáculos.

O sistema de pescaria, particularmente, costuma ser a parte que eu menos gosto nesses jogos, mas aqui eu achei bem tranquilo. Você só precisa acertar o timing do cursor um certo número de vezes para conseguir seu peixe.
Você pode usar peixes e outros ingredientes para cozinhar comidas que podem te curar, te abençoar ou te amaldiçoar.

Por falar em bênçãos e maldições, tais status não estão limitados ao combate. Como em um RPG de mesa, todas as suas ações terão consequências, e elas vêm por meio dos dados!
A maior parte das interações rodam um dado de 6 lados que vai definir a sua sorte. Afinal, nunca se sabe quando abrir uma lixeira vai te trazer uma arma útil deixada para trás ou um rato de duas cabeças.
Com tantos efeitos e coisas tentando te matar o tempo todo, tomar banho te regenera em troca da volta dos monstros ao mapa. Já dormir pode encerrar maldições ou iniciar novas. Mas saiba que não dormir pode ser ainda pior para sua saúde!

Você também pode ir até as minas coletar materiais e minérios para construir ou melhorar ferramentas e equipamentos, mas se o que você procura são combates, para isso existe o shopping…
Sim, o shopping! Este é o lugar mais perigoso e útil em Elderfield, pois você pode acabar se deparando com lojas, itens e equipamentos muito bons, porém com monstros extremamente bizarros que podem te atacar.

Ao ser atacado, inicia-se uma batalha por turnos. No início do seu turno, você ganha um número de Pontos de Ação (raio verde) que pode ser usado para causar dano, curar, amaldiçoar ou abençoar, como nos RPGs clássicos. Em último caso, você pode correr em desespero de volta para casa.
Mesmo em meio ao terror, ainda é aconchegante
Todas essas interações e tarefas são costuradas em meio à história da cidade de Elderfield, um lugar de testemunhos bizarros e assustadores, e que você pode desenvolver melhor por meio de explorações pela vizinhança, de gravações de programas da rádio, de interações com moradores locais, podendo até mesmo se relacionar romanticamente com alguns deles, e de assistir à TV com os últimos incidentes - e se você for corajoso, ir por si mesmo investigar.

Mesmo com sua vida sendo ameaçada o tempo todo, Welcome to Elderfield ainda consegue ser aconchegante.
A escolha de pixel art e mangá em meio a uma paleta de cores de outono é embalada por um lo-fi que soa calmo, sombrio e melancólico ao mesmo tempo, como se estivéssemos eternamente no Halloween.
Isso tudo em um dia chuvoso acompanhado por um chocolate quente é uma combinação perfeita para o fã de terror que quer um tempo para relaxar… ou quase.
A demo não tem limitação de tempo, mas também não disponibiliza todos os recursos presentes no jogo ou apresentados no trailer. Eu, por exemplo, levei 22 horas para fazer a maior parte das tarefas disponíveis.

O jogo ainda não tem uma data de lançamento, mas se minhas primeiras impressões despertaram sua curiosidade, a Alpha Demo está disponível na Steam para quem quiser dar uma chance.
Tchau tchau, kupo!











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