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Melhores Jogos de Digimon para Entrar no Mundo Digital

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Ao contrário da franquia da Nintendo, nem mesmo os maiores fãs chegam a um consenso sobre qual é o jogo de Digimon é mais fácil e amigável para iniciantes. Vamos ajudar você a escolher um.

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revisado por Romeu

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Você quer começar a jogar Pokémon? Qual é o melhor título para começar? Bom, nesse caso a resposta é fácil: Começar pelos games Red e Blue, do Gameboy, ou o Fire Red ou o Green Leaf, do Gameboy Advance, é uma boa pedida. Afinal, são os jogos mais simples, iniciais que explicam para você o básico e, depois disso, você vai seguindo os próximos games, como o Gold e Silver (ou seus remakes GoldHeart ou SilverSoul), que vão adicionando mecânicas novas com o passar dos games.

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Mas, o mesmo não acontece em Digimon. Nem mesmo entre a base de fãs há um consenso sobre qual é o melhor game para você começar. Não estou falando dos jogos mais complexos ou dos favoritos da comunidade, e sim daqueles que explicam melhor as regras, têm progressão clara e permitem aprender sem empacar em sistemas obscuros para que você possa entrar no mundo dos Digimons.

Então, se você quer começar a jogar Digimon sem se perder nas mecânicas, essa é a lista certa. Aqui escolhemos dez títulos que, pela experiência prática, são os mais amigáveis para quem nunca entrou de verdade nesse universo. Cada um com uma explicação direta do que o torna bom para quem está começando, e, se você ficar com dúvidas, deixe um comentário.

Digimon Story: Cyber Sleuth — Complete Edition (PS4, Switch, PC)

Esse é, para muita gente, o ponto de partida mais fácil. É um RPG por turnos com história clara e progressão bem guiada. O jogo ensina as noções básicas de captura, treino e digivolução sem jogar tudo de uma vez na sua cara.

Você vai montando equipe, trocando Digimon e entendendo tipos e habilidades em batalhas que lembram JRPGs tradicionais. Como o combate é por turnos, o ritmo é tranquilo, dá para pensar nas escolhas e experimentar combinações sem pressa.

A parte difícil é o endgame e as exigências de digivolução avançada, que pedem combinações muito específicas e grind de recursos. Alguns Digimon só aparecem com condições bem obscuras, o que força pesquisa na web ou muita tentativa e erro.

Há também um pico de dificuldade em batalhas finais que exige time bem otimizado, mas se você já jogou Pokémon ou qualquer RPG por turnos, vai se achar em casa aqui.

Digimon Story: Hacker’s Memory (PS4, Switch, PC)

Hacker’s Memory funciona como um irmão do Cyber Sleuth. Mantém a pegada de RPG por turnos, mas com alguns ajustes que deixam o fluxo de jogo mais ágil. A história é outra, mas os conceitos são os mesmos, então é ótima para aprender mais sem ter que reaprender tudo.

O sistema de evolução aqui costuma ser um pouco mais fluido, o que ajuda quem não quer perder tempo com menus difíceis. Mas, o jogo repete a mesma mecânica do antecessor, mas exige mais grind em certos momentos da campanha. As missões secundárias podem virar repetição cansativa e a gestão de skills e heranças é confusa no começo.

Para fechar tudo, pode ser necessário farmar muito e entender regras não explicadas. Em termos de acessibilidade, ele dá continuidade ao que Cyber Sleuth oferece e amplia as possibilidades sem complicar (e nem facilitar) demais.

Digimon World DS (Nintendo DS)

É um título mais antigo, simples e direto. A ideia central é coletar dados dos Digimon que você encontra e, quando completa 100% desses dados, você pode recrutar o monstro. Os menus são básicos, os controles são simples e a progressão é fácil de entender.

Porém, como você deve imaginar, coletar 100% dos dados de um Digimon depende de RNG e isso vira trabalho repetitivo quando falta pouco para completar. Interface e espaço de inventário são limitados, exigindo decisões constantes de gerenciamento. Chefes ou áreas mais avançadas pedem níveis altos, então há grind obrigatório.

Por ser portátil, ele também recompensa quem quer jogar em sessões curtas. Não espere um gráfico moderno, mas espere um sistema sem enrolação, mas com muito grind, que ensina o básico de colecionar e treinar Digimon.

Digimon World — Dawn (Nintendo DS)

Dawn é um RPG em turno com cara de jogo clássico. Tem missões que mostram passo a passo o que você precisa fazer e batalhas com formato previsível. Isso torna o jogo ideal para aprender como funcionam as posições em batalha, quais ações priorizar e como evoluir seu Digimon sem se afogar em opções.

A parte complicada é o grind para evoluções importantes e as missões de busca que se repetem muito. O jogo dá pouca orientação sobre melhores formações, deixando o jogador descobrir por conta própria. Em lutas contra inimigos mais fortes, fica claro que é preciso investir tempo em treino.

É o tipo de jogo que deixa o iniciante confortável: não fica te atropelando e permite que você jogue no seu ritmo, mas exige compromisso.

Digimon World — Dusk (Nintendo DS)

Dusk é praticamente o gêmeo de Dawn. As diferenças estão nos Digimon que aparecem em cada versão, mas a curva de aprendizado é a mesma. Se você é iniciante, escolher entre Dawn e Dusk é mais questão de gosto do que de conteúdo. Ambos ajudam a entender o que é um Tamer, como funcionam as missões e como montar uma equipe que responde bem em combate.

Porém, ele vem com as mesmas questões de Dawn: evoluções exigem níveis altos e há missões repetitivas que estendem a progressão. Diferenças de monstros entre versões podem forçar trocas e idas e vindas para completar times. Isso torna o ritmo mais lento para quem quer avançar sem pegar muito grind. Boa porta de entrada para quem prefere o formato portátil e tem paciência para missões e grind.

Digimon World: Next Order (PS4, Switch)

Next Order traz a ideia clássica de cuidar de Digimon para uma geração mais nova. Você cria e cuida de dois Digimon ao mesmo tempo, alimenta, treina e evolui enquanto explora áreas. O diferencial para iniciantes é que o jogo modernizou muita coisa que antes era excessivamente punitiva.

O sistema de cuidado, ao estilo Tamagochi, em tempo real é profundo, mas também cansativo: alimentar, curar e gerir status dos dois Digimon dá trabalho. A evolução e o crescimento exigem tempo e repetição de atividades, o que pode afastar jogadores que querem ação imediata. Há trechos longos sem checkpoints e alguns bugs de comportamento de IA.

Por um lado, há tutoriais claros e melhorias de qualidade de vida que tornam o processo menos frustrante. Mas, ainda precisa investir tempo, é verdade, mas o jogo mostra as etapas e facilita muita coisa que, em títulos antigos, era confuso.

Digimon All-Star Rumble (PS3, Xbox 360)

Se você quer entrar no universo Digimon de forma pura e simples, sem preocupações com evolução ou menus, esse é um caminho rápido. É um jogo de luta em arena, fácil de pegar e divertido no modo casual. Não ensina as mecânicas de captura e digivolução, mas é ótimo para se familiarizar com personagens, nomes e estilos dos Digimon.

O problema aqui não vem da complexidade, e sim da falta de profundidade no single player e de tutoriais claros. Para quem quer aprender técnicas mais avançadas, o jogo não explica combos nem matchups detalhados. A repetição das arenas e a falta de conteúdo prolongado são pontos fracos. Serve para quem prefere ação imediata e quer só experimentar o universo sem compromisso com sistemas de RPG.

Digimon Adventure (PSP)

Baseado no anime clássico, esse jogo agrada quem já conhece a história ou quer começar por aí. As batalhas em time e o foco nas evoluções seguem um padrão que muitos iniciantes entendem rápido, porque o jogo repete conceitos do desenho. No geral, os amantes do anime provavelmente vão querer começar aqui por causa dos rostos familiares.

Mas as missões repetitivas e a carga de cutscenes deixam a sensação de lentidão entre confrontos. A câmera e os controles podem ser travados em áreas 3D, atrapalhando combates mais rápidos. Alguns chefes aplicam dificuldade brusca se seu time não estiver bem nivelado.

A sensação é de jogar algo familiar, o que facilita aprender sem ler toneladas de menus. Se você curte a série, é um começo natural e confortável para entrar nos sistemas de batalha e desenvolvimento de Digimon.

Digimon World 3 (PS1)

World 3 é um RPG clássico que lembra bastante Pokémon no esquema de progredir por explorações e batalhas em turno. As mecânicas básicas são simples de captar: escolher ataques, administrar recursos e digivolver quando necessário. As regras centrais são fáceis de entender, o que faz dele uma boa opção para quem quer uma experiência retro sem enfrentar sistemas excessivamente complexos.

Contudo, a interface antiga e menus pouco intuitivos dificultam achar informações úteis sobre tipos e habilidades. Evoluções e requisitos podem ser obscuros, obrigando a testar muito para descobrir combinações que funcionam. Há grind considerável para acompanhar a curva de inimigos conforme avança. É uma boa escola para aprender os fundamentos.

Digimon World 2 (PS1)

Embora um pouco mais denso que World 3, World 2 expõe conceitos de organização de equipe e melhoria de atributos que ajudam o iniciante a entender como os Digimon crescem ao nível e função. Há mais leitura de menus e um ritmo mais lento, então não é o mais imediato da lista, mas quem topar o desafio aprende fundamentos sólidos que valem para quase todos os outros jogos da franquia. Em resumo, é uma escolha que exige mais atenção, mas paga esse custo com clareza sobre sistemas centrais de criação e combate.

Sistemas como engenharia genética e dungeon crawling são mais complexos e pouco explicados. Ritmo lento e leitura de muitos menus tornam o jogo menos imediato para novatos. Dungeons longas e inimigos que punem erros exigem paciência e planejamento.

Títulos exclusivos do Japão

Aqui, vamos fazer uma menção rápida para quem se interessa por importação ou fan translations: existem jogos lançados só no Japão que seguem fórmulas amigáveis de captura e evolução.

Como, por exemplo, Digimon Story Super Xros Wars Blue e Red (Nintendo DS), que são duas versões de RPG baseadas na série Xros Wars. Eles juntam o estilo de captura e equipe dos títulos Story com elementos exclusivos da saga Xros Wars. Assim como Lost Evolution, não foram lançados oficialmente no Ocidente, mas mantêm gameplay acessível para quem curte progressão de Digimon em batalhas e equipe.

Esses podem ser boas opções se você tiver como rodá-los via emulação ou importação, mas eles ficam fora da lista principal porque aqui eu considerei apenas títulos que tiveram lançamento oficial no Ocidente.

Outros exemplos são os títulos Digimon World Re:Digitize, do PSP, e Digimon World Re:Digitize Decode do Nintendo 3DS. Esses jogos trazem um estilo parecido com o Digimon World original, onde você cria, treina e evolui Digimon enquanto explora o mundo digital.

Ele moderniza a fórmula clássica com uma estrutura de história e sistemas mais claros, o que o torna um título potencialmente acessível para quem quer aprender os princípios de criação e evolução de Digimon de forma tradicional. A versão do 3DS é uma versão expandida e mais completa de Re:Digitize com conteúdo adicional, incluindo novos Digimon e capítulos extras. Ele mantém a mesma fórmula de simulação/treino de monstros do original, mas estendida e polida.

Conclusão

Se a sua ideia é entender rápido como funcionam captura, evolução e combate, comece por Cyber Sleuth ou por um dos títulos de DS. Se quiser algo mais direto e sem sistemas complexos, um jogo de luta ou um título baseado no anime já entrega a ambientação sem complicação. E se curte experimentar mecânicas de criação com calma, Next Order é um caminho moderno e menos punitivo.

Pronto. Pode pegar essa lista e escolher pelo tipo de experiência que prefere: narrativa guiada, ação direta, ou criação e cuidado de Digimon.