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Guia: Jogos com histórias que te fazem refletir sobre a vida

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Jogos podem desafiar sua perspectiva e provocar uma contemplação profunda sobre temas complexos, oferecendo uma experiência única e envolvente. Embarque em uma lista de jogos que podem te fazer refletir sobre a vida!

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revisado por Romeu

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Jogos que desafiam a narrativa convencional têm o poder de nos fazer refletir e questionar sobre vários aspectos da vida. Títulos que misturam elementos do cotidiano, sobrenaturais ou que deixam o jogador com mais perguntas do que respostas podem proporcionar experiências únicas e memoráveis.

Abaixo fiz uma lista com algumas recomendações de jogos que se encaixam nessa descrição. Eles costumam ter histórias profundas e envolventes que nos podem levar a discussões e reflexões fascinantes.

Deadly Premonition

Deadly Premonition foi lançado em 2010 com uma mistura de elementos de sobrevivência e investigação em uma narrativa de suspense e terror. O jogo rapidamente chamou a atenção dos jogadores, que perceberam semelhanças com a série de TV Twin Peaks.

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Francis York Morgan, um agente do FBI, lida com esquizofrenia e possui um amigo imaginário, com quem discute frequentemente sobre o cinema dos anos 80. Com o passar do game, a história também explora diversas realidades paralelas .

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Embora a narrativa seja complexa e desafiadora de seguir, o jogo se destaca por seu mundo aberto e por apresentar ciclos reais de 24 horas. Com o tempo, Deadly Premonition ganhou um status cult, especialmente devido à sua trama e ao gameplay inovador.

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No entanto, na época do lançamento, o jogo não foi um grande sucesso e, até hoje, é reconhecido pelo Guinness como o “jogo de sobrevivência mais polêmico”.

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Bright Lights of Svetlov

O jogo é baseado em eventos reais e conta a história de três pessoas que vivem em um complexo de apartamentos na antiga URSS durante a década de 1980.

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Bright Lights of Svetlov fez um ótimo trabalho em mostrar essa realidade sombria, misturando a banalidade da vida cotidiana com uma corrente oculta de medo e incerteza. O jogo foi feito por um desenvolvedor chamado Vladimir Cholokyan, que curiosamente não viveu naquela época.

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Para complementar a natureza do jogo, você raramente joga fora do apartamento de quatro cômodos que é sua casa. Além de sair uma vez para fora, para a garagem, e uma vez no porão, tudo se passa atrás das mesmas quatro paredes, que ajuda a criar uma atmosfera claustrofóbica bem adequada à história que vai se desenrolando no jogo.

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Você realiza coisas cotidianas para progredir de capítulo em capítulo. As tarefas incluem cozinhar sopa, colocar papel de parede no quarto da sua filha, remover o lixo e tirar o pó. Apesar da natureza tediosa dessas tarefas, o jogo nunca parece tedioso, deixando sempre uma vírgula de dúvida sobre o que está acontecendo naquele ambiente. Apesar da falta de ação, sempre há uma atmosfera ligeiramente ameaçadora onde nunca nos sentimos realmente confortáveis em andar por ali.

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O autor fez um excelente trabalho ao recriar um bairro típico da antiga URSS, especificamente o próprio apartamento de dois quartos. Pequenas coisas como bálsamo de Riga, trapos, bacias, baldes de ferro, livros didáticos... tudo isso enche o jogo e ressoa na alma.

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O jogo não é longo, podendo ser completado em uma hora e meia, mas conforme os fatos vão acontecendo, nos deparamos com um final trágico e altamente reflexivo.

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Dear Esther

Dear Esther é um jogo em primeira pessoa que convida os jogadores a explorar uma ilha abandonada, o que pode resultar em experiências muito diferentes para cada um. O protagonista é um homem que lembra sempre de sua esposa, Esther, que faleceu em um acidente.

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Com uma atmosfera sombria, uma trilha sonora melancólica e uma narrativa triste, o jogo pode evocar sentimentos negativos em alguns jogadores, enquanto toca profundamente o coração de outros.

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À primeira vista, pode parecer um jogo comum, mas sua profundidade emocional e a forma como a história é contada o tornam único. À medida que você explora a ilha deserta, fragmentos de uma carta são lidos pelo personagem principal, e como esses trechos são escolhidos aleatoriamente, cada jogada oferece uma nova perspectiva sobre a história e a situação emocional do protagonista.

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A exploração da ilha é feita de diversas maneiras, e a cada nova jogada, você descobre novos detalhes que ajudam a entender melhor o que aconteceu com Esther,

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Originalmente criado como um MOD de Half Life 2, Dear Esther se destaca por sua narrativa envolvente e pela experiência única que proporciona.

Catherine

Catherine se destaca por sua narrativa envolvente e temática adulta. A história gira em torno de um homem atormentado por sonhos e pesadelos, refletindo sua necessidade de confrontar responsabilidades, amadurecimento e sentimentos.

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Esses elementos se transformam em um verdadeiro quebra-cabeça, onde os desafios que o personagem enfrenta estão diretamente relacionados aos seus sonhos.

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A abordagem do jogo é única, combinando uma visão erotizada com uma narrativa sobrenatural, o que o torna difícil de resumir. Catherine conquistou uma base de fãs dedicada ao longo dos anos, o que explica sua resiliência no mercado.

Pathologic

Pathologic é um jogo de origem russa lançado em 2005 para PCs, que se destaca por sua proposta artística. A narrativa gira em torno de uma doença misteriosa que afeta os moradores de uma pequena vila. Os jogadores têm a opção de escolher entre três personagens diferentes, cada um com a missão de sobreviver e descobrir a origem da enfermidade.

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Embora à primeira vista possa parecer um RPG convencional, ele se diferencia pela sua narrativa multifacetada, que apresenta diferentes pontos de vista dependendo do personagem escolhido.

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Essa característica, juntamente com a necessidade de completar missões dentro de um tempo limitado, proporciona uma experiência única. Apesar de ser um jogo com uma história pesada, ele é altamente valorizado por seu enredo envolvente e pela experiência singular que oferece aos jogadores.

The Path

Embora não tenha alcançado grande sucesso comercial, o jogo gerou polêmica devido às diversas interpretações que sua história, contada de forma abstrata, permite. Em The Path a narrativa gira em torno de seis garotas que se perdem em uma floresta e são atacadas por lobos.

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Para alguns críticos, The Path é visto como uma metáfora sobre o crescimento e a jornada pessoal de cada jogador. No entanto, muitos outros interpretam a narrativa como uma representação de meninas que caem em situações de exploração sexual, uma conotação que pode ter contribuído para a deturpação da percepção do jogo. Essa interpretação é reforçada pelas imagens de violência presentes na narrativa.

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Mas o game não se destaca apenas por sua proposta artística e história pesada, mas também por provocar discussões profundas sobre temas sensíveis, refletindo a complexidade da experiência de jogo e as diferentes maneiras como os jogadores podem se conectar com a história.

The Void

The Void é desenvolvido pela Ice-Pick Lodge, o mesmo estúdio responsável por Pathologic, e foi lançado em 2009, focando no público de gamers de PC. Nele, o jogador assume o papel de uma alma perdida em um vácuo entre a vida e a morte, em um mundo predominantemente monocromático. A cor, nesse universo, funciona como uma moeda e também como um medidor de energia do jogador.

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Os jogadores podem gastar essa energia ao ceder cor a outros personagens, mas essa ação pode resultar na morte do protagonista. Por outro lado, se o jogador optar por não abrir mão da cor, ele encontrará dificuldades para progredir no jogo, o que torna a experiência bastante intrigante.

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Existem personagens chamadas Sisters, que solicitam cor em troca de ajuda, mas ceder cor a elas pode irritar os Brothers, que atacarão o jogador caso isso ocorra. A narrativa de The Void não apresenta um lado bom ou ruim, permitindo que cada jogador interprete a história de maneira única. Essa liberdade interpretativa é uma das características que tornam o jogo interessante e envolvente.

That Dragon, Cancer

That Dragon, Cancer é uma autobiografia interativa que retrata a experiência dos Greens ao criar seu filho Joel, diagnosticado com câncer terminal aos doze meses de idade. Após o diagnóstico de um tumor rabdoide teratoide atípico, os médicos deram a Joel apenas quatro meses de vida. No entanto, ele desafiou as expectativas e viveu por mais quatro anos, mesmo desenvolvendo sete tumores adicionais. A condição de Joel resultou em um desenvolvimento mental atrasado, e ele não conseguia falar aos dois anos, necessitando de cuidados constantes e de várias visitas a médicos e hospitais para tratamento paliativo e quimioterapia.

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No início de 2014, a saúde de Joel deteriorou-se, levando os Greens a se mudarem temporariamente do Colorado para São Francisco para participar de um teste experimental de medicamento. Infelizmente, o novo tratamento não trouxe alívio e, seguindo o conselho médico, decidiram remover sua sonda de alimentação. Joel faleceu em 13 de março de 2014, aos cinco anos.

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A ideia para o jogo surgiu quando Joel tinha quatro anos. Ryan e Amy Green sentiram que os anos adicionais com ele, após o diagnóstico, foram um milagre. Antes de That Dragon, Cancer, Ryan havia criado jogos menores com um enfoque emocional, como Giga Wife, que explorava interações de relacionamento de forma semelhante a um jogo do tipo Tamagotchi. Ele desejava compartilhar suas experiências como pai de Joel com um público mais amplo e acreditava que um videogame interativo seria uma forma eficaz de transmitir uma mensagem de esperança e graça. Ryan comentou que, por meio dos videogames, "você pode criar um mundo e convidar o jogador a vivê-lo e amar o que você criou".

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O título do jogo foi inspirado em uma história que os Greens contaram aos outros filhos sobre a luta de Joel contra a doença, usando a metáfora de um bravo cavaleiro enfrentando um dragão chamado Câncer. Os jogadores vivenciarão os altos e baixos dessa jornada em um formato de point and click, aproveitando a interatividade e a imersão para contar a história de maneiras que um filme não conseguiria. Inicialmente, o jogo foi desenvolvido para refletir a experiência pessoal de Ryan e Amy enquanto lidavam com a incerteza da saúde de Joel, mas após sua morte, eles reestruturaram grande parte do game para incluir suas interações e momentos com Joel.

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That Dragon, Cancer foi lançado em 12 de janeiro de 2016, coincidentemente no sétimo aniversário de Joel. O jogo foi amplamente elogiado como um exemplo de videogame como forma de arte e uma experiência autobiográfica crua, desafiando os jogadores a confrontar emoções difíceis. Juntamente com o jogo, um documentário intitulado Thank You for Playing, que documenta os últimos anos da vida de Joel e o desenvolvimento do jogo, foi exibido em 2016.

Conclusão

Videogames têm o poder de nos transformar, seja por uma experiência em um jogo fictício ou em um jogo com uma história real. Após experimentar alguns desses jogos, com certeza sua percepção sobre alguns aspectos da vida mudará, como mudaram a mim!

Conhece mais algum jogo que tenha temas profundos e que nos faça refletir? Comente!

Espero que essa pequena leva de games possa te instigar a jogar algum deles. Até a próxima!