Por muito tempo, God of War foi sinônimo de sangue, raiva, gore, deuses sendo executados das maneiras mais cruéis possíveis e Kratos, o Fantasma de Esparta, quebrando tudo no centro das atenções.
Um belo dia, a Santa Monica, embalada pela fase de vida vivida pelo grande cérebro do time, Cory Barlog, decidiu deixá-lo mais “calmo e racional”. Um filho, uma história na saga nórdica, e de repente um embate épico com Thor. Grande história, bela repaginação, está fechada a aventura nas terras do Pai de Todos.
Claro, após o remake da trilogia grega ser anunciado e Sons of Sparta, metroidvania dentro do universo da IP, surgirem, os fãs já estariam alimentados o suficiente de jogos. Ainda mais com a série do Prime Video a caminho, é bom recordar isso. Acredite ou não, erramos. God of War pode mudar de direção, mais uma vez.
Importante: cuidado com spoilers!

God of War tem Atreus, o Loki, filho de Kratos
Atreus se tornou um personagem jogável em God of War: Ragnarok, segundo jogo da série onde os corvos de Odin observaram tudo. Ainda no final do primeiro jogo, lançado em 2018, o garoto teve seus poderes divinos revelados. Ele é Loki, aquele mesmo, das trapaças que muitos veem como um vilão.

Dentro do jogo, onde o próprio Thor fugiu dos padrões Marvel e se apresentou como um parrudo ruivo e com muita sede de porradaria — uma das apresentações mais dignas possíveis, diga-se de passagem —, Loki também viveu suas próprias confusões. Após conhecer a filha do deus do Trovão e Angrboda, outra gigante, ele decide partir para saber mais sobre suas origens.
É aqui onde uma das pontas soltas da série fica: para onde Loki foi? Jotunheim? Um lugar ainda não mostrado na franquia? Bem, não sabemos, mas ele parece ser um deus sedento por sabedoria.

Esse fio da sabedoria, usado por Odin de maneira maléfica para tentar reverter seu destino cruel, liga não só Atreus, mas uma personagem de peso da saga grega: Atena. Não ficou claro o segredo por trás do artefato, e recentemente descobriram, por meio de datamines, uma ligação entre ele e o filho de Kratos.
Além do remake da trilogia, aparentemente os ventos da Grécia ainda sopram firmes dentro da IP. Como Atreus será usado em torno disso? Fica nas mãos dos excelentes roteiristas da Santa Monica Studio. Claro, isso também vem com um desafio: fazer isso interessante o suficiente para vingar sem Kratos. Seria esse o caminho escolhido pela desenvolvedora da PlayStation?
Faye também pode surgir como protagonista
Em God of War Ragnarök, Faye não aparece apenas como memória distante. A personagem, também chamada de Laufey, é a força invisível que conduz os acontecimentos da trama. Mesmo após sua morte, a mãe de Atreus influencia decisões, revela segredos e conecta o passado ao destino do Ragnarök.
Faye era uma gigante dos Jotnar e conhecida como Laufey, a Justa. Diferente da imagem frágil que Kratos construiu inicialmente, ela foi uma guerreira poderosa, respeitada em Jotunheim. Além disso, escondeu sua verdadeira identidade do próprio marido durante anos, protegendo segredos que mudariam o rumo da história.
Em God of War, é o último desejo de Faye que dá início à jornada: espalhar suas cinzas do ponto mais alto dos reinos. No entanto, Ragnarök aprofunda esse legado. O jogo revela que ela já conhecia parte das profecias dos gigantes e tomou decisões calculadas para quebrar o ciclo previsto.
A relação entre Faye e Kratos também ganha novas camadas. Flashbacks mostram que ela sabia quem ele era antes mesmo de ele contar seu passado. Ainda assim, escolheu ficar ao seu lado. Mais do que isso, acreditava que Kratos poderia mudar, contrariando as profecias que o apontavam como destruidor inevitável.

Por fim, Faye representa o elo entre dois mundos: o legado espartano de Kratos e a herança gigante de Atreus. Sua influência é o que impulsiona a transformação dos dois personagens ao longo de God of War Ragnarök. Mesmo ausente fisicamente, ela é uma das figuras mais importantes de toda a saga nórdica.
Agora, de acordo com rumores, ela terá seu próprio jogo. No estilo Devil May Cry e em um prólogo? Cory Barlog e a Santa Monica ainda não vieram a público falar sobre, mas as especulações, sim, apontam para esse destino. Há um momento na narrativa do segundo game em que vimos um cenário completamente destruído pela luta entre Faye e Thor, por exemplo. Seria o título o palco desse showdown de milhões?
A série God of…
É importante ressaltar também o fato de a PlayStation estar cuidando das suas franquias de maneiras bem diferentes. A série Ghost of surgiu após o sucesso de Ghost of Tsushima e a revelação de Ghost of Yotei. A ilha defendida por Sakai deu espaço à história de vingança de Atsu com uma simples mudança de região e época histórica do país. Não seria a primeira vez.
Uma série chamada “God of” abriria espaço para diversas outras histórias. E em tantas outras mitologias. Um prato cheio para quem gosta das invenções e interpretações dessas narrativas. Sem Sakai, Atsu encontrou diversos easter eggs sobre o Fantasma, inclusive é chamada dessa forma. Sem Kratos, quem subirá o Olimpo para trazer o futuro à IP? Conta para a gente nos comentários!











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