Final Fantasy

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Dissidia Duellum Final Fantasy: A História dos Novos Personagens do Roster

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Confira a história dos novos personagens adicionados à Dissidia Duellum Final Fantasy no lançamento do novo mobile da Square Enix!

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revisado por Tabata Marques

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A Square Enix está prestes a lançar mais um capítulo da franquia da famosa série de spinoffs Dissidia. Dissidia Duellum Final Fantasy tem lançamento mundial marcado para 24 de março de 2026, para iOS e Android. O jogo é co-desenvolvido em parceria com a NHN PlayArt e é gratuito com compras dentro do aplicativo.

Desta vez, a premissa do título segue a estrutura clássica do estilo isekai: os guerreiros da luz se veem transportados para um mundo desconhecido onde um enorme cristal existe em Tóquio, mas uma energia misteriosa invoca enxames de monstros na cidade, drenando a vitalidade dos civis — um fenômeno batizado de "aggressions".

Os Guerreiros da Luz surgem para combater os monstros e desaparecem logo em seguida, levando a população a batizá-los de "Fantasmas".

Os Novos Personagens de Dissidia Duellum Final Fantasy

O trailer mais recente do título, além de revelar a data oficial de lançamento, também apresenta os novos personagens que adentrarão o roster de heróis, completando todos os 16 jogos principais da franquia Final Fantasy.

Firion (Final Fantasy II)

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Um dos quatro heróis de Final Fantasy II, Firion cresceu na vila de Fynn junto de seus irmãos adotivos. Quando o Império de Palamecia invade e queima a cidade, ele e os demais heróis tentam fugir e são atacados por cavaleiros negros imperiais. Ao acordar em Altair, quartel-general da Rebelião da Rosa Selvagem, Firion se junta à resistência.

Firion foi o primeiro herói da franquia a ter um nome fixo, história e motivações — uma pequena revolução para os padrões dos RPGs de 1988. Ele luta pela liberdade e carrega um ideal concreto, mas não foi um personagem de muitas camadas pelas limitações técnicas da época. Ele é a personificação do jovem que pega em armas porque não tem mais nada a perder e acredita que vale a pena lutar pela sua liberdade diante da opressão de um tirano.

Os personagens de Final Fantasy II evoluem com base em proficiência em armas e magia. Firion é um especialista em armas na série Dissidia e empunha diversas delas para ataques variados.

Onion Knight (Final Fantasy III)

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Onion Knight é o representante de Final Fantasy III. Assim como o Warrior of Light, ele não é um personagem construído no jogo original. Os quatro protagonistas de FFIII são órfãos anônimos criados pelo ancião Topapa na vila de Ur, sem nome, personalidade ou arco pessoal. O que os define são as Jobs — e o Onion Knight é a classe com que começam.

O Remake em 3D para o PlayStation Portable trouxe mudanças para o enredo ao introduzir os quatro heróis como personagens definidos com nomes e personalidades distintas: Lunneth, Refia, Arc e Ingus. Mas o Onion Knight de Dissidia foi criado por Tetsuya Nomura para os Dissidia originais, onde ganhou a identidade de um jovem que detesta ser tratado como criança e sempre tenta provar o seu valor.

Sua função no Duellum ainda não foi confirmada, mas considerando que o sistema de Jobs é uma mecânica que também foi explorada em Final Fantasy V, cuja representante no jogo é Krile, seria natural que os dois personagens tivessem papéis complementares ou semelhantes no novo título.

Rikku (Final Fantasy X)

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Rikku é a representante de Final Fantasy X. Ela é mais um desvio do esperado para o título — que possui Tidus e Yuna como protagonistas — e reforça o padrão já apresentado no roster anterior com Prompto: a possibilidade de apostar em personagens que tendem a se encaixar com mais dinâmica à estética da Tóquio contemporânea.

Spira, o planeta onde se passa o jogo, vive sob o domínio de Yevon, uma teocracia que governa com base no medo de Sin, uma criatura colossal que emerge do oceano e destrói cidades inteiras. A doutrina de Yevon proíbe o uso de machina, alegando que foi o abuso tecnológico que gerou Sin no passado. Quem rejeita essa proibição é tratado como herege. Os Al Bhed são esse povo herege. Uma minoria étnica reconhecível pelos olhos verdes com pupilas em espiral, que mantém sua própria língua e continua usando machina abertamente.

Rikku é uma Al Bhed, filha de Cid, o líder do grupo, e prima de Yuna pelo lado materno. Ela é quem encontra Tidus quando ele chega a Spira. Mais tarde, ela tenta sequestrar Yuna para interromper a peregrinação porque sabe que summoners morrem ao invocar o Aeon Final para derrotar Sin. Quando fracassa, pede para se tornar a última guardiã de Yuna.

Em combate, ela usa garras e tem especialidade em roubar itens e desmontar componentes de inimigos mecânicos. Seu Overdrive combina dois itens de inventário para gerar efeitos imprevisíveis em batalha, desde curas em massa até vencer uma batalha instantaneamente. No Duellum, ela deve chegar como Agile, mantendo a mobilidade e a versatilidade que sempre definiram seu estilo de luta em FFX.

Iroha (Final Fantasy XI)

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Se poucas pessoas que não jogaram Final Fantasy XI e nem outros títulos de Dissidia mal sabem quem é Shantoto — representante frequente do título nos spin-offs —, menos ainda conhecem Iroha.

Assim como Final Fantasy XIV, FFXI é um MMORPG ativo por mais de duas décadas, com uma lore distribuída ao longo de cinco expansões completas e cenários adicionais. Iroha é a protagonista do arco Rhapsodies of Vana'diel, lançado em 2015 para encerrar o arco dos primeiros quatorze anos da história do jogo.

Iroha é filha de Tenzen, um samurai que aparece nos arcos anteriores do jogo. Ela recebeu a bênção da Phoenix de seu pai quando estava prestes a morrer e cresceu nesse mundo consumido até que o espírito de uma deusa mandou-a de volta ao passado. Mas o próprio universo rejeita sua existência naquela linha de tempo e tenta corrigi-la com a morte, e apenas a Phoenix consegue mantê-la viva, ressuscitando-a cada vez que o tecido temporal causa sua morte.

Ela luta como samurai no sistema de Final Fantasy XI, combinando habilidades com armas de duas mãos e magia de reforço, sempre com a possibilidade de ressuscitar uma vez por batalha graças ao poder de Fênix. Em Duellum, ela pode carregar a função Melee.

Balthier (Final Fantasy XII)

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Final Fantasy XII trocou os protagonistas jovens e heróicos por uma trama sobre política ao estilo de ópera ambientada no mundo de Ivalice — o mesmo de Final Fantasy Tactics. O reino é ocupado pelo Império Archadiano enquanto uma resistência em torno da princesa Ashe de Dalmasca tenta se reagrupar. O protagonista da trama é Vaan, um jovem de rua que sonha em ser um pirata do céu. Na prática, Ashe e Balthier são os personagens que conduzem o enredo.

Autodenominado protagonista, Balthier é um pirata do céu e percorre Ivalice em sua nave pessoal ao lado de sua parceira Fran, uma Viera. Utiliza uma pistola e possui um humor elegantemente seco e irônico que nunca perde a compostura.

Seu nome verdadeiro é Ffamran mied Bunansa, mas se perguntar, ele negará; é o lembrete de ser filho do Dr. Cid, cientista-chefe do laboratório Draklor a serviço do Império e um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do nethicite, a pedra mágica que sustenta o poder militar de Archadia.

Ranged é facilmente o papel que mais combina com Balthier em Dissidia Duellum, onde compartilhará com Prompto Argentum a função de atacar com pistolas e outros maquinários.

Clive Rosfield (Final Fantasy XVI)

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O mais recente protagonista no roster, Clive Rosfield é o herói de Final Fantasy XVI e filho primogênito da Casa governante de Rosaria. Valisthea, mundo de onde veio, é dividido entre nações que sustentam poder e domínio político e territorial através dos Cristais-Máter e dos Dominantes — seres humanos que servem de hospedeiros para os Eikons. Ao nascer, Clive deveria ter herdado o poder da Phoenix, mas foi seu irmão mais novo, Joshua, que o fez.

Sem um Eikon e desprezado pela família, Clive jura proteger Joshua como o Escudo de Rosaria, mas falha: durante um ataque do império teocrático de Sanbreque, no que ficou conhecido como "A Noite das Chamas", Joshua é morto por um misterioso Eikon das trevas. O herói, agora transformado em escravo, passa treze anos jurando vingança pela morte de Joshua — apenas para descobrir, no desenrolar da trama, que o Dominante de Ifrit que ele jurou matar é, na verdade, ele próprio.

Clive é um dos protagonistas mais bem-executados da franquia Final Fantasy e maior ponto alto da trama de FFXVI. No Duellum, ele pode chegar como Melee, empunhando sua espada Invictus e os poderes de Ifrit e de Phoenix.

Quais são os próximos passos?

Com lançamento previsto para 24 de março, Dissidia Duellum tem recebido recepção mista do fandom. Por um lado, alguns se empolgam com a ideia de um novo título da série de spin-offs e com o setting na Tóquio moderna como um sopro de vida para personagens já consolidados. Por outro, a execução do título como gacha e as críticas em torno das limitações regionais e do longo histórico de jogos mobile da Square Enix que fecharam em poucos anos, ou até em meses, levantam ceticismo e críticas pesadas à insistência da empresa com o modelo.

Para o roster, o próximo passo previsível seria a inclusão dos vilões. Dissidia nunca estaria completo sem a presença dos antagonistas e existem diversos entre eles capazes de proporcionar experiências atípicas para a Tóquio moderna. Resta saber como a Square Enix pretende executá-los para o novo título e se haverá tempo e confiança da base de jogadores para a aparição de Sephiroth, Kefka, entre outros, animar o público.