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Jogos lendários que não envelheceram bem

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Embora todos esses clássicos sejam ótimos, seus gráficos, mecânicas e detalhes técnicos estão datados e seus sucessores os superam. E muito.

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Voltar aos jogos clássicos é uma tradição de vários jogadores, mas, às vezes, ver esses games através dos óculos da nostalgia os deixa mais bonitos do que realmente eram. Olhando para trás, é fácil entender por que eles são tão amados pela comunidade gamer.

Esses são alguns jogos dos quais nos lembramos com carinho, de uma época em que jogávamos mais despreocupados. Buscamos voltar a esses games na esperança de ter aquela sensação de volta. Mas o problema é que eles nem sempre resistem ao teste do tempo.

Lembra da época em que você via os jogos de futebol do PlayStation 2 e dizia: “É tão realista! Parece que estou vendo o jogo.” Para a época, a mecânica e os gráficos eram incomparáveis. Mas, hoje, eles são visivelmente toscos, parecem blocos empilhados. Especialmente nos últimos anos, a tecnologia na indústria de jogos disparou, melhorando sua qualidade e funcionalidade; olhar para esses games antigos fica dolorosamente difícil.

Mas vamos deixar algo bem claro: muitos desses jogos clássicos têm uma excelente qualidade de história, e muitos deles superam facilmente os títulos modernos. O que vamos ver são questões de funcionalidade, mecânica e outros detalhes que tornam as versões modernas uma escolha melhor para quem quer voltar a sentir um gostinho de nostalgia. E, se faltou algum, ou se você tem alguma dúvida, é só deixar um comentário.

Dark Souls

Definitivamente um clássico. Embora Dark Soulslink outside website seja inquestionavelmente ótimo e provavelmente ainda seja um dos jogos mais difíceis já produzidos, após jogar Dark Souls 2 ou Dark Souls 3 (ou mesmo Bloodborne) simplesmente não dá mais. Alguns pontos, como o level design das fases, ou mesmo o fato de o jogo fazer você percorrer todo o mapa várias vezes sem viagens rápidas, fazem com que toda a experiência pareça exaustiva.

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Comparado aos outros jogos, o combate é desajeitado, não responde bem e é frustrante para um jogo que já pune você naturalmente. E com esses problemas, então? Aí vira masoquismo. As hitboxes e o rastreamento dos ataques de agarrar são ridículos em comparação com os jogos posteriores e até mesmo com os jogos de sua época. Além disso, alguns desses ataques em área dos chefes são simplesmente insanos. Para a época, poderiam ser bons, mas, comparados à evolução de hoje, ficam injogáveis. Queremos um desafio, não uma tarefa impossível.

Call of Duty

Call of Duty está no seu melhor momento para a comunidade gamer. Isso acontece principalmente porque, como um barco à deriva numa noite sem estrelas, a franquia perdeu seu rumo (poético, não?). O jogo passou de um dos primeiros a popularizar os games FPS para ter robôs espaciais se batendo em um campo de batalha futurista. Realmente, muita gente torceu o nariz quando um jogo que considerava sério e realista se tornou um sci-fi.

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No entanto, jogar os primeiros games significa que você vai ter que lidar com mecânicas datadas. As hitboxes eram quase tão terríveis naquela época quanto os gráficos. O combate não é nem de longe tão dinâmico ou interessante quanto qualquer um de seus sucessores, sem mencionar que o diálogo e o áudio terríveis tornam o original uma dor de cabeça maior do que um passeio nostálgico.

Um jogo que não passa na “Regra dos 15 anos” e é melhor você manter só na sua memória, onde ele é bem melhor do que realmente é. Além disso, você pode simplesmente esperar Call of Duty: World War II se estiver ansioso por algum combate na Segunda Guerra Mundial.

GoldenEye 007

Eu tenho muito boas lembranças de jogar num Nintendo 64 e revezar aquele controle estranho depois de morrer por causa de uma bomba de proximidade escondida numa porta ou numa caixa que me daria a apelativa Pistola de Ouro. GoldenEye 007 era ótimo antigamente, mas sempre que volto para experimentar aquele doce Golden Gun, fico atormentado pelos problemas deste jogo.

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Além dos grandes avanços desde então — como mirar na mira, soltar balas ou controlar o recuo —, o combate não é tão satisfatório, pois você se verá acertando tudo, menos o que está mirando. É o mesmo que alguns dos outros, já que as hitboxes são terríveis e, embora conseguir a Golden Gun tenha sido um destaque e meu único objetivo, ela é totalmente decisiva. Não há nada mais frustrante do que levar um tiro com a arma mais precisa e versátil do jogo, enquanto todos os outros tiros de pistola atingem a parede traseira.

Assassin's Creed

A franquia sempre foi muito divertida e uma ótima maneira de aprender sobre como assassinar alguém na Idade Média, no Egito, no Japão Feudal e em outros períodos históricos. No entanto, parte da nostalgia e da sensação de revisitar aquele jogo original que te empolgou tanto na época não supera os problemas do jogo.

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A pior parte do primeiro game é a mecânica do parkour. Fica muito complicado aguentar, após tantos avanços na franquia, você se jogar lá do alto de uma torre para a sua morte porque o jogo interpretou errado seu comando de “subir” como “pular”.

Ninguém com um pouco de inteligência pularia de uma torre do nada, mas o jogo acha que sim. O combate também é muito fácil. Hoje existem mecânicas de parry e rolamento, mas lá era uma questão de sair empilhando corpos. As falhas frequentes de colisão com objetos tornam este jogo muito frustrante para jogar atualmente. Espere um remake. Estão fazendo remake de tudo. Uma hora o remake sai.

Mass Effect

Atualmente, se você quer jogar Mass Effect, a versão Legendary Edition resolve muitos dos problemas do original. Mas, se você quer experimentar o game original para ter a experiência real do lançamento de 2007, então você vai acabar se frustrando. O combate era terrível. O sistema de cobertura não ajudava. Inimigos atacavam de pontos cegos na tela, e você corria para saber de onde estavam vindo os tiros.

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Os gráficos também ficaram datados, a animação de corrida de Shepard é dura e robótica, os controles do Mako são terríveis, e a Shepard mulher não tem nem mesmo um rosto padrão (ela só foi ganhar uma cara única no terceiro jogo). Vá direto para a versão Legendary se quiser experimentar Mass Effect, ou jogue Mass Effect Andromeda, que é sim legal apesar dos problemas.

Pokémon Red e Blue

Outro jogo que, se você quer experimentar um pouco de nostalgia ou conhecer como tudo começou, é melhor ir nas versões Leaf Green e Fire Red, porque o original de Game Boy está muito, mas muito datado. O som dos bichinhos que o portátil original da Nintendo conseguia produzir era muito agudo e chega a doer os ouvidos.

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O jogo tem problemas de travamento quando o console faz cálculos internos absurdos, e conseguir uma simples bicicleta demora uma eternidade. Além disso, o design antigo dos monstrinhos realmente era sofrível. Coitado do Charmeleon: nunca foi o favorito de ninguém (todos adoram a fofura de Charmander e a imponência de Charizard, mas o Charmeleon é apenas aquele meio-termo sem nada de especial). Nem o GenWunner mais apaixonado realmente acha bom jogar o original hoje em dia.

Mortal Kombat

Mortal Kombat não foi apenas um dos jogos mais controversos já feitos, mas também revolucionou a forma como jogamos videogame, com a criação de um sistema de classificação indicativa que existe até hoje. Porém, o primeiro game é tão tosco hoje em dia. A captura de atores reais, que era incrível na época, hoje é tão pixelada que mal dá para reconhecer os personagens e suas expressões durante a luta. E Sonia, com aquela roupa de academia? O que aconteceu? Ela terminou o pilates e foi participar do torneio?

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Os problemas que vemos hoje são as hitboxes terríveis e os golpes com poucos quadros de animação repetidos, que não podem ser usados de forma eficaz em um combo. Com visuais datados, acertos estranhos (principalmente na luta contra Reptile, que era muito mais veloz do que os outros lutadores) e a mesma música monótona, este jogo não faz jus às suas memórias. Deixe-o lá atrás e fique com o Mortal Kombat 1 mesmo.

The Witcher 1

Este é um exemplo de jogo que envelheceu mal demais. Principalmente se compararmos com a obra-prima que é The Witcher 3, jogar The Witcher 1 é um desafio que só os maiores fãs da franquia enfrentarão. Este é um que dói de tão datado que está. Vamos falar dos visuais? Podemos falar, mas seria redundante — afinal, é claro que os visuais atuais são melhores — então vamos deixar isso de lado e abordar o maior problema: o sistema de postura de combate.

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Podia até ser algo revolucionário e diferente, mas era terrível. Mudar de postura no meio da luta, dependendo do inimigo, dependendo da situação, funcionaria se o jogo não mandasse três ou quatro inimigos de uma vez. Então, ficar trocando de estilo para este ou aquele inimigo, tendo que saber quem toma mais dano com este ou aquele estilo, e morrer antes de descobrir. Há rumores de um remake. Rezemos!

Tomb Raider

Antes de Lara Croft ser um ícone cultural interpretada em filmes por nomes como Angelina Jolie, Lara Croft atravessava tumbas e catacumbas cavernosas e resolvia quebra-cabeças antigos e misteriosos como a Tomb Raider. As aventuras de Lara Croft foram elogiadas por jogadores e críticos devido ao conceito e aos gráficos revolucionários, sem contar os inúmeros rumores e lendas sobre como deixá-la nua durante a aventura — coisa que nunca aconteceu.

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Embora a atmosfera se mantenha, os gráficos, compreensivelmente, não. Considerando há quanto tempo ele foi feito, era claro que os gráficos estariam datados. No entanto, um problema ainda mais gritante são os controles absurdamente ruins do jogo. Tomb Raider surgiu numa época em que os jogos 3D eram um fenômeno novo, e os desenvolvedores não entendiam muito bem como fazer um personagem se mover fluentemente em espaços tridimensionais.

Temos uma versão remasterizada atual com controles mais sólidos. Então, se quiser uma viagem no tempo, você pode revisitar o Tomb Raider 1 sem precisar se irritar com controles frustrantes e gráficos quadrados.