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10 Jogos que Merecem uma Segunda Chance

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Veja 10 jogos que tiveram começos promissores, mas acabaram perdendo sua base de fãs e merecem ser revisitados ou ganhar continuações

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Se existe uma parte mais difícil do que lançar um jogo, essa parte é reter os jogadores. Às vezes, as empresas planejam e trabalham em jogos que prometem “ação eletrizante”, “jogabilidade viciante”, “história envolvente”, “disputas cheias de adrenalina” e qualquer outro adjetivo que o marketing conseguir pensar para vender a ideia de que o jogo será algo inovador, interessante e revolucionário.

Às vezes eles até conseguem e os jogadores ficam envolvidos com o jogo… por algum tempo. E depois, vemos os números de players caírem até que o game fique entregue às moscas. Porém, alguns desses têm boas ideias, jogabilidade inovadora ou alguma mecânica que merece ser revisitada e revista, nem que seja para você ter certeza se o jogo era aquilo mesmo que você achou que era.

Vamos falar de dez jogos que mereciam uma segunda chance e que talvez valha a pena revisitar. E se você tiver dúvidas, deixe um comentário.

Titanfall 2 (2016)

Titanfall 2 é um FPS com robôs gigantes! O jogo mistura ficção científica e shooter e se passa na Frontier, uma região do espaço onde colônias humanas vivem em uma constante guerra entre a corporação militar IMC e a Militia, formada por colonos que lutam por independência.

A campanha acompanha Jack Cooper, um soldado que acaba assumindo o Titan BT-7274 após a morte de seu piloto original. A relação entre homem e máquina é o principal da história e cria momentos bem legais ao longo da campanha, alternando entre combate rápido controlando o piloto e batalhas intensas com os Titans no campo de batalha.

No modo multiplayer, os jogadores podem correr nas paredes, dar saltos enormes, usar jetpacks e chamar seus Titans durante as partidas, o que mantém o combate interessante, já que, a qualquer momento, o jogo pode virar graças a um Titan invocado no momento certo.

Mas, mesmo sendo considerado um dos melhores FPS da geração, Titanfall 2 foi ofuscado por ser lançado entre Battlefield 1 e Call of Duty Infinite Warfare. Então, se quiser algo diferente no seu FPS, dê uma chance a Titanfall 2.

Star Wars Battlefront II (2017)

Star Wars Battlefront II é um shooter baseado no universo de Star Wars que mistura combates em terra com batalhas espaciais que se passam em vários planetas da saga, como Mustafar e Tatooine, entre outros. O jogo também traz uma campanha que acompanha Iden Versio, líder da Inferno Squad, uma unidade de elite do Império Galáctico.

A história começa após os eventos de O Retorno de Jedi e mostra as consequências da destruição da segunda Estrela da Morte. Durante a campanha, Iden passa a questionar as ações do Império e acaba mudando de lado. No modo multiplayer, é possível controlar soldados, veículos, caças espaciais e heróis famosos como Luke Skywalker, Darth Vader e Yoda, criando confrontos que nunca aconteceram nos filmes, como Qui-Gon Jinn contra Han Solo.

O grande problema que levou o game ao abandono foram as polêmicas loot boxes, que infestavam o jogo e praticamente exigiam pagamento para progredir. Mesmo após várias melhorias, o remake de Battlefront II acabou com uma base de jogadores bem menor do que em seu auge e merecia uma nova chance, principalmente por sua história, que expande o universo da saga.

Chivalry 2 (2021)

Chivalry 2 é um jogo multiplayer focado em batalhas medievais em grande escala, colocando duas facções fictícias em guerra pelo controle de um reino. De um lado estão os Agathians e do outro a Mason Order, dois exércitos que se enfrentam em confrontos caóticos.

As partidas podem reunir até 64 jogadores em mapas enormes cheios de espadas, machados, lanças e catapultas. O combate é todo corpo a corpo, com golpes, bloqueios e contra-ataques acontecendo no meio de batalhas caóticas. Os mapas também trazem objetivos como invadir castelos, derrubar muralhas, escoltar aríetes ou defender cidades.

Mesmo com boas críticas no lançamento, Chivalry 2 acabou ficando com menos jogadores ao longo do tempo por causa da repetição de conteúdo e da concorrência com outros jogos multiplayer. Mesmo assim, continua sendo considerado um dos melhores jogos do subgênero de combate medieval multiplayer.

Warhammer: Vermintide 2 (2018)

Warhammer: Vermintide 2 é um jogo cooperativo em primeira pessoa ambientado no mundo de Warhammer durante o período conhecido como End Times. Nesse momento da história, o mundo está à beira do colapso enquanto os Skaven, uma raça subterrânea de homens-rato, tentam dominar tudo.

Os jogadores controlam um grupo de cinco heróis que possuem até 15 classes diferentes, habilidades próprias e equipamentos específicos. As partidas são focadas no coop, com o grupo enfrentando hordas enormes de inimigos ao longo das fases enquanto cumpre alguns objetivos.

Grande parte do combate acontece com armas corpo a corpo, como espadas e martelos, mas também existem armas de fogo e magia. Você escolhe a sua arma, sua classe e sai matando tudo que estiver no seu caminho, sem enrolação.

Porém, a repetição das missões e o estilo específico de gameplay fazem com que apenas uma parte do público se mantenha jogando. Mesmo muito elogiado pelos fãs de Warhammer, o jogo sempre teve um público mais nichado e hoje conta com menos jogadores do que logo após o lançamento.

Back 4 Blood (2021)

Sabe a história de que a Valve não sabe contar até três? Aproveitando-se desse fenômeno, a Turtle Rock Studios lançou Back 4 Blood.

Um shooter cooperativo inspirado na fórmula que ficou famosa em Left 4 Dead, com partidas focadas em enfrentar hordas de monstros. A história se passa em um mundo devastado por um parasita que transforma humanos em criaturas chamadas Ridden.

Os jogadores controlam sobreviventes conhecidos como Cleaners, que tentam recuperar cidades e eliminar as criaturas. As partidas acontecem em grupos de quatro pessoas atravessando mapas cheios de inimigos e objetivos. Uma das mecânicas principais é o sistema de cartas, que permite modificar habilidades e montar estilos diferentes de jogo.

Mesmo com um lançamento forte e muitos jogadores no início, o interesse caiu com o tempo, e o suporte de conteúdo acabou sendo encerrado. É uma pena, pois B4B é o mais perto que chegaremos de ter um Left 4 Dead 3.

Halo Infinite (2021)

Halo Infinite continua a história do Master Chief depois dos eventos de Halo 5, colocando o personagem contra a facção Banished em um anel Halo danificado. A campanha trouxe mudanças importantes para a série, com um mapa semiaberto que permite explorar várias áreas da instalação alienígena.

O jogador pode se mover livremente por partes do anel enquanto enfrenta inimigos e completa objetivos. O jogo chegou com uma estratégia arriscada para um game da franquia: enquanto a campanha era vendida em lojas como Steam e Xbox Store, o modo multiplayer foi lançado como free-to-play e, no começo, reuniu milhões de jogadores. As partidas mantêm o estilo clássico de Halo, com arenas competitivas, armas conhecidas e modos tradicionais.

Mesmo com um início forte e a estratégia de lançar o multiplayer gratuitamente, atrasos em atualizações e poucos mapas novos fizeram a base de jogadores cair bastante com o tempo.

Unreal Tournament (1999)

Unreal Tournament é um dos shooters multiplayer mais importantes da história dos videogames e marcou o fim da década de 1990 no PC. O jogo apresenta um futuro onde prisioneiros e mercenários participam de um torneio violento organizado por grandes corporações.

A história funciona mais como pano de fundo para as arenas onde acontecem as batalhas.

O gameplay é muito rápido e exige reflexos, boa movimentação e domínio das armas espalhadas pelo mapa. Modos como Deathmatch, Capture the Flag e Domination ficaram muito populares em LAN houses e servidores online.

Mesmo sendo lembrado como um dos pilares do multiplayer competitivo no PC e o "pai" de vários outros games que começaram como mods de Unreal e se tornaram jogos independentes, Unreal Tournament acabou ficando parado enquanto outros shooters dominaram o mercado.

Tribes 2 (2001)

Tribes 2 é um shooter multiplayer que fez parte de uma série bastante conhecida no final da década de 1990 e início dos anos 2000: Starsiege: Tribes, lançado em 1998. O jogo se passa em um futuro onde diferentes tribos humanas disputam territórios em planetas distantes. O grande destaque da série sempre foi a mobilidade dos jogadores durante as partidas. Cada personagem usa jetpacks e pode atravessar os mapas em alta velocidade.

Uma técnica chamada skiing permite deslizar pelo terreno e ganhar ainda mais velocidade. As batalhas acontecem em mapas enormes com veículos, bases e vários objetivos estratégicos. O modo Capture the Flag era o principal foco das partidas e exigia coordenação entre os times para capturar a base rival e vencer.

Na época do lançamento, o jogo chegou a ter uma comunidade bastante ativa. Mesmo assim, a série acabou perdendo espaço com o tempo, principalmente por falta de manutenção, gerenciamento inadequado por parte dos desenvolvedores e bugs. Hoje, Tribes é lembrado como uma franquia que merecia voltar e é mantida viva por fãs em servidores privados.

LawBreakers (2017)

LawBreakers foi um shooter competitivo criado por Cliff Bleszinski, um dos nomes por trás de Gears of War.

O jogo se passa em um futuro onde um evento catastrófico alterou a gravidade da Terra. Essa mudança influencia diretamente o jeito de jogar: algumas áreas possuem gravidade zero, permitindo combates no ar ou personagens flutuando pelo cenário. As partidas são rápidas e exigem muita movimentação e precisão.

Cada personagem tem habilidades próprias e armas diferentes, o que cria uma mistura entre shooter tradicional e o estilo de heróis com habilidades únicas, no melhor estilo Hero Shooter. Ele só teve um problema: um concorrente de peso chamado Overwatch, que impede muitos Hero Shooters de seguir em frente.

Apesar das ideias interessantes, o jogo vendeu muito pouco após o lançamento. Os servidores foram desligados em 2018, e hoje alguns servidores privados mantêm o jogo ativo. LawBreakers mal teve chance de brilhar e acabou virando mais um jogo que merecia uma nova chance, principalmente por sua ideia de luta em gravidade zero.

Dragon Ball: The Breakers (2022)

Um jogo de Dragon Ball em uma lista de games que mereciam uma segunda chance parece estranho depois de títulos de sucesso como Dragon Ball FighterZ, Dragon Ball Z: Kakarot e Dragon Ball: Xenoverse, mas a verdade é que Dragon Ball: The Breakers é o tipo de jogo que poderia dar muito certo, não fosse pela ganância da Bandai Namco.

O jogo se passa no universo de Dragon Ball: Xenoverse, onde a Patrulha do Tempo tem que manter a linha do tempo intacta enquanto vilões tentam mudar eventos históricos-chave do universo de Dragon Ball e reescrever a história.

The Breakers é um multiplayer coop/PVP assimétrico ao estilo de Dead by Daylight. Os jogadores controlam uma série de pessoas comuns, sem poderes ou Ki, fugindo de um dos grandes vilões da saga, como Cell, Freeza, Kid Buu e outros. O objetivo é sobreviver, ativando máquinas do tempo ou reguladores de linhas do tempo, enquanto o vilão deve eliminar os outros jogadores.

A curiosidade e o nome Dragon Ball atraíram a atenção, mas o preço cheio e o sistema de monetização afastaram os jogadores. Picos de 4 mil players foram os maiores que o game registrou, mas ele ficou com os servidores vazios rapidamente, e hoje achar partidas é uma missão mais difícil do que sobreviver a um ataque do Cell. Se fosse relançado como um game F2P, certamente reacenderia a curiosidade e o interesse dos fãs.