5 RPGs Clássicos do PlayStation que Merecem um Remake/Remaster

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Tem títulos que ficam para sempre na memória, e que os fãs anseiam todos os anos por um tão aguardado anúncio de Remake e Remaster. Neste artigo, avaliamos cinco RPGs de PlayStation One que merecem um novo lançamento, e quais as chances de acontecerem

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Revisado porTabata Marques

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O PlayStation One foi o berço da ascensão dos RPGs, com dezenas de títulos que definiram o gênero por décadas. Alguns envelheceram mal, outros são aclamados até hoje como alguns dos melhores jogos da história da indústria, e a campanha por remakes/remasters deles aparece com alguma frequência em postagens de mídias sociais.

Existe apetite, basta saber se também há chances. Abaixo, apresentamos cinco títulos aclamados do PlayStation One que ainda não tiveram um relançamento moderno, apresentando os motivos pelos quais eles merecem uma nova chance na indústria, e quais são as chances deles acontecerem!

Xenogears

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Xenogears foi um dos projetos mais ambiciosos da era do PlayStation One que parece incompleto no profundo final. O título mistura filosofia, religião e diversos tópicos de psicanálise com robôs gigantes para contar uma das narrativas mais complexas da sua época — tão complexa que demandou um segundo disco em formato muito mais linear que o primeiro disco por restrições de tempo.

Um remake seria a chance de contar a história completa de Xenogears, mas dadas as recentes tendências da Square Enix, as chances mais prováveis seriam de um Remaster em HD-2D. Mesmo neste caso, parece pouco provável: A Square Enix detém a IP de Xenogears e celebra seus aniversários com merchandise, mas o criador da série, Tetsuya Takahashi, saiu da empresa há mais de 20 anos e fundou a Monolith Soft, que hoje pertence à Nintendo.

Existe uma enorme complexidade contratual que só se complicou a cada ano que a Square e Takahashi se mantiveram afastados. Hoje, Xenogears é um dos jogos mais pedidos para um remaster/remake, mas existe um abismo entre pesquisas de interesse e fatores autorais e jurídicos que dariam sinal verde a uma produção.

The Legend of Dragoon

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The Legend of Dragoon foi um jogo de quatro discos onde guerreiros se transformam em cavaleiros-dragão, com um sistema de Additions e reações que pode ser interpretado como a primeira iteração do que seria o combate em turnos com interação de Clair Obscur: Expedition 33.

O título foi publicado como resposta ao domínio de Final Fantasy na era do PSOne e atingiu status de cult conforme os anos. Ele merece uma releitura com tecnologia moderna, como poucos outros jogos da sua época fizeram por onde, e não falta demanda: existem petições online por um remake com mais de 30 mil assinaturas.

Infelizmente, a probabilidade é muito baixa. A Sony é detentora da IP integralmente, mas demonstra zero interesse em revisitá-la. Diferente de outros remasters e remakes, The Legend of Dragoon nunca foi considerado publicamente, e a Japan Studio, que desenvolveu o título original, foi dissolvida em 2021.

Breath of Fire III

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Breath of Fire III é o título mais aclamado da antiga franquia de RPGs da Capcom. O jogo acompanha Ryu desde criança até a vida adulta com sprites coloridos, combate engajador com transformações em dragão, e uma história cativante e notavelmente madura para sua época.

Um remaster do título original seria a opção mais elegante neste caso. O estilo artístico original tem um charme que poderia ser reinterpretado com nova roupagem para novas gerações sem retirar a essência do que tornou BoF 3 tão especial para uma geração inteira, e todos os sistemas do jogo têm potencial para readaptação ou expansão.

De todos os jogos da lista, Breath of Fire 3 tem os sinais mais promissores, embora ainda distantes. A Capcom recentemente lançou Breath of Fire IV (que também merece um Remaster) no Steam, sinalizando que a IP — sem atualizações desde o fracasso de Breath of Fire VI em 2016 — está sendo reativada comercialmente. A Capcom também tem revisitado algumas franquias que pareciam abandonadas pela empresa. Em tese, as marés são favoráveis — só falta o anúncio.

Wild Arms

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Wild Arms mescla velho oeste com tecnologia mágica, com três protagonistas com mecânicas que mudavam a forma de explorar os ambientes e uma trilha sonora maravilhosa composta por Michiko Naruke. Não existe nada exatamente como ele no mainstream moderno, e nem todos tiveram a oportunidade de conhecer a franquia.

Um remake modernizado do primeiro jogo de Wild Arms poderia trazer de volta uma franquia que recebeu menos atenção do que merecia, apesar de ter deixado um legado relativamente longo na era do PlayStation One/PlayStation 2, e talvez a receptividade de um HD Remaster hoje com sprites aprimorados e cenários mais detalhados teria mais receptividade hoje do que quando lançaram seu "remake" para o PS2.

Assim como The Legend of Dragoon, a Sony detém a IP de Wild Arms, e a desenvolvedora original, Media Vision, ainda existe, embora trabalhe em projetos menores. Wild Arms 4 chegou ao PlayStation Plus, juntando-se aos três primeiros jogos que estavam disponíveis, e o recado com essa adição parece mais voltado para a preservação histórica da série do que para medir interesse de um novo jogo ou Remake.

A equipe original formou o estúdio Wildbunch Production, liderado por Akifumi Kaneko, e iniciou uma campanha de Kickstarter para Armed Fantasia, descrito como um sucessor espiritual de Wild Arms. O projeto, porém, parece estar em um inferno de desenvolvimento e em busca de uma publisher.

Vagrant Story

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Poucos jogaram Vagrant Story, mas quase todos que jogaram o consideram uma obra-prima. O jogo foi escrito por Yasumi Matsuno e se passa em Ivalice, mesmo mundo de Final Fantasy Tactics e Final Fantasy XII — mas com o escopo limitado à cidade de Lea Monde e em uma cronologia desconhecida em relação aos demais jogos ambientados neste universo.

Um remake que mantivesse a interconectividade do level design, com combate modernizado e um sistema de crafting devidamente explicado — o original era complexo demais para a época — poderia ser bem recebido principalmente pelos fãs do universo de Ivalice. O enredo de um thriller maduro como o que acompanhamos sob a perspectiva de Ashley Riot poderia reacender o interesse de novas e velhas gerações.

Naoki Yoshida, diretor de Final Fantasy XIV e XVI, declarou em entrevista que gostaria de relançar Vagrant Story e Final Fantasy Tactics em plataformas modernas. Yoshida também já trabalhou com Matsuno em Final Fantasy XVI e no relançamento de Final Fantasy Tactics para consoles modernos — tem motivos para otimismo, mas também tem limitações temporais: a Creative Studio III já dedica muito esforço em FFXIV.

Por outro lado, Vagrant Story nem sequer recebeu um port durante a era do PlayStation 3/PSP, e nem está disponível na PSN. A Square Enix também não se manifesta e tampouco lança promoções ou merchandising com frequência do título — passa a sensação dele estar esquecido, e que as chances de vermos Lea Monde com visuais modernos dependem do quanto uma união de Yoshida e Matsuno é capaz de influenciar nas decisões da empresa.

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