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5 Continuações de RPG Aguardadas sem Data de Lançamento

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Neste artigo, abordamos cinco franquias de RPG de grande sucesso que ainda não lançaram ou deram uma data prevista de lançamento para o próximo capítulo das suas sagas!

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revisado por Romeu

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Quem nunca esperou pelo próximo capítulo ou lançamento de algo favorito?

No caso dos games, a continuidade ou o próximo título daquela franquia ou obra que fez sucesso global costuma ser motivo para especulações, supostos vazamentos, e uma dúzia de informações soltas para todo canto até, finalmente, o estúdio responsável lançar o aguardado trailer.

Alguns jogos levam apenas poucos anos para anunciar sua sequência, mas outros passam quase uma década — ou mais — para o lançamento do próximo grande título da franquia.

Neste artigo, apresentamos cinco jogos de RPG com continuações aguardadas pelos fãs que ainda não foram lançados ou não possuem data de lançamento — ou nem sequer um anúncio — revelados.

Cinco Continuações de RPG que Ainda Aguardamos

The Witcher 4

Após The Witcher 3: Wild Hunt se consolidar como um dos RPGs mais importantes da década passada — com mais de 50 milhões de cópias vendidas e expansões tratadas como jogos completos —, a CD Projekt passou anos lidando com o peso e as expectativas desse legado, mas enfrentou alguns obstáculos antes de poder seguir em frente com a franquia: o estúdio trabalhou pesado no marketing de Cyberpunk 2077 e precisou, nos anos seguintes, lidar com o lançamento problemático do jogo e reformulá-lo até se tornar um produto que atendesse às expectativas criadas pelo público.

The Witcher 4 já foi confirmado como parte de uma nova saga, agora fora da trajetória de Geralt, mas segue envolto em silêncio no que concerne à data de lançamento. A CD Projekt Red deu aos fãs o primeiro vislumbre real do que virá com o próximo game da franquia desde 2015.

Nos trailers revelados até agora, Ciri — filha adotiva de Geralt — é posicionada como a nova protagonista da série, marcando uma mudança deliberada e sinalizando a intenção de iniciar uma nova era temática e narrativa no universo dos bruxos, ao mesmo tempo que respeita a coerência cronológica apresentada nos títulos anteriores.

Ciri cresceu e acumulou poder nos eventos de The Witcher 3, ganhou independência no decorrer da série e tem se destacado como personagem na série da Netflix, e apesar da recepção mista ao anúncio, o hype em torno de um novo jogo na série dos bruxos foi o suficiente para reacender o interesse na franquia de jogos.

Embora a desenvolvedora ainda não tenha definido uma janela de lançamento, estimativas internas indicam que o fim de 2027 ou início de 2028 seja uma data mais provável.

Fallout 5

Apesar de divisivo entre os fãs mais antigos, Fallout 4 foi um sucesso comercial massivo e expandiu a franquia para um público mais amplo. Desde então, a série se fragmentou entre experimentos como Fallout 76 — que só encontrou estabilidade anos depois — e relançamentos de Skyrim, que seguem consumindo tempo e recursos da Bethesda. Com Starfield ocupando o papel de grande RPG solo da empresa na última década e The Elder Scrolls VI ainda no meio do caminho, Fallout 5 ainda não parece sequer um projeto palpável.

Embora a Bethesda já tenha confirmado que o jogo está em desenvolvimento, o foco da franquia hoje parece também estar voltado para outra mídia: a série live-action feita em parceria com a Amazon Prime foi um dos produtos audiovisuais inspirados em games mais celebrados dos últimos anos e recentemente estreou sua segunda temporada, além da terceira já estar garantida.

Um diálogo entre o universo da série e o dos jogos já foi confirmado por Todd Howard, diretor e produtor executivo da Bethesda, que afirmou que o próximo título da franquia incorporará eventos da série e transformará a experiência de Fallout em uma integração transmídia, onde uma história é contada por diferentes meios de comunicação com o interlocutor.

A saga de Fallout 5 provavelmente ainda levará muito tempo para chegar à sua conclusão com um novo título da série, visto que ela permanece sem janela clara de lançamento e, segundo membros da equipe, só deverá chegar ao mercado depois de The Elder Scrolls VI — o que efetivamente empurra seu lançamento para a década de 2030.

The Elder Scrolls VI

Talvez todo o cuidado que vemos hoje dos desenvolvedores anunciarem continuações se deva ao caso de The Elder Scrolls VI. Anunciado cedo demais, em 2018, o jogo se tornou um símbolo de como trailers podem criar promessas que a indústria não consegue cumprir no curto prazo, e o título permanece sem sequer um ano de lançamento previsto.

Skyrim continua sendo relançado e jogado mais de dez anos depois, enquanto o novo capítulo permanece distante, preso a uma fila interna de prioridades e, talvez, a problemas técnicos de desenvolvimento e uma visão ambiciosa que acabou, por conta de um anúncio, criando expectativas altas demais tanto para a base de jogadores, que aguarda o sexto jogo da série há quase 15 anos, quanto para a bolsa de valores que investiu pesado na Bethesda quando o título foi anunciado.

Persona 6

Em 2026, Persona 5, o título principal mais recente da famosa franquia da Atlus e o jogo mais famoso da série, completará 10 anos, e até o momento, não há qualquer indício de um anúncio e/ou de uma previsão de lançamento para o próximo jogo principal, Persona 6.

Nos últimos anos, vimos Persona 5 se transformar em um fenômeno global e dar luz a spin-offs, versões expandidas e adaptações de animação que ajudaram a manter a marca viva, mas também alongaram o intervalo entre capítulos principais e passaram a sensação para a base de fãs de que a Atlus está extraindo o máximo possível do título antes de seguir em frente.

A situação de Persona 6 hoje é uma mistura de boatos e prioridades editoriais do estúdio responsável: em 2024, o Studio Zero lançou Metaphor: ReFantazio como uma nova IP dentro dos gêneros de RPG da Atlus. O título se tornou o maior lançamento da Atlus na Steam e se consolidou como o melhor RPG daquele ano.

Enquanto isso, Persona 6 não recebeu anúncio oficial, nem mesmo um pequeno teaser aos moldes de como foi feito com o jogo anterior, e os rumores sobre possíveis janelas de anúncio e identidade visual permanecem sem confirmação pública.

NieR 3

NieR 3 (ou NieR 4 se considerar Nier: Reincarnation como o terceiro jogo da série) é um caso peculiar.

NieR: Automata foi um sucesso comercial inesperado e alavancou a série de Yoko Taro para o público mainstream ao invés de um jogo cult como o primeiro NieR. Desde então, Taro seguiu explorando o universo da franquia em projetos paralelos, como o anime lançado entre 2023 e 2024 e colaborações com diversos títulos, mas tanto Taro quanto a Square Enix evitam confirmar uma continuação direta para a franquia.

As entrevistas recentes, no entanto, podem trazer algumas preocupações sobre o futuro de NieR para os fãs, ou um alívio: durante a G-Con 2025, o diretor comentou sobre seu processo criativo e que o motivo pelo qual as pessoas não ouviram falar dos seus projetos nos últimos anos é porque "eles são descontinuados no meio do desenvolvimento".

Em 2024, a Square Enix anunciou seu projeto de reinicialização de três anos voltado para qualidade ao invés de quantidade, onde, ao final dele — no primeiro trimestre de 2027 —, a empresa tenha capacidade de produzir títulos de IPs importantes consistentemente com lançamentos em multiplataformas. A empresa também acredita que, ao colocar todos os seus jogos sob uma gestão centralizada em vez de terceirizar os títulos, aprimorarão a qualidade dos seus jogos ao consolidar os processos internos.

Essa reformulação visando otimizar processos de trabalho e custos resultou no cancelamento de projetos da empresa, inclusive alguns que já estavam em andamento, como Kingdom Hearts: Missing Link. É possível, se não provável, que os projetos futuros de Yoko Taro estivessem entre esses títulos cancelados — NieR é considerada hoje uma das IPs fortes da Square Enix, então é provável que, sob essa nova cultura organizacional, o próximo título da franquia possa ser anunciado ou ainda sair durante esta década.

O processo, entretanto, será longo: Taro admite, em entrevista para o youtuber Archipel, que seu processo de escrita começa rápido e eficiente, mas fica mais devagar conforme ele progride.

Concluindo

Apesar da longa espera, os games acima ainda movem uma legião de fãs que mal podem esperar para ter o novo título da série em suas mãos, mas também apresentam diversos paradoxos da indústria hoje.

É possível que as empresas e desenvolvedoras tenham, em sua maioria, aprendido com seus erros do passado em anunciar projetos cedo demais. Além do emblemático caso de The Elder Scrolls VI, obras como Final Fantasy XV foram lançadas somente dez anos após seu anúncio oficial, e apesar do mercado de hype fazer parte do entretenimento, a expectativa cedo demais pode criar cobranças indesejadas.

Ao mesmo tempo, esse cenário de longas esperas reflete muito sobre o estado atual da indústria dos games hoje. Games cresceram exponencialmente nas últimas décadas e hoje movimentam números e força de trabalho gigantescos para criar o próximo grande título da indústria, e para fins de qualidade, a espera é mais do que necessária para entregar algo que atenda às expectativas dos fãs enquanto oferece inovações e saltos tecnológicos e visuais que justifiquem o investimento e a espera.

Todo fã sempre vai esperar pelo próximo game, assim como esperam pela próxima temporada da sua série favorita, ou o novo álbum do seu músico de preferência. Faz parte da indústria — até certo ponto, é bom que alguns títulos permaneçam sem anúncios até existir uma leitura concreta dos estúdios quanto às expectativas de lançamento. Do contrário, elas só servem para gerar hype, e no fim, o hype é uma ferramenta vazia se não gerar motivação.

Esses cinco jogos ilustram um paradoxo central da indústria moderna de RPGs. Nunca houve tanta demanda, tanto dinheiro e tantas ferramentas técnicas disponíveis — e, ainda assim, nunca foi tão difícil dar sequência a um grande sucesso. Entre cautela criativa, estruturas engessadas e o medo constante de decepcionar, essas continuações seguem presas em um espaço onde o hype cresce, mas o silêncio fala mais alto.

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