
Thief é um jogo de furtividade de 2014 desenvolvido pela Eidos-Montréal e publicado pela Square Enix. Ele traz de volta Garrett, o mestre ladrão criado pela Looking Glass Studios para o Thief: The Dark Project original, mas o apresenta em uma continuidade separada, em vez de dar prosseguimento à história da trilogia anterior. O jogo se passa na City, uma metrópole industrial sombria moldada por conflitos de classe, doenças, superstições e repressão política. Garrett retorna após um ano afastado e encontra a cidade transformada, enquanto sua antiga aprendiz, Erin, aparentemente está morta. A missão inicial, um roubo na mansão do nobre ritualista Baron Northcrest, estabelece a catástrofe central. Garrett e Erin tentam roubar um misterioso artefato antigo, mas Erin cai em uma fonte de energia sobrenatural conhecida como Primal. Garrett sobrevive e desperta um ano depois, descobrindo que o acidente transformou a City. Uma praga chamada Gloom se espalhou pela população, enquanto o irmão de Northcrest, Orion, lidera uma rebelião contra o governo do Barão. O artefato passa a estar ligado ao conflito, e Garrett investiga suas origens enquanto procura descobrir a verdade sobre o destino de Erin. A jogabilidade gira em torno de evitar a detecção, em vez de derrotar inimigos. Garrett pode apagar lampiões, esconder-se nas sombras, distrair guardas com objetos arremessados, arrombar fechaduras e usar flechas especializadas. Flechas de água apagam chamas, flechas de corda criam pontos de acesso, flechas sem ponta acionam mecanismos à distância e flechas de fogo incendeiam alvos combustíveis. O jogador pode explorar distritos e locais secundários, incluindo interiores escondidos, prédios abandonados e o notório asilo conhecido como asilo Moira. Trabalhos opcionais oferecidos por personagens como Basso fornecem objetivos adicionais de roubo, separados da trama principal. O jogo de 2014 mantém elementos reconhecíveis dos títulos anteriores de Thief, incluindo infiltração em primeira pessoa, movimentação sensível ao som, tesouros valiosos e a narração irônica de Garrett. No entanto, ele muda consideravelmente a estrutura. Os jogos anteriores ofereciam grandes espaços de missão interconectados e um conflito profundamente desenvolvido entre os Keepers, os Hammerites e os Pagans. O reboot, por outro lado, enfatiza áreas compactas que funcionam como núcleos, uma apresentação cinematográfica e uma história mais pessoal centrada em Garrett e Erin. A habilidade Focus destaca objetos e revela certas oportunidades de interação, embora os jogadores possam restringir ou desativar essa assistência para uma experiência mais exigente. Thief recebeu críticas mistas no lançamento. Os críticos geralmente elogiaram sua atmosfera, seu design visual e a satisfação proporcionada por roubos cuidadosamente planejados, mas criticaram as interrupções causadas pelo carregamento, a narrativa irregular, a travessia repetitiva pela cidade e os problemas técnicos. Apesar dessas ressalvas, ele continua sendo uma tentativa significativa de reintroduzir Garrett e a identidade distinta de fantasia e furtividade da série nos consoles e PCs modernos. Seu apelo duradouro está no prazer específico de entrar em uma sala vigiada, manipular a luz e o som, pegar um único objeto escolhido com cuidado e sair sem que ninguém saiba que o ladrão esteve ali.
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