Wuthering Waves se tornou o Melhor Gacha que Você pode Aproveitar em 2026

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Com um recente arco de história bem desenvolvido, colaboração de sucesso com Cyberpunk Edgerunners e o recente anúncio de um anime, Wuthering Waves é o melhor gacha que você pode jogar este ano

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Ainda me lembro de quando, em 2 de janeiro de 2025, perguntei a uma amiga que já jogava Wuthering Waves, "Vale a pena?". A resposta foi mais voltada para a então personagem favorita dela (Changli) do que se valia, mas ela mencionou como a experiência do título era notoriamente distinta da de Genshin Impact, referência no gênero Gacha.

O jogo não me convenceu. Seu ponto forte fora sempre o combate, comparável ao de um Action RPG de console de médio porte, com um esquema eficaz de parry, dodge e contra-ataques. Diferente da referência, WuWa não era uma volta no parque e requeria um teto de habilidade mais alto.

Ponto para o título, mas foi o único no lançamento para o PlayStation. A história era arrastada e o design dos personagens soava tão genérico quanto qualquer outro título do gênero. Tinha potencial, mas todos os tropos também estavam lá.

Um ano e meio se passou desde aquela experiência. Wuthering Waves, prometendo ser diferente, chegou em 2024 similar aos demais gacha e com problemas de otimização. Dois anos depois, ele provou que sua promessa era real e só precisava da confiança do público e de tempo para amadurecer: entre um crossover com Cyberpunk: Edgerunners que colocou o fandom da animação em lágrimas, o anúncio de uma série animada produzida pelo próprio estúdio e o emocionante arco de Lahai-Roi, todas ocorrendo quase no mesmo período, deixaram a sensação de que eu nunca deveria ter deixado de jogá-lo.

A quantidade de personagens lançados desde o lançamento estabeleceu ampla variedade de estilos de gameplay. Apesar de ainda termos os mesmos elementos e armas desde o primeiro ano, cada personagem tem um padrão distinto de gameplay ou visual que os torna mais interessantes que as demais opções. Lynae, que estava no banner de rerun mais recente, utiliza uma moto e sprays de tinta, que tornam seus efeitos visuais mais coloridos; Lucy Kushinada, de Cyberpunk, utiliza seu Mono-Wire e um conjunto de habilidades que, assim como no anime ou no game, cria uma interface para hackear inimigos, além de ter acesso ao Sandevistan. Em ambos os casos, a gameplay pode soar como um show de efeitos visuais e aperto de botões, mas seguir este caminho cegamente será mais punitivo do que benéfico.

É claro que existem os melhores slots de trios e equipes para cada personagem, e os mais tryhard tentarão sempre encontrar o grupo perfeito para o endgame. Mas a maioria das equipes fará por onde ser recompensador explorar o mundo e descobrir seus segredos — principal atrativo de qualquer gacha, especialmente entre os free-to-play.

A experiência free-to-play também faz por onde valer seu tempo. É possível que você leve mais tempo para montar uma boa equipe, mas a curva de aprendizagem de Wuthering Waves faz por onde equilibrar o jogo com seu progresso. Sim, a história permanece devagar nos primeiros segmentos. Os personagens secundários têm carisma e alguns carregam histórias cativantes por conta própria, mas todo desenvolvimento de enredo a partir do arco de Black Shores prende o interlocutor na trama ao colocar os holofotes no protagonista e nunca tirar dele.

Parece a coisa mais óbvia para qualquer RPG, mas Rover, o personagem do jogador, segue o molde do herói amnésico e muitos gachas tentam compensar o baixo desempenho do personagem jogável com heróis secundários marcantes. Rover, entretanto, ganha agência e relevância na trama muito cedo e não deixa o papel de protagonista a partir deste ponto. Seu passado permanece um mistério, mas a Kuro Games faz por onde desvendá-lo em um ritmo aceitável conforme apresenta novas regiões, personagens que, de alguma maneira, já conheciam o herói mesmo que ele não lembre, e até interações entre o Rover do presente e quem ele era no passado. Funciona porque nenhum jogador vai se desinteressar em ser o herói do jogo que está jogando, mesmo em um gacha.

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Hoje, há muita bagagem até chegarmos ao ponto onde a trama precisa de novos patches de história, com tempo suficiente para qualquer free-to-play — e vale a pena progredir quando sabemos que um arco mais avançado da trama é considerado um passo acima do resto. Assim como Final Fantasy XIV fez com Heavensward e Shadowbringers, onde fãs afirmam "fica melhor em Heavensward, chega no épico em Shadowbringers", Wuthering Waves estabeleceu, à sua maneira, um marco de "épico" com Larai-Hoi.

Apesar da oportunidade de puxar Lucy de Cyberpunk já ter passado e as celebrações de aniversário terem chegado ao fim, 2026 ainda parece um ótimo ano para começar Wuthering Waves, um jogo que provou ter longevidade e uma história para justificar o investimento de tempo e não chega a destoar tanto de outros títulos nos elementos inerentes do gênero. Para quem está considerando entrar num gacha hoje, a melhor opção este ano começa em Solaris-3.

Referências citadas