Os 5 Melhores Jogos de Zelda e o que me ensinaram
Falar de The Legend of Zelda não é apenas analisar um jogo ou gráficos. Para quem cresceu segurando um controle, a jornada de Link e Zelda fez parte da nossa vida e da nossa história durante muitos anos.
Olhando para os cinco títulos mais bem avaliados da franquia segundo o Metacritic, percebi também que eles trouxeram inovações, mecânicas novas, e também histórias que nos fazem refletir (mesmo em diferentes fases da vida).
Nesse artigo, vou contar o que aprendi com cada um deles, as histórias dos jogos em si e as mecânicas que eles trouxeram como novidade. Vamos lá!
5 - The Legend of Zelda: Twilight Princess
Lançamento: 2 de dezembro de 2006 (Wii / Nintendo GameCube)
Esse é um jogo que traz uma estética bem mais madura e sombria. Acompanhamos Link, um jovem pastor do vilarejo de Ordon que vê sua vida pacata desmoronar quando criaturas das trevas invadem suas terras e sequestram as crianças locais. Ao tentar resgatá-las, Link é puxado para o Twilight Realm, uma dimensão distorcida que basicamente não tem luz, onde acaba se transformando em um lobo sagrado. Aprisionado, ele conhece Midna, uma criatura sarcástica e misteriosa desse reino crepuscular. Juntos, os dois formam uma aliança para libertar o reino de Hyrule da tirania do usurpador Zant e salvar ambos os mundos da escuridão.
O grande trunfo de Twilight Princess foi expandir a fórmula clássica em 3D com uma jogabilidade baseada na dualidade de formas. A transformação em Wolf Link (Link Lobo) trouxe mecânicas de rastreamento de odores, visão espiritual para resolver enigmas e um combate ágil e dinâmico.

Quando em forma humana, o jogo refinou o combate de espadas ao introduzir as Hidden Skills (Técnicas Ocultas), movimentos mais avançados que trouxeram uma profundidade ainda maior às batalhas. Além disso, o game se destacou pelo design das masmorras (como a mansão congelada Snowpeak Ruins) e por nos apresentar a Midna, que quebrou o padrão de companheiros “informativos” e se tornou uma presença mais ativa na narrativa e no gameplay.
Uma coisa que me tocou muito nesse jogo foi a evolução da relação entre Link e Midna. A empatia nasce quando escolhemos carregar o fardo do outro, e mesmo sendo basicamente “opostos”, os dois coexistem e encontram um equilíbrio para resolver seus problemas juntos.
4 - The Legend of Zelda: Majora's Mask
Lançamento: 27 de abril de 2000 (Nintendo 64)
Após os eventos de Ocarina of Time, Link parte em uma jornada em busca de uma amiga perdida. No meio do caminho, ele é emboscado na floresta por Skull Kid, que está sob a influência da Máscara de Majora. O vilão rouba os pertences de Link e o joga em um mundo paralelo chamado Termina.
Ao chegar lá, o herói descobre uma realidade desesperadora: a lua local ganhou um rosto aterrorizante e foi atraída pela máscara para se chocar contra a terra em exatamente três dias, destruindo tudo.
Este jogo trouxe um dos sistemas mais complexos (e ousados!) da história da Nintendo: o sistema de rotina de NPCs em tempo real atrelado a um looping temporal. O jogo inteiro roda em um ciclo contínuo de 3 dias (cerca de 54 minutos na vida real). Cada habitante do mundo tem uma agenda estrita do que faz a cada hora desses três dias.

Uma grande novidade do jogo era usar a Ocarina para voltar ao primeiro dia com as informações adquiridas, permitindo que você alterasse o destino das pessoas. Além disso, o sistema de máscaras mudava completamente a física, o peso, a jogabilidade e as habilidades de Link, transformando-o em um Deku leve que plana, um Goron pesado que rola ou um Zora ágil na água.
Toda essa mudança é algo que encanta enquanto jogamos o jogo, e mesmo com tudo isso acontecendo, Link ainda é o mesmo Link.
3 - The Legend of Zelda: The Wind Waker
Lançamento: 13 de dezembro de 2002 (Nintendo GameCube)
Em um mundo onde a antiga e lendária Hyrule foi submersa pelas águas e esquecida pelo tempo, as pessoas agora vivem em pequenas ilhas espalhadas por um vasto oceano. A história acompanha um Link mais jovem que vive uma vida pacífica na Ilha Outset. Tudo muda no dia do seu aniversário, quando sua irmã mais nova é sequestrada por um pássaro gigante sob as ordens de uma força maligna ressurgida. Para resgatá-la, Link se alia a um grupo de piratas liderado pela destemida capitã Tetra e ganha a ajuda de um barco falante chamado King of Red Lions.
Além do uso da técnica de Cel-shading, que deu ao jogo um visual de desenho animado que “não envelhece nunca”, The Wind Waker trouxe uma navegação de mapas sensacional. Em uma época em que os consoles sofriam para carregar grandes cenários, o imenso oceano do jogo servia como uma tela de carregamento invisível.

A mecânica principal girava em torno do controle do vento com a batuta mágica, forçando o jogador a entender a direção das correntes marítimas e aéreas para explorar o mundo. Outra inovação foi a expressão dos olhos de Link, que olhavam de forma muito sutil na direção de segredos ou inimigos escondidos na tela, ajudando o jogado.
Esse é um jogo que, por baixo dos panos, mostra que o importante é seguir em frente. A vida é como um oceano, e nem sempre sabemos para onde ela vai, mas para navegar é preciso aprender a ler as correntezas e a água, assim como as coisas sutis da vida, com todos os caminhos que ela pode oferecer.
2 - The Legend of Zelda: Breath of the Wild & Tears of the Kingdom
BOTW: Lançamento em 3 de março de 2017 (Nintendo Switch / Wii U)
TOTK: Lançamento em 12 de maio de 2023 (Nintendo Switch)
Em Breath of the Wild, Link desperta sem memórias em uma Hyrule devastada após um sono de cem anos. Ele descobre, por meio do espírito do Rei Rhoam, que a civilização foi destruída por Calamity Ganon. Enquanto Link estava se recuperando de seus ferimentos no Santuário da Ressurreição, a princesa Zelda usou seus poderes sagrados para conter a criatura dentro do castelo do reino.
Guiado pelas instruções da anciã Impa na vila Kakariko, Link parte em uma jornada pelo continente para recuperar suas lembranças perdidas. Seu principal objetivo é viajar pelas quatro grandes regiões de Hyrule para purificar e retomar o controle das Bestas Divinas, máquinas de guerra corrompidas pelo poder maligno de Ganon.

Com as lembranças sendo recuperadas aos poucos e o apoio dos novos líderes do reino, Link liberta os espíritos dos antigos Campeões que pilotavam os titãs mecânicos. Fortalecido e com o arsenal totalmente restaurado, o herói invade o castelo de Hyrule, aniquila Calamity Ganon com o fogo de cobertura das Bestas Divinas e liberta a princesa Zelda para juntos reconstruírem o reino.
Já em Tears of the Kingdom, cerca de cinco anos após a derrota da calamidade, Hyrule vive um período de reconstrução. Mas durante uma exploração científica nas catacumbas do castelo de Hyrule, Link e Zelda despertam acidentalmente a múmia ressecada do antigo vilão Ganondorf. O Rei Demônio os ataca com uma energia corrosiva que destrói o braço de Link e quebra a Master Sword, provocando um cataclismo que faz o castelo levitar. No caos, Zelda cai em um abismo e desaparece em um feixe de luz, enquanto Link é salvo por uma mão misteriosa.

Link acorda em ilhas flutuantes nos céus e descobre que seu braço ferido foi substituído pelo membro místico de Rauru, o primeiro rei da antiga civilização Zonai. Enquanto explora o continente e os céus em busca de pistas, o herói descobre que Zelda foi enviada para o passado distante, onde se sacrificou ao passar pelo processo de draconificação, engolindo sua Pedra Secreta para se transformar no Dragão da Luz e restaurar a Master Sword ao longo dos milênios.
No presente, Link reúne os novos sábios de Hyrule e recupera a espada lendária restaurada da cabeça do dragão. Ele desce às profundezas da terra para um novo confronto contra Ganondorf, que se transforma no Dragão Negro. Com a ajuda do Dragão da Luz em uma batalha aérea, Link destrói o vilão permanentemente e, graças a um último milagre espiritual, consegue trazer Zelda de volta à sua forma humana.

A duologia traz um “mundo aberto” e permite muita, mas muita exploração, através de cenários incríveis e vivos. Além disso, os jogos trazem muitos quebra-cabeças e mistérios para achar nos mapas, o que é muito satisfatório para jogadores que gostam de explorar no seu próprio ritmo (além de trazer o benefício de deixar Link mais forte).
Ver o Link recomeçando tudo de novo me faz pensar que, às vezes, precisamos recomeçar do zero, sem nada para guiar, e ir achando o caminho conforme andamos. Poder escolher o próprio caminho (mesmo sem saber para onde vai) e errar sem uma punição pesada é o que me fez me maravilhar por BOTW (que, aliás, foi o motivo para eu comprar um Switch 1 na época). Explorar por horas a fio e achar puzzles escondidos, além dos Koroks, é muito satisfatório.
1 - The Legend of Zelda: Ocarina of Time
Lançamento: 21 de novembro de 1998 (Nintendo 64)
A aventura nos apresenta a Link, um menino que vive na isolada Floresta Kokiri e descobre ser o escolhido para impedir que uma força maligna domine o reino de Hyrule. Após encontrar a Princesa Zelda, ele parte em busca das pedras espirituais para obter a lendária Master Sword. No entanto, ao empunhar a lâmina, Link acaba preso em um sono sagrado e desperta sete anos no futuro. Agora, como um jovem adulto em um mundo devastado pelo vilão Ganondorf, ele precisa reunir os Sábios de Hyrule para trazer a paz de volta ao reino.
Este clássico do Nintendo 64 foi o grande pioneiro da indústria ao ditar as regras de como um jogo de aventura deveria se comportar em três dimensões. Ele introduziu a mecânica do Z-Targeting (a trava de mira em inimigos), uma solução genial para a câmera 3D usada até hoje em quase todo jogo de ação.
Além disso, Ocarina of Time trouxe o conceito de botões de contexto, onde o mesmo botão faz Link pular, abrir portas ou rolar dependendo da situação. O uso da Ocarina como uma mecânica de jogo ativa na qual você precisa tocar as notas certas para viajar no tempo, mudar o clima ou invocar seu cavalo uniu a narrativa e a jogabilidade.

Ocarina of Time é um clássico que está no coração de todo mundo que já o jogou, e ele mostra que crescer dói, e muitas vezes a vida nos cobra responsabilidades antes de estarmos prontos. Jogando, a gente entende que o tempo não para, mas que a nossa coragem de hoje é a única coisa capaz de consertar o amanhã. E é isso que fazemos no jogo.
Recentemente, a Nintendo anunciou oficialmente um remake completo de The Legend of Zelda: Ocarina of Time exclusivo para o Nintendo Switch 2, ainda em 2026, mas sem data predefinida. Acredito que muita gente vai querer jogar o do N64 antes da estreia para reviver a nostalgia!
Conclusão
The Legend of Zelda é um jogo que marcou (e ainda marca) gerações. É uma satisfação enorme poder falar sobre essa saga que eu amo tanto e que fez parte da minha vida e dos meus primeiros videogames.
Espero que tenha gostado! E para você, qual é o melhor The Legend of Zelda?
Nota: Se você quiser jogar os jogos, os clássicos Ocarina of Time, Majora's Mask e The Wind Waker estão disponíveis no catálogo do Nintendo Switch Online. Já Breath of the Wild e Tears of the Kingdom são exclusivos do Switch 1 e 2.









— Comentários 0
, Reações 1
Seja o primeiro a comentar