Games

Game Guide

Entre Capas e Controles: 10 Melhores Jogos de Super-Heróis

, 0Comment Regular Solid icon0Comment iconComment iconComment iconComment icon

Dos fliperamas à mundos abertos, como os jogos de super-heróis evoluíram. Conheça 10 jogos inesquecíveis que reinventaram a indústria em uma viagem completa pela história dos super-heróis nos videogames.

Writer image

revised by Romeu

Edit Article

Os Dez Melhores Jogos de Super-Heróis

Durante muitos anos, jogos de super-heróis carregaram uma fama que quem cresceu nos anos 80, 90 e início dos 2000 conhece bem: muitos jogos eram cheios de potencial, mas quase sempre eram extremamente genéricos e mal executados. Personagens travados, fases confusas, controles ruins e aquela sensação de que os heróis eram incríveis nos quadrinhos e filmes, mas completamente sem graça nos videogames.

Com o tempo, a indústria amadureceu, desenvolvedores passaram a entender que um jogo de super-herói precisa entregar mais do que ação. Ele precisa fazer o jogador sentir que está vivendo a vida do herói e não bastava controlar o personagem, era preciso se tornar um. Essa virada começou com projetos mais ambiciosos, narrativas adultas e com sistemas de gameplay pensados para cada herói. A partir desse momento, eles deixaram de ser apenas produtos licenciados ou meros jogos caça-níqueis de filmes, passando a ser experiências completas.

Hoje, um jogo de super-herói é como viver em uma fantasia interativa. Caminhar pelos telhados de Gotham, balançar entre prédios em Nova York, lutar ao lado de mutantes ou enfrentar ameaças cósmicas. Sentir o poder, responsabilidade e emoção em cada missão.

Neste artigo, conheça 10 títulos que mostram essa evolução. Jogos que redefiniram padrões da indústria, ajudando a transformar os videogames no melhor lugar para ter uma segunda identidade e ser um herói na sua própria casa.

Batman: Arkham (Série)

Image content of the Website

A série Arkham mudou completamente a forma como enxergamos jogos de super-heróis. Antes dela, jogos do Batman eram retratados de maneira extremamente limitada, poucos se salvavam. A série Arkham virou a referência de jogos de super-heróis. Em Arkham Asylum temos um Batman ágil, inteligente e ameaçador, em um ambiente com uma atmosfera cheia de tensão. O combate é extremamente fluido, baseado em ritmo e posicionamento, transformando cada luta em uma coreografia digna de filmes.

Arkham City conseguiu aumentar tudo em escala e liberdade. Gotham é uma cidade cheia de crimes, segredos e vilões espalhados pelos becos. Planar entre prédios é parte essencial da experiência. O jogador se desloca em silêncio como um verdadeiro homem-morcego, observando, caçando e escolhendo como agir.

Origins trouxe um Batman mais jovem, lidando com assassinos profissionais e desafios que testam sua resistência física e mental. Mesmo não sendo do mesmo estúdio, o jogo manteve o espírito da série e entrega alguns dos melhores confrontos contra chefes.

Arkham Knight encerra a saga com maestria. A cidade inteira é um campo de batalha, a narrativa é extremamente carregada, explorando medo, identidade e a obsessão de Bruce Wayne. Mesmo com as polêmicas em torno do Batmóvel, o jogo manteve o nível técnico e artístico da franquia com extrema qualidade.

Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge

Image content of the Website

Shredder’s Revenge é uma homenagem aos clássicos beat ‘em up arcade das Tartarugas Ninja. Ele traz o espírito dos fliperamas, mantendo a essência simples que fez a série se tornar um fenômeno no final dos anos 80. O visual em pixel art tem personalidade, as animações são fluidas como um desenho animado, os personagens têm expressões faciais e os cenários lembram episódios jogáveis do desenho.

A jogabilidade é simples e fácil de aprender. Andar, bater, pular e usar golpes especiais são a base do game, que traz habilidades únicas para cada personagem e pequenas evoluções ao longo da campanha. O grande destaque está no modo cooperativo. Jogar sozinho é divertido, mas dividir a tela com até cinco pessoas transforma totalmente a jogabilidade. Shredder’s Revenge tem a nostalgia dos clássicos sem parecer ultrapassado. É um ótimo exemplo de respeito ao passado com identidade própria do presente.

Sunset Overdrive

Image content of the Website

A Insomniac mostrou em Sunset Overdrive o que o futuro reservava para os jogos do Spider-Man. Embora o título não tenha um herói famoso, ele entrega uma das sensações mais extraordinárias de poder nos jogos modernos. Em uma cidade dominada por criaturas mutantes, o jogador é alguém comum que passa a se mover como um super-herói urbano. O jogo possui uma movimentação extremamente fluida, fazendo com que o jogador nunca pare. Correr em paredes, deslizar por trilhos, pular entre prédios e atravessar a cidade em alta velocidade faz parte do combate.

Com um tom leve e irreverente, o protagonista quebra a quarta parede, comenta clichês e ri do próprio gênero. Em vez de um herói sério, temos alguém sarcástico, tentando sobreviver em meio ao caos. As armas são criativas, exageradas e cheias de personalidade, transformando o absurdo em estilo. Sunset Overdrive entrega tudo o que se espera de um bom jogo de super-herói: domínio do espaço, sensação de poder e prazer em se movimentar, mostrando que ser um herói está na forma como o jogo faz você se sentir.

Injustice: Gods Among Us e Injustice 2

Image content of the Website

Injustice nasceu a partir de uma pergunta: o que acontece quando heróis cruzam limites? A série cria um universo alternativo em que uma tragédia leva o Superman a estabelecer uma ordem sobre o planeta e, a partir daí, antigos aliados se dividem e heróis passam a lutar entre si. Os dois títulos são ótimos, com personagens variados, combates acessíveis e cenários interativos que mudam durante a batalha.

Cada herói possui golpes característicos, respeitando sua identidade. Batman é tático, Flash é veloz, Mulher-Maravilha é agressiva. A história do jogo é seu ponto forte, em vez de apenas conectar lutas, o jogo mostra uma narrativa completa, digna das melhores HQs da DC. O jogador alterna entre personagens e acompanha conflitos morais, traições e novas alianças.

Em Injustice 2, o visual é mais detalhado, o sistema de equipamentos permite personalizar heróis, e a trama aprofunda as consequências do mundo dividido. Cada personagem carrega marcas das escolhas feitas no primeiro jogo. Os golpes especiais são cinematográficos, os personagens atravessam prédios, são lançados no espaço e retornam para continuar lutando. É um espetáculo sem perder o peso dramático.

Marvel’s Midnight Suns

Image content of the Website

Marvel’s Midnight Suns segue um caminho completamente diferente da maioria dos jogos de super-heróis. Em vez de ação em tempo real, ele traz combates táticos por turnos, baseados em cartas e posicionamento. À primeira vista, parece uma escolha estranha, mas o resultado é surpreendentemente envolvente.

O jogador cria seu próprio herói e passa a conviver com personagens como Wolverine, Blade, Capitão América, Magik, Homem de Ferro e vários outros. A ameaça fica a cargo da mística que dá ao jogo um tom sombrio e introspectivo dentro do universo Marvel.

Cada batalha funciona como um quebra-cabeça. As cartas representam habilidades, e o jogador precisa pensar antes de agir: empurrões contra o cenário, combinações entre heróis e uso do ambiente. O jogo não exige reflexos, mas leitura da situação e planejamento. Fora das missões, o game é uma experiência social, sendo possível conversar com os heróis, treinar, dar presentes e construir laços.

Essas relações mudam o desempenho em combate. Quanto mais próximo você fica de um personagem, mais forte ele se torna. O roteiro explora conflitos internos, inseguranças e diferenças entre os membros da equipe. Capitão América questiona seu papel no mundo moderno. Magik lida com traumas. Blade carrega o peso de sua própria natureza. Tudo apresentado em diálogos bem escritos e cheios de personalidade.

Marvel’s Spider-Man 1, 2 e Miles Morales

Image content of the Website

Poucos jogos conseguiram capturar tão bem a essência de um herói quanto a trilogia moderna do Homem-Aranha. O jogo não conta apenas a história de Peter Parker, ele entrega a sensação real de ser o personagem. Balançar entre os prédios de Nova York não é apenas um meio de locomoção, é parte central da experiência.

O simples ato de atravessar a cidade já é divertido por si só. O sistema de movimentação é fluido, rápido e intuitivo. Correr pelas paredes, saltar de telhado em telhado e se lançar no ar é uma das melhores sensações em jogos do gênero. Em vez de apenas observar a cidade, você interage com ela o tempo todo e isso transforma Nova York em um grande parque de diversões vertical.

O combate segue a mesma lógica. O Homem-Aranha não vence pela força bruta, mas pela agilidade, criatividade e uso do ambiente. Puxar inimigos com teias, arremessar objetos, prender adversários nas paredes e deixar as lutas dinâmicas e cheias de estilo. Peter Parker é retratado como alguém cansado, dividido entre responsabilidades pessoais e o peso de ser herói. Miles Morales traz uma perspectiva diferente, mais jovem, com poderes únicos que mudam o ritmo das batalhas. Marvel’s Spider-Man 2, amplia e aprofunda os conflitos. Os jogos não se limitam a reproduzir vilões famosos, eles constroem arcos dramáticos, exploram relações humanas. O resultado é uma experiência completa, que equilibra ação, emoção e liberdade.

X-Men Origins: Wolverine

Image content of the Website

X-Men Origins: Wolverine surpreendeu muita gente ao entregar um jogo muito melhor do que o filme em que se baseava. Em uma época em que adaptações cinematográficas costumavam ser genéricas, o jogo mostrou que era possível respeitar o personagem e oferecer uma experiência intensa. No jogo, Wolverine não é um herói contido, ele é bruto, violento e implacável, e cada golpe e ataque parece realmente cortar. O combate é direto no estilo hack'n slash, sendo extremamente violento assim como o personagem nos quadrinhos, não tentando suavizar sua natureza.

O sistema de regeneração deixa tudo mais real com o universo do personagem. Logan pode ser ferido, ter a carne rasgada e até revelar o esqueleto de adamantium, mas se recupera em tempo real. Visualmente, isso traz a sensação de estar controlando alguém quase indestrutível. As fases alternam entre corredores intensos, arenas abertas e momentos cinematográficos. O jogo nos mostra quem é Wolverine: alguém criado na dor, guerra e sobrevivência. Por isso, até hoje, é lembrado como uma das melhores adaptações de herói para os videogames.

Marvel’s Guardiões da Galáxia

Image content of the Website

Quando Guardiões da Galáxia foi anunciado, ninguém dava muito pelo game, mas após jogar, todos tiveram uma das experiências narrativas mais incríveis e carismáticas da geração. Em vez ter somente na ação, o jogo desenvolveu os personagens, diálogos e escolhas. O jogador controla o Senhor das Estrelas, que nunca está sozinho. Rocket, Groot, Gamora e Drax acompanham cada passo, comentam o que acontece e participam ativamente das batalhas. Durante o combate, você comanda os companheiros, escolhendo quando cada um deve agir, fazendo um ótimo trabalho em equipe.

A jogabilidade é acessível e dinâmica. Não é só um sistema de combos, mas de ritmo, posicionamento e uso das habilidades do grupo. A trilha sonora é repleta de clássicos e transforma as lutas em cenas de um filme interativo. O ponto alto do jogo é o roteiro, a todo momento os personagens discutem, erram, se provocam e crescem juntos. O jogador faz escolhas que influenciam relações e acontecimentos na história. Essas decisões não mudam só alguns detalhes, elas criam a forma como o grupo enxerga o protagonista. O resultado é uma aventura que se destaca por tratar super-heróis como pessoas. Com falhas, inseguranças e conflitos, sendo um excelente exemplo de que jogos podem ir além da ação e criar laços reais entre jogador e personagens.

Infamous: Second Son

Image content of the Website

Em Infamous: Second Son jogamos com Delsin Rowe, um jovem que descobre ter habilidades especiais em um mundo que teme pessoas como ele. Diferente dos heróis tradicionais, Delsin não nasce com poderes, ele aprende, erra e questiona suas escolhas. O grande trunfo do jogo é a variedade de poderes: fumaça, neon, vídeo e concreto mudam completamente a forma de jogar. Cada habilidade oferece novas maneiras de se mover pela cidade e enfrentar inimigos, tornando o combate dinâmico e visualmente espetacular.

Você corre por prédios, atravessa ruas em segundos e observa Seattle sob uma nova perspectiva. O sistema de karma permite que o jogador escolha entre agir como herói ou como ameaça, e essas decisões afetam as habilidades, diálogos e o desfecho da história. O jogo não impõe um caminho, apenas deixa a escolha nas mãos do jogador que define quem Delsin se tornará. Second Son mostra como descobrir o que fazer quando se ganha poder, oferecendo liberdade e reflexão, algo essencial para um bom jogo de super-herói.

Marvel Cosmic Invasion

Image content of the Website

Marvel Cosmic Invasion resgata o espírito dos beat ‘em ups dos arcades em um cenário cósmico da Marvel. A proposta é simples: reunir heróis icônicos em uma aventura cooperativa contra ameaças gigantescas espalhadas pelo universo. O jogo traz uma ação direta, com visual em 2D, cada personagem possui estilos diferentes de combate, criando uma dinâmica única no modo cooperativo, onde cada jogador contribui de forma única.

Não há sistemas complexos nem longos tutoriais, em poucos minutos, o jogador já entende tudo o que precisa para começar. O jogo é um resgate à essência dos fliperamas, andar, atacar, usar habilidades especiais e avançar, a fórmula simples dos beat'em up dos arcades. O clima de quadrinho com cores, vilões exagerados, cenários variados e diálogos diretos cria a sensação de estar jogando uma HQ da Marvel.

Conclusão

Durante décadas, jogos de super-heróis eram vistos como produtos secundários, presos à obrigação de acompanhar filmes, sem muito cuidado na produção. Com o tempo, desenvolvedores entenderam que heróis pedem algo mais profundo: identidade, emoção e sensação de poder. Eles trouxeram narrativas mais adultas , mundos mais vivos, liberdade de movimento e sistemas que refletem a personalidade de cada herói. Não basta somente vencer inimigos, é preciso sentir que estamos no controle das decisões, na importância das perdas e na responsabilidade das ações.

Eles transformam o jogador no personagem, onde cada pulo, golpe e escolha tem um significado. E nesse ponto os videogames superam outras mídias: colocando o jogador no lugar deles. Ser herói nos games nunca foi tão completo e essa jornada está longe do fim.

E você, sentiu falta de algum jogo nessa lista? Deixe nos comentários!