Games

Opinion

Como seria o jogo perfeito de KPop Demon Hunters? Venha conferir!

, 0Comment Regular Solid icon0Comment iconComment iconComment iconComment icon

KPop Demon Hunters teria potencial para virar um jogo ao unir narrativa de alta qualidade, músicas premiadas e ação. Com gameplay rítmico, classes inspiradas em papéis do K-pop e forte apelo global, a adaptação poderia conquistar fãs da cultura pop e jogadores em busca de experiências estilizadas.

Writer image

revised by Romeu

Edit Article

Todo produto de entretenimento capaz de gerar uma comunidade à sua volta merece atenção. Em 2025, um filme da Sony no catálogo da Netflix conseguiu emplacar mais um desses feitos. E o melhor de tudo? Sendo completamente LETAL. Sim, leitor, estamos falando de KPop Demon Hunters, as Huntr/x, ou simplesmente: Guerreiras do K-Pop.

KPop Demon Hunters constrói um universo onde idols vivem entre o estrelato e uma guerra invisível contra forças demoníacas. A mistura de música, fantasia e ação cria um cenário que se encaixa com naturalidade no formato de videogame. Dê uma olhada no trailer abaixo para se familiarizar, caso não conheça a obra ainda:

A adaptação para os games permitiria expandir esse mundo com mais tempo para desenvolvimento narrativo, aprofundando relações, dilemas pessoais e até revelando mais segredos. Atenção, o artigo abaixo contém revelações sobre a trama do filme! Confira como vemos uma adaptação desse universo:

Tudo para brilhar

No formato de um jogo, a narrativa de KPop Demon Hunters funcionaria a partir da dualidade entre a vida pública de uma estrela do KPop e missões secretas. O jogador alternaria entre ensaios, compromissos com fãs e momentos de combate, criando um ritmo que reflete a pressão constante vivida pelas personagens.

Rumi ocuparia o centro da história, não apenas como líder do grupo, mas como alguém dividida entre dois mundos. Seu conflito interno, já que é metade demônio, ganharia mais espaço em diálogos, escolhas e missões que influenciariam diretamente o rumo da narrativa e a relação com as demais integrantes.

A presença de antagonistas ligados à música, os Saja Boys, responsáveis pelo sucesso “Meu Pequeno Guaraná”, abriria espaço para conflitos que vão além do combate físico. Rivalidades artísticas, disputas de imagem e confrontos ideológicos reforçariam o peso da história e ajudariam a sustentar uma campanha longa e envolvente.

Image content of the Website

As Huntr/x ganharam o mundo apenas com a animação

O universo de KPop Demon Hunters nasce conectado a um fenômeno cultural global. O K-pop possui uma base de fãs altamente engajada, acostumada a consumir produtos derivados, acompanhar narrativas paralelas e investir tempo em experiências ligadas aos seus artistas favoritos.

Um jogo permitiria transformar esse engajamento em interação direta. Performances musicais, figurinos icônicos e personagens carismáticos funcionariam como pontos de entrada para um público que nem sempre consome videogames, ampliando o alcance comercial do projeto.

Ao mesmo tempo, o título poderia atrair jogadores interessados em experiências estilizadas, com forte identidade visual e sonora. Se uma trilha sonora cheia de emoção concorreu ao Oscar, imagina algo com maior duração para te acompanhar ao longo de uma fase quebrando os demônios no soco?

Gameplay letal ou mais… Persona?

O gameplay de KPop Demon Hunters teria espaço para fugir de modelos tradicionais ou adotar estratégias que já funcionam muito bem na indústria.

Um hack’n slash seria ótimo, mas ao invés disso, o jogo poderia apostar em um sistema de ação guiado por ritmo, onde ataques, esquivas e habilidades ganham força quando executados no tempo da música. Já vimos isso em Hi-Fi Rush — e funcionou muito bem, diga-se de passagem, tá?

A trilha sonora deixaria de ser, não só inspiradora, mas passaria a influenciar diretamente o combate. Inimigos reagiriam a padrões sonoros, enquanto sequências bem sincronizadas recompensariam o jogador com combos mais eficientes e efeitos especiais.

Momentos fora das batalhas ajudariam a equilibrar a experiência. Conversas, decisões narrativas e preparações para apresentações musicais serviriam para aprofundar personagens e dar contexto emocional às lutas. Em um jogo de turno com uma vida “dupla”, isso se encaixaria até na proposta de Persona, da Atlus.

Vimos em Expedition 33 como a trilha sonora pode encaixar bem no combate. Kojima, em Death Stranding 2, já mostra tecnologias capazes de trazer tambores de acordo com a movimentação de Sam Porter Bridges na tela. Só imagine o quão grande seria isso!

O mundo reagiria ao seu progresso

A missão das Huntr/x é selar o Honmoon, e assim como em Ghost of Tsushima, da Sucker Punch, há uma brecha muito interessante para a ambientação envolver o jogador. Se você falha em uma missão ou o lado demônio da Rumi se manifesta enquanto ela ainda tem vergonha de si mesma, a barreira para selar os vilões pode sofrer alguma espécie de dano.

Somado a isso, como a sua missão é fazer sucesso e conquistar o público, esse seria um medidor mais do que perfeito para ver seu progresso in-game. Andar nas ruas e ver o brilho dourado impedindo os demônios de roubarem almas daria um prazer e tanto. Claro, isso tem abertura para um grind, mas vamos voltar para a parte boa de imaginar isso tudo.

Image content of the Website

Classes inspiradas nos papéis do grupo? Cairia bem

As classes jogáveis seriam baseadas nos papéis do grupo, reforçando identidade e variedade de estilos. Rumi, como Main Vocal, teria foco em ataques de longo alcance baseados em ondas sonoras, capazes de atingir múltiplos inimigos e controlar áreas do cenário.

Sei que você lembrou da Seraphine do League of Legends. Mas a Samira também vem à mente no momento. Afinal, quando seu lado demônio estivesse florescendo, ela poderia se tornar um híbrido de ataques à distância com golpes mais fatais.

Image content of the Website

A Main Dancer, Mira, se destacaria pela mobilidade. Seu estilo, até um pouco bruto nas barras de “How It’s Done”, privilegiaria esquivas, contra-ataques e golpes corpo a corpo encadeados, transformando cada confronto em uma coreografia dinâmica, onde agilidade é tão importante quanto força.

Já a Rapper, claramente estamos falando da Zoey, teria ataques rápidos e rítmicos, aplicando efeitos negativos nos inimigos. Seu papel seria desestabilizar adversários, quebrar defesas e criar oportunidades para o restante do grupo, valorizando precisão e timing. Sim, ela lembra um pouco a Akali do League of Legends, até mesmo quando ela aparece no grupo KDA, também de KPop, do universo da Riot.

KPop Demon Hunters seria um jogaço?

Claro, no campo da imaginação, muitas possibilidades estão à nossa frente. Vimos propostas cooperativas como Helldivers 2 e Arc Raiders surgirem e conquistarem o mundo, e ter as três nesse molde vagando pelas ruas tentando conquistar o amor dos fãs com música seria incrível. Porém, a realidade é outra.

A Sony e a Netflix nunca comentaram sobre uma adaptação da franquia para os games. Sendo assim, jogamos a pergunta para você: valeria a pena quebrar tudo com o trio no gameplay?