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A Evolução da Franquia Resident Evil

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É hora de revisitar a história da franquia Resident Evil ao longo das décadas, saindo do clássico Survival Horror até a mudança de foco para a ação e o renascimento com os Remakes.

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revised by Romeu

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O Início do Horror

A franquia Resident Evil, criada pela Capcom em 1996, é uma das mais influentes da história dos videogames, sendo um dos grandes nomes do gênero Survival Horror.

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Ao longo de três décadas, a série passou por profundas transformações em sua jogabilidade, narrativa e identidade, refletindo mudanças tanto na indústria quanto no comportamento dos jogadores.

Porém, a origem de tudo, em Resident Evil, trazia toda a atmosfera de terror que seria a principal característica da franquia pelos próximos anos até o primeiro ponto de virada.

A Trilogia Original

Resident Evil tem uma história muito bem definida no início, com três jogos que compõem uma trilogia, narrando os eventos do desastre biológico que assola a região da cidade fictícia de Raccoon City, um dos cenários mais emblemáticos de toda a franquia, revisitado em diversos outros títulos, inclusive no título mais recente. Você pode conferir mais sobre os eventos dos três primeiros jogos aquilink outside website.

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Os três primeiros capítulos da obra narram a epidemia do T-Vírus e a luta dos sobreviventes para escapar dos horrores biológicos que assombram a cidade, tudo causado pelas maquinações da empresa farmacêutica Umbrella Corporation.

Lançados respectivamente em 1996, 1998 e 1999, Resident Evil 1, 2 e 3 estabeleceram a franquia como um marco no gênero, trazendo uma gameplay sufocante que colocava o jogador em um cenário ameaçador, com inimigos assustadores e persistentes, recursos escassos e uma jogabilidade baseada em backtracking, onde o jogador precisa ir e voltar várias vezes nos mesmos locais, resolvendo puzzles e obtendo itens que liberam uma nova área onde o mesmo processo será realizado.

Outra característica marcante da franquia nesse início eram os perseguidores, inimigos que atuavam como uma ameaça constante no jogo, sempre surgindo em momentos decisivos, com um visual marcante e aterrador, causando uma sensação de urgência ainda maior nos jogadores. Nemesis é o mais famoso entre os perseguidores da franquia, uma arma biológica criada pela Umbrella para eliminar os sobreviventes do incidente.

Code Veronica

Code Veronica, em 2000, seguiu a tradição estabelecida pela franquia, dando continuidade às histórias de Claire Redfield e Chris Redfield, ambos enfrentando as forças remanescentes da Umbrella em um novo cenário e com novos inimigos.
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O capítulo é lembrado com carinho pelos fãs e foi um dos últimos títulos antes da grande virada que manteve o espírito dos clássicos.

A Virada Para a Ação

Após vários spin-offs e o primeiro remake da série, que revitalizou o clássico Resident Evil 1, veio a primeira grande transformação da série, com Resident Evil 4. Esse capítulo traz Leon S. Kennedy como protagonista mais uma vez, consagrando o policial como um dos personagens mais icônicos de toda a franquia.

RE4 foi um divisor de águas na história dos games, não só da série. A câmera over-the-shoulder, o sistema de mira e o ritmo acelerado revolucionaram o design de jogos de ação. O título seguinte, Resident Evil 5, aprofundou essa direção com foco cooperativo. A série ficou mais popular do que nunca, alcançando um novo público, mas parte da fanbase sentiu que o horror havia ficado para trás e que a série estava se afastando da proposta original.

Crise de Identidade

O grande título seguinte seria Resident Evil 6, seguindo os moldes dos dois jogos anteriores, com uma gameplay mais focada na ação e um cenário caótico, com vários personagens reunidos em uma trama que buscava encerrar aquele universo com um grande evento, mas se antes os fãs sentiam que a franquia estava se afastando dos clássicos, aqui tudo ficou claro.

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RE6 não foi tão bem recebido como seus antecessores e é tido como um dos piores títulos da saga principal. A ação agradou alguns, mas desagradou a grande maioria, e mesmo a união de tantos personagens icônicos em um único jogo não foi suficiente para convencer os fãs.

A Saga Winters

Resident Evil 7: Biohazard foi o primeiro recomeço de fato da série. Trouxe novos gráficos e jogabilidade, com novos personagens, uma nova história e inimigos.

Aqui assumimos o papel de Ethan Winters, um homem que busca sua esposa desaparecida e acaba envolvido em um mistério aterrorizante envolvendo a família Baker e sua esposa desaparecida. O jogo conecta essa nova narrativa aos eventos canônicos anteriores e inclusive utiliza conceitos anteriormente estabelecidos.

A Saga Winters ganhou uma sequência com Resident Evil: Village, que possui ainda uma DLC focada na filha de Ethan, Rose Winters.

O Recomeço

Ainda no período entre o lançamento dos capítulos sete e oito (Village), a Capcom resgatou a ideia dos Remakes e trouxe RE2 e RE3 Remake, com RE4 Remake saindo dois anos depois do Village.

RE2 Remake foi um sucesso absoluto, reimaginando um dos títulos mais queridos da franquia nos consoles atuais, com gráficos e gameplay atualizados. O mesmo não ocorreu com Nemesis, que recebeu aceitação mista por parte do público, mas claramente havia um ensinamento importante aqui, e a Capcom soube aproveitar isso com RE4 Remake.

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Leon retornou na versão reimaginada de um dos jogos mais importantes da era PlayStation 2, marcando história mais uma vez e repetindo o sucesso da sua versão anterior. Foi a partir daí que a Capcom começou a preparar o terreno para um novo recomeço. Uma despedida de fato dos clássicos, respeitando o passado e abraçando o futuro.

Requiem

Resident Evil Requiem é o mais recente título da franquia. Equilibra perfeitamente tudo o que a série fez ao longo de sua história: terror, ação, um bom enredo, novos e velhos inimigos, celebrando os clássicos e abrindo espaço para algo novo surgir.
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Em Requiem, temos dois protagonistas: Grace Ashcroft e o já consagrado Leon. Nesse capítulo, Grace representa a jogabilidade clássica de Resident Evil: munições escassas, inimigos ameaçadores, cenário que causa medo real. Já Leon é a ação. Ele pode massacrar inimigos como se fosse um tanque de guerra humano; toda a diversão se encontra na gameplay de Leon.

Enquanto títulos anteriores focavam apenas na ação ou apenas no survival horror, Requiem traz ambos na medida certa, com referência, nostalgia e tudo o que o fã precisa e merece, na fórmula perfeita de Resident Evil.

Considerações Finais

Ainda é difícil dizer se a franquia terá um futuro promissor. É claro que há agora espaço para inovar, mas ainda é preciso manter o que funciona. A verdade é que uma franquia de sucesso como essa continuará viva por um bom tempo.

Finalizo mais um artigo aqui. Deixe suas dúvidas, sugestões, críticas e/ou elogios nos comentários. Obrigado pela leitura e até a próxima.