Falamos há pouco tempo sobre as Batalhas de Chefes Mais Fáceis dos Games e, como não poderia deixar de ser, vamos mencionar também as mais difíceis. Claro, a classificação das batalhas mais difíceis pode ser bastante subjetiva, afinal, uma luta em que você se prepara acaba em cinco minutos, gerando até um sentimento de frustração quando todos dizem “esse chefe é muito difícil” e você o derrota em poucos minutos.
Para mim, isso aconteceu com o Kai Leng de Mass Effect 3. Todos diziam que era uma batalha absurda, e eu o resolvi com facilidade.
Seja porque o chefe é muito poderoso e causa danos enormes, seja porque depende de uma estratégia incomum ou por sua relevância histórica no mundo dos games, estas dez são batalhas cujo consenso na comunidade gamer é de que elas dão trabalho. Podem até ser suavizadas, mas nunca serão chamadas de fáceis. E aí, você me diz se concorda com isso ou não, deixando um comentário.
Phoenix
Quando falamos de boss battle, a gente entende que estamos falando de um inimigo mais difícil do que os inimigos comuns, com mais dano e mais HP do que os outros e um visual único e marcante.

Talvez não seja o mais difícil de todos, mas Phoenix, um shooter de “navinha” lançado em 1980 pela Taito para os arcades, é considerado amplamente pelos jogadores e historiadores de games como o primeiro jogo a trazer uma boss battle. Existem discussões que apontam Samurai, também de 1980, ou Sasuke Vs. Commander, do mesmo ano, como a primeira boss battle, mas, para esta lista, por seu visual marcante e estratégia, vamos considerar Phoenix como o primeiro.
Então, imagine a cena de você jogando games como Galaxian ou Space Invaders e pensando que seria só mais um dia na sua vida de tentar atingir a pontuação máxima e deixar seu nome no primeiro lugar do ranking (ou, pelo menos, as suas iniciais) e, do nada, surge na tela aquela nave gigante, ocupando quase todo o espaço da tela, disparando lasers da frente, dos lados, das asas e ainda exigindo que você atingisse pontos específicos para poder atingir o piloto da nave e derrotá-lo. Até você se recuperar do choque, a sua ficha já foi perdida.
Malenia, Blade of Miquella
Elden Ring, um jogo da FromSoftware que contou com a participação de George R.R. Martin, o autor de Crônicas do Gelo e Fogo que a maioria de nós conhece pela série Game of Thrones, foi um dos maiores sucessos da empresa graças à história criada na parceria com o autor norte-americano e o diretor Hidetaka Miyazaki e às suas batalhas difíceis. Entre elas, a boss fight de Malenia.

Malenia causa um dano forte tanto na primeira forma quanto na segunda, onde ela ainda aprende movimentos que envenenam, ganha um sopro de fogo e golpes em alta velocidade, mas o principal problema para quem enfrenta ela é a recuperação de vida a cada golpe. Enquanto você está morrendo, ela está se regenerando. A parte boa é que esta batalha é opcional, e para chegar até ela é preciso fazer um certo número de passos, achar alguns itens e então entrar na luta. Ou seja, é um tipo de sofrimento que você só passa se quiser.
C'Thun (Templo de Ahn'Qiraj)
World of Warcraft é um dos maiores e mais longevos MMORPGs já lançados. Com seus gráficos relativamente simples, baixos requisitos para rodar o jogo e um sistema de cobrança mensal que desestimula a entrada de bots e hackers, o jogo se mantém como um dos MMORPGs mais populares do mundo e recebendo novos conteúdos regularmente.

Na versão 1.6, o jogo recebeu o raide do Templo de Ahn'Qiraj, cuja luta final é contra C'Thun, um poderoso Deus Antigo e um dos chefes mais difíceis que surgiram no game. Este chefe exige a coordenação e participação de muita gente de guildas e clãs para vencê-lo. Além de uma barra de vida gigantesca e ataques do tipo “hit-kill”, o monstro ainda prendia jogadores em seu estômago e só soltava quando queria. Ainda era preciso bater em alguns cristais para quebrar a defesa dele e abrir uma janela de dano de cerca de 40 segundos. Portanto, eram necessários paciência e trabalho de equipe.
Sigrún, a Rainha das Valquírias
God of War nunca foi um jogo fácil. Em nenhum momento os chefes e deuses da mitologia grega ou nórdica deram um minuto de paz a Kratos, mas, entre todos, houve um chefe que ganhou um lugar especial na lista por ser absurdamente difícil e ainda ser opcional. Novamente, vamos “mexer com quem está quieto”, já que em God of War de 2018, Sigrún, a rainha das valquírias, é mais difícil do que o chefe final, Baldur.

Corrompidas por Odin, matar uma valquíria significa libertar sua alma e deixá-las descansar em paz. A parte mais difícil de vencer Sigrún é o fato de que ela reúne os poderes e táticas de todas as outras valquírias: ataques aéreos, ataques com as asas, projéteis e todo o arsenal das outras valquírias (que também já não eram fáceis). Você precisa memorizar padrões para tentar prever alguns de seus golpes, mas ela ainda pode mudar rapidamente de tática e encaixar outro golpe, pegando você de surpresa. Nas dificuldades mais altas, alguns golpes podem ser “hit-kill”.
M. Bison
Este caso tem um valor mais histórico na lista de chefes mais difíceis do que dificuldade propriamente dita. M. Bison, o chefe final de Street Fighter II: The World Warrior, foi uma pedra no sapato de muitos jogadores que perderam fichas nos arcades em poucos golpes, porque o chefe era rápido, encaixava combos doloridos e atordoava antes mesmo de você poder mexer o manche para fazer algo, e finalizava com o Psycho Crusher apenas para garantir que você estava bem morto.

A luta era muito mais psicológica do que física, já que, quando ele começava a bater e não parava, a vontade de largar o controle e mandá-lo ir para o inferno era maior do que qualquer outra coisa. Agora, se no jogo regular essa luta já era difícil, imagine naqueles "Street Fighter II de Rodoviária" em que cada movimento deixava uma trilha de hadoukens no ar e os golpes tiravam muito mais vida do que normalmente faziam. Se você conseguia vencê-lo no "SFII de Boteco", então esta lista aqui deve ser uma piada para você.
Profound Darkness e Dark Force
Novamente um chefe que pode não ser o mais difícil de sua franquia ou mesmo dos games, mas ele tinha algo que o deixava incrivelmente frustrante e poderia resultar em mais de 30 minutos de batalha perdida em um golpe: a necessidade de preparação antecipada, gerenciamento de recursos, paciência e coordenação.
Nascida no Master System como uma das respostas da Sega ao sucesso de Final Fantasy, a franquia Phantasy Star chegou ao fim em Phantasy Star IV: The End of the Millennium, lançado para Mega Drive em 1993 e considerado um dos RPGs mais importantes da era 16 bits.

A história acompanha Chaz Ashley e seus aliados em uma jornada para descobrir a origem de uma série de desastres que ameaçam o sistema planetário de Algol. Conforme a aventura avança, os heróis descobrem que por trás de todos os acontecimentos estão Dark Force e sua criadora, a entidade cósmica conhecida como Profound Darkness.
A dificuldade está em chegar ao chefe com os itens certos, o time certo, as magias e equipamentos corretos, e não perder HP no caminho até ele. Aqui não adianta chegar lá e ficar batendo até o chefe morrer. Se você não se preparar com antecedência, não passará nem da primeira fase dos chefes. Mais do que a espada mais forte, estratégia e planejamento são suas maiores armas aqui.
Giygas
Lançado para o Super Nintendo em 1994, Earthbound (ou Mother II no Japão) tem um dos chefes mais difíceis dos RPGs orientais e um dos mais estranhos e perturbadores. Principalmente se lembrarmos que Ness e seu grupo são apenas crianças de dez ou 12 anos, ver Giygas como uma série de imagens de dor e rostos distorcidos seria motivo para mandá-los para a terapia pelo resto da vida.
Já não basta o coitado só falar com o pai pelo telefone, imagine ele ainda enfrentar a representação gráfica abstrata que representa “o mal absoluto”.

Em certo momento da luta, Giygas fica completamente invulnerável, e a única forma de causar dano nele é com a habilidade “Pray” de Paula, mas há dois detalhes importantes: imagine que Paula caia em combate e você não tenha como revivê-la? É uma situação bastante improvável, mas não impossível. O outro detalhe é que o jogo não fornece nenhuma informação sobre isso; você só descobre essa estratégia lendo o manual do jogo ou tentando tudo o que tem até chegar em “Pray” e conseguir causar algum dano. Se você não leu no manual ou em algum outro lugar, até descobrir isso a luta já pode ter acabado com você morto.
Great Puma
Este jogo de luta livre do Nintendo 8 bits era simples, com golpes limitados e sem um modo carreira ou modo história. Não tinha nada que chamasse a atenção, exceto a luta contra o Great Puma, uma das mais difíceis do console. Este chefe final ficou famoso pela dificuldade extrema e pela necessidade de esquemas e táticas para vencê-lo.

O chefe parece ter sido feito para quebrar as regras do próprio jogo, atingindo você com golpes especiais como um dropkick antes mesmo de você perceber o que estava vindo. Além disso, a quantidade de dano que ele causa é acima do normal para os lutadores do game. Assim, além da surpresa, o dano que vinha em seguida tirava metade da sua barra de HP.
Outro problema era a dificuldade de finalizá-lo, segurando-o no chão, porque ele se esquivava de praticamente tudo. As revistas de dicas de videogame da época, como a Nintendo Power, recomendavam que você usasse um controle turbo para mantê-lo no chão.
The Harbinger (Modo Lendário)
O último jogo da franquia Halo, que finaliza a história de Master Chief e Cortana no anel Zeta Halo, reserva uma das lutas mais difíceis da história do jogo, mas com uma condição: você precisa jogar o game todo no modo Lendário. Então, se você gosta de sofrer, o desafio está lançado! The Harbinger é o verdadeiro chefe final do jogo e só aparece nessa dificuldade mais alta.

Lutar contra ele significa enfrentar hordas de inimigos antes mesmo de chegar a ele. E, se você morrer, você volta ao começo da fase — não do chefe, da fase toda. Você é lançado de volta ao início, precisa refazer todo o caminho até chegar a ele e recomeçar a luta. Além disso, o chefe ainda tem dano em área e um escudo que exige tiros carregados de armas como canhões de plasma. Outro detalhe: no modo Lendário, pontos vitais como a cabeça podem matar o jogador em poucos acertos; portanto, tomar um “headshot” aqui é uma passagem só de ida para o começo da fase outra vez.
Sans (Rota Genocida)
Undertale é um jogo de RPG indie que chamou a atenção por sua abordagem diferente das lutas. Normalmente os jogadores fazem uma jogabilidade em que matam apenas aqueles com quem têm mais dificuldade para passar ou que não conseguem evitar por estarem no caminho, mas aqui, em vez de sair matando todos, é possível vencer o jogo sem matar nenhum inimigo — ou matando absolutamente tudo em seu caminho: a chamada Rota Genocida.

Nesta rota, depois de eliminar todos os inimigos, NPCs e até aliados possíveis, você enfrenta a caveira de moletom Sans. Esse inimigo é realmente extraordinário, com ataques aleatórios e imprevisíveis, altíssima defesa e esquivas, e a necessidade de movimentos perfeitos para não ser atingido por seus danos elevados. Sans ainda mexe com você no psicológico, pois finge que perdeu várias vezes durante a luta apenas para você baixar a guarda e ele então te matar. E quando faz isso, ele ainda conta quantas vezes você caiu na mentira dele — só de brincadeira.









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