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Review de Poppy PlayTime: Capítulo 5 - Essencial, mas Faltou Peso

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O quinto jogo da franquia Poppy Playtime chegou, mostrando mais sobre a história dos brinquedos e também a aparição do grande vilão.

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revisado por Romeu

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Sinopse de Poppy PlayTime: Capítulo 5

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No quinto jogo da franquia, mergulhamos ainda mais fundo na fábrica de brinquedos, onde não sabemos o que nos espera, em quem podemos confiar e nem como vamos sobreviver.

O jogo se baseia em resolver puzzles e tentar escapar de ameaças em forma de brinquedos infantis que nos caçam pelo caminho, enquanto vamos tentando decifrar o que aconteceu para que tudo ficasse tão caótico. O manipulador nos assombra enquanto tentamos colocar um fim em seus planos insanos.

Ficha técnica

Plataformas: PC

Gênero: Ação, Aventura, Terror, Indie

Desenvolvimento: Mob Entertainment

Publicação: Mob Entertainment

Lançamento: 18 de fevereiro de 2026

Trailer

Primeiras impressões

Com um final cheio de suspense do 4° jogo, os fãs da franquia não viam a hora de finalmente saber como seria a continuação.

O quinto jogo já começa com a perseguição do Huggy Wuggy, o que nos deixou na expectativa de ser um dos jogos mais tensos da franquia, já que os desenvolvedores conseguem criar uma atmosfera de suspense e medo com facilidade, misturando esses elementos de brinquedos infantis e horror.

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Mas, logo que terminou a perseguição bem no começo do game, o jogo ficou um longo tempo em resoluções de puzzles, num sistema quase como escape room. Isso me frustrou um pouco. Por mais que goste de jogos assim, senti falta da sensação de medo, pois não senti as sensações de medo e terror constante que achei que sentiria ao longo da história.

Mecânicas e Gameplay

Como todo jogo da franquia, a gente vai liberando “mãozinhas” com habilidades diferentes para resolver puzzles e sobreviver à fábrica.

Neste capítulo, a gente utiliza uma mãozinha que consegue impor pressão onde bate, podendo destruir objetos ou destravar passagens interditadas.

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Também há uma mão que absorve três tipos de elementos: fogo, gelo e eletricidade.

Com ela, podemos interagir com os cenários de várias formas, como explodindo e queimando materiais inflamáveis, congelando alguns resíduos e os deixando sensíveis a quebrar com a mão de pressão, além de carregar baterias ou energizar aparelhos tecnológicos.

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Uma novidade deste capítulo é o uso de uma lanterna de luz ultravioleta (UV), permitindo ver desenhos pelos cenários que ajudam na resolução de enigmas. Outro recurso inédito é um bracelete magnético que podemos usar como gancho, fixando-o em placas para alcançar diferentes lugares.

Como de costume, o jogo conta sua história por meio de secrets espalhados pelo mapa, como arquivos e fitas que permitem montar um quebra-cabeça da história. Então, procure bem pelos cenários, já que este capítulo foca em mostrar o processo macabro da criação dos brinquedos. Como brinde, você pode achar bonequinhos específicos que seriam uma linha de produtos que não deu certo e foi rejeitada pela fábrica.

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O jogo foi bem divertido e consegui terminá-lo em duas sessões de jogatina. Ainda assim, senti falta daquele clima de terror que mencionei no tópico anterior. Gostaria que fosse semelhante ao capítulo 3, onde cada sala nova dava arrepios e trazia a constante sensação de estar sendo observado. Por exemplo, no 3º, na segunda vez em que Huggy Wuggy nos persegue, precisamos distraí-lo enquanto coletamos baterias para sair da sala. Já no 5º, não senti o pânico dos capítulos anteriores.

Outro exemplo é quando aparece Lily LoveBraids e precisamos escapar de seu quarto. Apesar de seus diálogos serem assustadores, o design dela não me causou medo. Uma ideia interessante seria ela ter uma segunda forma, mais macabra e que nos deixasse ainda mais desconfortáveis.

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Houve momentos em que fiquei cansada de tentar resolver os enigmas, pois era necessário usar a luz UV e encontrar o padrão certo de válvulas. Passei bastante tempo pensando em como sair daquela situação.

Os Vilões e o Grande Algoz

Os vilões dessa vez foram três: Huggy Wuggy, Lily LoveBraids e, finalmente, o Protótipo 1006.

Huggy continua sendo um brinquedo bem assustador. Desde sua primeira aparição no capítulo 1, ele já provocava medo, e seus gritos intensificam essa sensação. Mesmo neste jogo, em que há um momento em que ele perdeu um pouco de sua essência, no final ele volta com bastante fervor. Neste capítulo, conseguimos ver um pouco de suas memórias e entender os processos da fábrica, como um setor dedicado à lavagem cerebral.

Lá, as crianças eram obrigadas a acreditar que eram brinquedos e que não existia vida fora desta realidade. Huggy sempre se manteve agressivo desde o começo, e podemos ver momentos em que ele se descontrola contra os funcionários da fábrica.

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Lily LoveBraids tem o ponto mais fraco do capítulo, pois não conseguiu proporcionar a atmosfera de terror que é a marca registrada do jogo. Sua característica mais marcante é a insanidade. Ela demonstra ser descontrolada e, em alguns momentos, não reconhece quem realmente é, chegando a conversar com uma ossada sem vida.

Finalmente, o Protótipo 1006 foi revelado no capítulo 5. Sua aparição perto do final do jogo transforma completamente o clima.

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O modo como ele fala, trocando de vozes, seu corpo robótico que se move de forma estranha, além dos vários membros de outros personagens acoplados a ele, criam uma estética Jestercore que o torna aterrorizante e combina muito com a proposta do jogo. Mesmo aparecendo quase no final, o 1006 conseguiu finalizar o jogo com o impacto e a expectativa criada no início, fazendo valer a pena.

Prós e Contras

Pontos positivos

- Puzzles divertidos

- Revelação do Protótipo

- Mecânicas criativas

- Boa progressão da história

Pontos negativos

- Poderia ser mais assustador no começo e meio do jogo

- Bugs na dublagem

- Lily LoveBraids poderia ter sido melhor explorada

Conclusão

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O jogo está divertido e me proporcionou uma boa experiência. Gostaria que tivesse mais momentos de perseguição ou de clima pesado, mas quando eles apareceram (mesmo que devesse ter mais), na maioria das vezes foram bem trabalhados.

O que realmente valeu a pena aqui foi descobrir mais sobre o passado, o processo de criação dos brinquedos e, principalmente, a revelação de quem é o 1006, já que sua trama vem sendo construída desde o começo. Todos que acompanham a série estavam ansiosos para esse momento, e ele finalmente nos foi entregue!

Já o final traz uma surpresa enorme, deixando os fãs impactados e curiosos para o próximo capítulo (pelo menos, eu fiquei!).

Nota: 8/10

E não esqueçam… levantem-se e vivam!