Funcionários da Electronic Arts relatam queda na moral das equipes e pressão para usar ferramentas de inteligência artificial generativa no trabalho. Os depoimentos foram dados sob anonimato à Vertical Slice, que ouviu profissionais da empresa sobre o ambiente interno após os cortes na BioWare.Um dos funcionários descreveu a distância entre o discurso da gestão e a rotina da equipe. Segundo ele, a orientação era fazer menos e fazer melhor, mas a sensação era de continuar com o mesmo volume de trabalho, agora com menos pessoas. O relato aponta para uma sobrecarga que não teria sido resolvida pela mudança de prioridades.O uso de IA aparece como outra fonte de atrito. Uma das fontes disse que a alta administração demonstrou entusiasmo pelo Claude e pelas possibilidades da tecnologia, enquanto sua equipe recebeu a ideia com resistência. Outro funcionário afirmou ter ouvido de gestores que aderir a essas ferramentas seria necessário para acompanhar o futuro do trabalho. De acordo com um terceiro relato, mesmo sem uma exigência explícita, a adoção das ferramentas se tornaria difícil de evitar na prática.Também há críticas à forma como a liderança responde a decisões que não dão certo. Uma fonte descreveu a percepção de que executivos escapam da responsabilidade pelos resultados, enquanto o sucesso comercial de EA Sports FC ajuda a financiar apostas malsucedidas da companhia. Trata-se da avaliação desse funcionário, não de um posicionamento oficial da EA.Os relatos surgem após cortes na BioWare. O estúdio passou por projetos com rumos distintos: Anthem foi desenvolvido como jogo de serviço, enquanto Dragon Age: The Veilguard mudou de direção durante a produção. Nesse contexto, os depoimentos mostram como parte dos funcionários enxerga a combinação de equipes menores, decisões da gestão e incentivo à IA dentro da EA.Com informações de PC Gamer.
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