A Anbernic, fabricante chinesa de consoles portáteis voltados à emulação de jogos retrô, foi recomendada pela Entertainment Software Association (ESA) para entrar em uma lista dos Estados Unidos que reúne mercados considerados problemáticos por violações de propriedade intelectual. A indicação mira principalmente os aparelhos vendidos com cartões microSD recheados de jogos piratas.A recomendação foi encaminhada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), responsável por avaliar o documento e decidir se aceitará a classificação. Segundo a ESA, a Anbernic comercializa consoles acompanhados de cartões com centenas ou milhares de cópias não autorizadas de jogos protegidos por direitos autorais. Esses arquivos permitem executar os títulos sem uma compra ou licença legítima.A associação classificou a empresa como uma superfake, termo usado para produtos falsificados de alta qualidade que imitam de perto itens originais. Nesse caso, a comparação se refere à forma de comercialização dos aparelhos com bibliotecas de jogos não autorizados, e não necessariamente ao hardware dos consoles.O documento também cita uma apreensão realizada na Itália em 2024. Na ocasião, as autoridades encontraram aproximadamente 12 mil dispositivos da marca com mais de 47 milhões de cópias de jogos pirateados. A ESA afirma ainda que a Anbernic atua há cerca de nove anos e costuma lançar entre oito e dez modelos por ano. Em agosto de 2026, o site oficial da fabricante teria recebido cerca de 1,4 milhão de visitas.A possível inclusão na lista não significa que todos os consoles da Anbernic serão automaticamente proibidos nos Estados Unidos. Ainda não está definido se uma medida atingiria apenas os produtos com cartões contendo jogos piratas ou também outros aparelhos. As consequências poderiam envolver distribuidores, estoques e marketplaces como Amazon e eBay, além de lançamentos futuros como o Anbernic RG DDS.A denúncia da ESA diferencia a venda de um dispositivo capaz de emular jogos antigos da distribuição de cópias não autorizadas. Até que o governo americano tome uma decisão, não há confirmação de retirada dos produtos do mercado.
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