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10 Jogos que Desapontaram os Jogadores

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Veja os jogos que mais desapontaram os jogadores, explorando promessas não cumpridas, problemas técnicos, expectativas frustradas e as principais razões por trás da decepção da comunidade gamer.

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revisado por Romeu

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Já diz o ditado: "É melhor criar unicórnios do que expectativas", mas, mesmo sabendo disso, não conseguimos deixar de nos empolgar por causa de um jogo que, nos trailers, entrevistas, reviews de acesso antecipado e em todo o material de divulgação, parece incrível.

Quem não lembra da entrevista do fundador da Hello Games, Sean Murray, no "The Late Show com Stephen Colbert" falando sobre os 18 QUINTILHÕES de planetas que o game teria? O problema é que, no lançamento, os jogadores encontraram uma enorme quantidade de mundos vazios e a ausência de diversos recursos prometidos, como guerras entre facções, multiplayer e várias outras funcionalidades que acabaram ficando de fora da versão inicial, entre outras promessas quebradas.

Porém, além do No Man's Sky, vários outros games também decepcionaram no lançamento. Mesmo que tenham sido melhorados com patches de correção e conteúdos, não dá para negar que os jogadores ficaram frustrados quando receberam seus produtos e compararam a expectativa com a realidade.

É desses games que vamos falar. Jogos que decepcionaram os jogadores e são lembrados como frustrações até hoje. Se faltou algum da lista, é só deixar um comentário.

E.T. the Extra-Terrestrial

Imagine você nos anos 1980, olhando um catálogo de compras para o Natal, onde você escolhia seus presentes, marcava e mostrava a seus pais o que queria para que eles fossem até uma loja de departamentos e comprassem tudo. Bem analógico, não é? Agora imagine que você viu anunciado lá que vão lançar um jogo do filme de maior sucesso dos últimos anos: E.T. O Extraterrestre! É claro que você não vai querer outra coisa para o seu Atari, não é?

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A Atari pagou cerca de 20 a 25 MILHÕES de dólares, um valor absurdo para a época, para adaptar o filme, e a expectativa era de que o jogo fosse lançado até o Natal daquele ano de 1982. E o programador Howard Scott Warshaw que se virasse para fazer isso em apenas cinco semanas!

Assim como no filme, o jogador controla E.T., um alienígena perdido na Terra que precisa reunir partes de um dispositivo para chamar sua nave e voltar para casa. Durante a aventura, agentes do governo e cientistas tentam capturá-lo. Você usaria poderes, evitaria inimigos e, na teoria, era uma ideia simples e ambiciosa para o console.

Agora imagine a decepção dos jogadores quando eles receberam um jogo com controles confusos, mapas estranhos, buracos onde o jogador caía sem saber e tinha que achar um ponto muito específico para sair dele. Era frustrante, repetitivo e confuso. O jogo se tornou um dos símbolos do crash dos games de 1983, e a famosa lenda de que enterraram milhares de cartuchos num deserto acabou virando até tema do filme do Angry Video Game Nerd.

Mass Effect Andromeda

Mass Effect Andromeda decepcionou mais por seu peso e legado do que pelo jogo em si, que, por si só, é um jogo com uma história muito boa e gráficos decentes para a época, além de uma galeria de personagens consideravelmente interessantes. Claro, se comparado ao legado e à relevância na história dos RPGs ocidentaislink outside website, ME Andromeda fica aquém de seus antecessores.

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Em algum ponto entre o segundo e o terceiro game da trilogia original, as raças da Via Láctea lançaram as arcas em direção à galáxia de Andrômeda. Porém, ao chegarmos lá, descobrimos que os planetas estão sendo corrompidos por uma energia estranha, modificando os planetas, o clima e até mesmo os habitantes locais. Acompanhamos a história dos irmãos Scott e Sara Ryder, dois "Pathfinders", cuja missão é colonizar os planetas habitáveis da nova galáxia.

Lançado com bugs e problemas, além de os NPCs serem completamente inexpressivos (Foster Addison dizendo que está cansada, mas fazendo "cara de nada"), o jogo virou material inesgotável para memes e decepcionou tanto os jogadores quanto nas vendas, obrigando a BioWare a fazer patches de correção com a ordem de tornar os personagens "imemeeáveis". Porém, mesmo com as correções que tornaram o jogo bom o bastante para ser um Mass Effect, a empresa abandonou o jogo, teria cancelado uma DLC que levaria os Quarians para Andrômeda e engavetou de vez as aventuras dos irmãos Ryder.

Cyberpunk 2077

Outro que decepcionou tanto que manchou a reputação perfeita da CD Projekt Red de lançar jogos completos, com várias horas de teste e com DLCs gratuitas e expansões que são quase do tamanho de um outro jogo. A CD era dita por muitos como um exemplo a ser seguido por outras desenvolvedoras de como fazer jogos. Então, quando Cyberpunk 2077 foi anunciado como um novo jogo numa cidade futurista com luzes neon, facções e até a aparição de Ozob, o personagem criado por Deive "Azaghal" Pazos do Jovem Nerd, as expectativas foram lá para o alto.

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Ambientado na futurista Night City, Cyberpunk 2077 acompanha a história de V, um mercenário (ou mercenária) que participa de um grande esquema. Após um roubo corporativo dar muito errado, V tem a mente invadida pelo "constructo" de Johnny Silverhand, um lendário roqueiro-terrorista morto em 2023. Ambos precisam lutar juntos pela sobrevivência enquanto o chip destrói lentamente o sistema nervoso de V.

Mas o lançamento ficou marcado por causa dos bugs e problemas. Nem a presença de Keanu Reeves como Silverhand e seu "You're Breathtaking" salvou. O jogo foi amplamente criticado por problemas técnicos, especialmente nas versões de PlayStation 4 e Xbox One. A situação foi tão grave que a Sony removeu o jogo da PlayStation Store temporariamente e ofereceu reembolsos aos compradores. A própria CD Projekt admitiu posteriormente erros no desenvolvimento das versões para consoles da geração anterior.

Anthem

Outro jogo cuja decepção veio mais por conta da reputação prévia da empresa por trás dele do que por seus próprios méritos (ou falta deles). A BioWare era famosa por suas histórias single-player densas, personagens marcantes, opções românticas e por ser uma das maiores desenvolvedoras de RPGs ocidentais, com títulos como Jade Empire, Star Wars: Knights of the Old Republic, Dragon Age e Mass Effect no currículo. Agora, o que acontece quando seu jogo é o oposto de tudo o que você é famoso por fazer bem?

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Anthem foi lançado como um "Destiny killer", que seria o melhor looter shooter, um jogo como serviço com temporadas anunciadas que cobririam pelo menos uns 10 anos de suporte ao game, uma sensação de voar em uma armadura que faria você se sentir como o próprio Homem de Ferro, junto com amigos, por um mundo abandonado e incompleto pelos criadores.

Mas e a história densa single-player? Não tinha. Os personagens marcantes? Não tinha. Personalização profunda do seu personagem para fazê-lo como você quiser? Não tinha, mas a personalização das armaduras era boa. Opções românticas? Não tinha. Ou seja, não tinha nada do que a BioWare era famosa por fazer, decepcionando os fãs de longa data e não sendo interessante o bastante para fazer os fãs de Destiny migrarem para ele.

Além disso, as missões eram repetitivas, havia problemas com a qualidade dos loots e a obrigatoriedade de conexão mesmo quando você jogava sozinho. Para muitos jogadores, a EA Games foi apontada como a grande responsável por forçar um jogo como serviço em uma época em que os jogadores estavam fartos de ter que ficar pagando adicionais por um jogo que já tinham pago o preço cheio. Anthem foi definitivamente desligado no começo de 2026, enterrando a franquia (provavelmente) para sempre.

Sonic 2006

O jogo que seria a grande comemoração do aniversário de 15 anos do ouriço mais famoso e rápido dos games, Sonic The Hedgehog (ou Sonic 2006, como ficou mais conhecido), tinha que ser basicamente um reinício da franquia, que alinharia a lore do ouriço, ajustaria fatos e preencheria buracos. Nos planos iniciais, o jogo usaria a Hedgehog Engine, que fazia luzes e efeitos de brilhos muito mais realistas e bonitos. Eles até criaram o ouriço Silver, inspirado pelo Trunks do Futuro de DBZ, só para mostrar o poder dessa nova engine!

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A história levava Sonic para uma direção nova: no reino de Soleanna, resgatando a princesa Elise e enfrentando uma criatura sombria chamada Iblis com a ajuda de seus amigos, mostrando até mesmo um futuro alternativo com o planeta destruído que Silver tentaria impedir de acontecer. Eggman apareceu com proporções mais humanas até (ele tinha orelhas, coisa que os jogos anteriores pareciam ignorar ou esconder muito atrás do bigode). Só que, em algum momento, alguma coisa deu muito errado, e o jogo saiu com muitos, muitos problemas.

Você entrava num novo mapa, tinha um loading. Saía do mapa, tinha um loading. Parava para conversar com alguém, tinha um loading. Terminava a conversa, tinha um loading. Virava num lugar errado e entrava num mapa novo por acidente? Loading. Tinha que voltar para o mapa certo? Loading.

A física do jogo era estranha a ponto de vermos o Sonic fazer o loop andando. Sem contar o bug em que você ficava preso na luta contra Silver, sem poder sair do lugar e sempre pegando um mesmo anel sem nunca conseguir morrer de uma vez. O polêmico beijo de Elise em Sonic também fez com que muita gente criticasse o game. É possível que a gente nunca veja esse jogo receber um remake oficial da Sega, e a festa de debutante do ouriço continue como um evento traumático na adolescência do rapaz.

Shenmue 3

Uma sequência que os fãs (e o criador Yu Suzuki) ansiavam desde o lançamento do segundo jogo em 2001. Um anúncio que levou anos para ser concretizado, com US$ 6,3 milhões arrecadados em financiamento coletivo. Um lançamento que finalmente aconteceu quatro anos depois, envolto em controvérsia devido à exclusividade da Epic Games Store e a um acordo de publicação com a Deep Silver.

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Shenmue 3 chegou finalmente em 2019 e foi duramente criticado por sua mecânica ultrapassada e por um enredo que terminou com mais um gancho para a continuação. Depois de quase vinte anos esperando respostas para a jornada de Ryo Hazuki, os jogadores receberam um jogo que termina deixando várias perguntas abertas e avança relativamente pouco a trama principal.

Embora alguns tenham achado a mecânica antiquada um atrativo, o jogo acabou parecendo irrelevante e apenas mais um capítulo na história que provavelmente nunca chegará ao fim. Para muitos fãs, essa foi a maior decepção de todas.

Marvel's Avengers

A decepção aqui vem pelo total desperdício de uma excelente ideia. Lembre-se da época em que o Universo Cinematográfico da Marvel era a coisa mais legal que havia para se ver nos cinemas. Cada filme avança para um passo de algo que seria muito maior. O grande espetáculo que foi o lançamento do primeiro filme dos Vingadores. A bilheteria arrebatadora que cada lançamento da Casa das Ideias gerava. Diferente dos jogos "de filme", como os do Thor e do Capitão América, que a Marvel lançava, esse tinha tudo para dar certo, principalmente por estar nas mãos da Square Enix, a mesma de Final Fantasy e Kingdom Hearts. Mas deu errado.

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Marvel's Avengers foi um game como serviço do estilo looter, focado no multiplayer com missões repetitivas, loot ruim e grind excessivo. O game chegou a receber DLCs e Passes de Temporada com novos personagens como Gavião Arqueiro e a Gaviã Arqueira (pelo hype da série Hawkeye do Disney+ que viria em breve), o Pantera Negra (o falecimento do ator Chadwick Boseman no ano anterior impulsionou o hype para a DLC) e outros personagens, mas, mesmo assim, não se manteve relevante o suficiente e foi encerrado pouco tempo depois do lançamento.

A falta dos rostos conhecidos dos atores como Chris Evans, Robert Downey Jr. e Mark Ruffalo representando os personagens no jogo, o cansaço dos players em relação aos jogos como serviço, os pagamentos por coisas que deveriam estar no game de preço cheio e a obrigação da conexão constante com a internet para a maior parte do conteúdo também ajudaram o game a não se destacar entre a concorrência.

Skull and Bones

Antes dos inúmeros atrasos que minaram a fé que alguém ainda tinha na capacidade da Ubisoft de entregar um jogo de piratas competente, Skull and Bones parecia ter potencial. Seu primeiro trailer dava a impressão de um Assassin's Creed IV: Black Flag com foco ainda maior nos combates navais, algo que os fãs pediam há anos.

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Claro, então vieram os atrasos, seguidos por notícias de reinicializações no desenvolvimento, problemas nos bastidores, mudanças de direção e saídas de lideranças importantes. Quando Skull and Bones finalmente parecia pronto para ser lançado, Yves Guillemot tomou a curiosa decisão de classificá-lo não como um jogo AAA, mas como um "AAAA".

No lançamento, e para surpresa de poucos, Skull and Bones se mostrou um jogo de serviço contínuo focado na busca incessante por equipamentos e recursos, pontuado por missões cada vez mais repetitivas e uma rotina cansativa de ir e voltar pelos mesmos lugares. E, com tudo isso, ele ainda custava entre R$ 299 e R$ 479, dependendo da edição e da plataforma, e incluía microtransações por cima. Os resultados falaram por si: vendas iniciais abaixo das expectativas e uma recepção bastante morna para um projeto que passou tantos anos em desenvolvimento.

Days Gone

Grande parte do reconhecimento que Days Gone recebeu veio depois que o jogo foi para a PlayStation Plus. Méritos para a Bend Studio por continuar o projeto e adicionar novos conteúdos e recursos, mas não era isso que os jogadores viam no lançamento.

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Na época, o jogo tinha uma quantidade enorme de bugs, problemas de desempenho e muito loading, e isso mesmo depois de vários adiamentos justamente para polir o game. A história também dividiu opiniões, assim como os diálogos e vários aspectos do mundo aberto. A manutenção da motocicleta, os tiroteios e praticamente tudo no jogo tinham pontos negativos, conforme diziam a crítica e o público.

O jogo também tinha seus pontos positivos, como as enormes hordas de infectados que impressionavam, o sistema de progressão satisfatório, e as vendas foram boas o bastante para colocar o jogo no topo das vendas de cópias físicas do Reino Unido por três semanas consecutivas, além de superar as vendas combinadas dos títulos anteriores da Bend Studio.

Ainda assim, Days Gone ficou abaixo das expectativas criadas em torno dos exclusivos da Sony. Talvez por isso nunca tenhamos visto uma sequência, e os diretores do jogo, John Garvin e Jeff Ross, deixaram o Bend Studios pouco tempo depois. Por mais querido que o jogo seja hoje, é difícil negar que Days Gone decepcionou muita gente no lançamento.