Games

观点

EA FC e eFootball: ainda há disputa?

, 0Comment Regular Solid icon0Comment iconComment iconComment iconComment icon

Do Winning Eleven ao eFootball; do FIFA ao EA Sports FC, a rivalidade ainda existe?

Writer image

审核人 Romeu

Edit Article

Os fãs de jogos de futebol sempre estiveram muito bem servidos. Entretanto, ao longo dos anos, o game preferido para juntar a galera mudou bastante. Se por muito tempo nos reunimos para brincar no Pro Evolution Soccer, o FIFA, agora EA Sports FC, parece ter dominado a cena.

Neste especial, contaremos como essa disputa foi se desenrolando conforme o tempo, licenças e mecânicas chegaram a cada uma das propostas. Vamos falar sobre isso?

Quando Pro Evolution Soccer era dominante

Não vamos entrar no mérito da pirataria e falar da popularidade de Bomba Patch no Brasil. O que fez Winning Eleven, ou PES, ser tão popular quando viemos do PS1 para o PS2 foi a facilidade dos controles. As animações eram fluidas e o jogo tinha tudo: jogadores que estavam em alta no futebol mundial, a maioria dos clubes e campeonatos, uma master liga apreciada por muitos até hoje.

Os ingredientes não paravam por aí. WE e PES eram os jogos da moda. Todos os grandes jogadores do momento estampavam as capas, tanto nas versões físicas quanto nas digitais.

Image content of the Website

Nesse meio tempo, o FIFA ainda lutava para ganhar a admiração dos amantes do esporte. Dentro das quatro linhas, um jogo mais técnico, tático, cheio de nuances que o jogador casual não queria saber ao escalar uma equipe. O importante no PES era a setinha estar para cima ou para baixo. No FIFA, os comandos, a atmosfera, os gráficos e tudo mais não transmitiam o mesmo do concorrente.

Em 2009, o cenário começou a mudar

A mudança de geração dos consoles preparou um momento-chave para ambas as franquias. Enquanto o PES 2009 investia no modo Rumo ao Estrelato, o FIFA 2009 trazia modos online, mais facilidade de entender os dribles, demos no PS3 e Xbox 360. Ali ficou claro quem estava querendo criar o futuro ao fazer uma comunidade se sentir bem-vinda.

Ao mesmo tempo, essa transição trouxe outra disputa que transcendia o campo virtual e vinha para a realidade. O FIFA se tornou mais divertido, mas na contramão, o tradicional PES ainda possuía a Champions League, várias outras ligas e um gameplay, que mesmo datado, ainda chamava atenção pelo grau de realismo no modelo dos principais atletas do globo.

Image content of the Website

Entretanto, com a chegada do FIFA 10, o jogo começou a virar de vez. As modalidades online do jogo da EA ficaram ainda melhores. O modo carreira era tão interessante quanto a Master Liga. Para fechar, a companhia começou uma caça às exclusividades. O PES tinha a liga inglesa, mas com times genéricos. O FIFA viu a brecha, e a Konami não teve tempo de reagir.

Image content of the Website

O Ultimate Team e a Champions League

Ainda no FIFA 09, a EA teve uma movimentação visionária nos seus modos online. O Ultimate Team. Se na Master Liga já era legal contratar os jogadores e fazê-los brilhar, imagina disputando com o restante do mundo? A fórmula perfeita. Cartinhas especiais, química, táticas que até então eram vistas como descartáveis e se tornaram o centro da competição. O UT, ou FUT, veio para ficar.

Image content of the Website

Junto dele, a EA ainda apostou na criação de pequenas comunidades em torno do Clubs, modo Temporadas e etc. Ambos os modos ainda marcam presença nos jogos, mas o UT se tornou o carro-chefe. Enquanto isso, a Konami ainda apostava na tradição, mas mesmo com a Copa Libertadores, tomou uma “rasteira” da indústria.

Image content of the Website

Mesmo ao longo do PES 16, com uma campanha desastrosa no lançamento de times licenciados do Brasil, incluindo o estádio do Maracanã, o PES começou a perder espaço. Até a marca PES foi abandonada, e virou eFootball. Do lado de lá, as coisas evoluíram diferente. No FIFA 19, o cheque-mate: a Champions League, enfim, veio para a EA Sports.

Image content of the Website

O panorama atual: até tentaram, mas a EA domina

A EA parecia o próprio Thanos em Vingadores: Guerra Infinita com todas as jóias do infinito. E foi. Por uns anos, eFootball desapareceu, voltou como jogo gratuito para múltiplas plataformas, incluindo celulares, e chegará em breve ao Nintendo Switch 2. No FIFA 23, veio outra mudança forte.

A EA Sports e a FIFA escolheram seguir caminhos diferentes. A franquia de esportes perderia as licenças? Como ficaria o modo UT? E as ligas? Mais uma vez se mostrando até mais forte do que a entidade máxima do esporte, a EA Sports manteve tudo: o modo, as licenças, e o posto de jogo de futebol mais baixado, comprado, jogado e elogiado pelos fãs.

Image content of the Website

Claro, o eFootball ainda tem seu espaço. Gratuito, ele já soma mais de 100 milhões de downloads globalmente. E mesmo assim, outros concorrentes como UFL, com um modo UT como chamariz, GOALS, copiando a mesma fórmula, e até Rematch, esse em terceira pessoa e mais arcade, tentaram tirar o EA FC do topo. Mas mesmo com as constantes reclamações do público, ele seguiu lá.

Então, sim, ainda existe disputa entre os dois. A Master Liga, até o momento, não retornou ao eFootball, deixando um gostinho de: “o jogo pode virar de novo a qualquer momento”. Mas o FIFA/EA FC já se consolidou com folga. Dificilmente veremos algo como o UT e os outros modos online do título na indústria. Quem tentou, infelizmente (ou não), falhou.

A FIFA até tentou dizer que seria grande independente de onde estivesse. Mas sem a EA, prepara FIFA Heroes como o jogo principal da Copa do Mundo. Já adiantamos: tem Maradona, Zeus, poderes e muita coisa no meio que pode afastar o jogador tradicional. Mas vem aí.

A briga pelo público segue, mas por enquanto, o título fica com o EA Sports FC — que inclusive pode dobrar a aposta na nossa região trazendo os clubes brasileiros totalmente licenciados para o UT. Isso não acontece desde o FIFA 15.