Takashi Iizuka, responsável pela série Sonic, revelou que a Sega chegou a considerar o cancelamento completo da franquia durante um dos períodos mais difíceis do personagem. A decisão teria sido discutida antes da estreia do primeiro filme, em 2020, e Iizuka afirmou que precisou lutar dentro da empresa para manter Sonic ativo pelo maior tempo possível.O longa acabou mudando o rumo da série. A produção enfrentou uma reação negativa inicial por causa do visual de Sonic, mas o design foi alterado antes do lançamento. O filme arrecadou US$ 320 milhões nas bilheterias e gerou duas sequências, com um terceiro longa a caminho.Para Iizuka, o primeiro filme foi o maior marco de sua trajetória com Sonic. Segundo ele, o sucesso da produção mudou o curso da franquia, que passou a ocupar um espaço mais amplo entre diferentes mídias. Mesmo assim, o executivo reforçou que os jogos continuam no centro da identidade do personagem.A visão de público também influencia os próximos projetos. Fãs mais antigos costumam buscar experiências de ação e plataforma mais diretas, enquanto novos jogadores demonstram maior interesse por propostas guiadas pela narrativa. Iizuka pretende continuar trabalhando com jogos em 2D e 3D para atender a esses diferentes perfis.A intenção inclui criar experiências voltadas aos fãs que acompanham Sonic desde o início, seguindo exemplos como Sonic Mania e Sonic Origins. A possibilidade de cancelamento teria surgido em um período próximo ao lançamento de Sonic Mania, em 2017, apesar de o jogo ter vendido 1 milhão de unidades no primeiro ano.A declaração também reacende a discussão sobre a fase da franquia antes do sucesso cinematográfico. Com o primeiro filme como ponto de virada e novos longas em produção, Sonic permaneceu entre os principais personagens da Sega, enquanto Iizuka segue defendendo sua continuidade nos games.
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